Foto - Antônio Gomes

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 

A PRAÇA DA MATRIZ OU PRAÇA DR. AUGUSTO GONÇALVES

ANÁLISE DE ENTORNO: A Praça Dr. Augusto Gonçalves se apresenta como a mais importante referência urbana para os itaunenses. Abriga as principais instituições municipais e bancárias, serviços e comércios, bem como a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Santana. É, portanto, o pólo religioso, político e comercial da cidade. As principais vias de Itaúna convergem para ela que, além de espaço de passagem obrigatório para quem se desloca na malha urbana, se mantém como um importante local de sociabilidade, ponto de encontro de crianças, jovens, adultos e idosos.

Tudo isso é beneficiado pela sombra de suas frondosas árvores, pelo mobiliário urbano que ela contém, pela feira semanal de artesanato e pelas festas promovidos pela Paróquia de Santana. Nela aconteciam todos os eventos da cidade, até 1988, com a construção do ´Espaço Cultural` (anexo à Câmara), para onde foram deslocados os festejos de grande porte. Abriga um generoso estacionamento e serve de local de trabalho para ambulantes vendedores de sorvetes, algodões doces e balas. Foi a Praça da Matriz que recebeu o primeiro “arranha-céu” de Itaúna, o Edifício Benfica de 14 andares, construído no final da década de 70. As principais linhas de ônibus atravessam o logradouro e o tráfego é intenso. A praça está incluída na área do primeiro núcleo de formação urbana de Itaúna, mas sua arquitetura encontra-se bastante modificada por adaptações ao comércio e inserção de novas construções. Destacam-se apenas a Matriz em estilo neogótico e o moderno edifício do Fórum. O restante é composto por imóveis sem pretensões estético-estilísticas que, por serem adaptados ao comércio trazem placas e letreiros publicitários em excesso. Tal fato também ocorre nas vias que dela saem, escondendo interessantes remanescentes ecléticos. A alta torre da Matriz, que antes reinava absoluta nas visadas direcionadas para a praça, hoje perdeu a escala, escondida pelos altos prédios construídos no Centro de Itaúna.

Em dezembro de 1750, Manoel Pinto de Madureira iniciou a construção da Capela de Santana após requerimento ao Bispo de Mariana, Dom Frei Manoel da Cruz. Entretanto, foi exigido que a obra se realizasse no mesmo lugar onde se encontrava o oratório erguido por Gabriel da Silva Pereira. Somente em 1765 a capela ficou pronta, tendo como padroeira a Senhora de Santana. Concluída a obra, Manoel, por escritura, doou a edificação à Igreja de Cristo, fazendo com que deixasse de ser uma propriedade privada e se tornasse patrimônio da comunidade. A partir de então, a comunidade foi se formando nas encostas do Morro do Rosário, ao redor da Capela de Santana, tornando-se conhecida como Povoação Nova de Santana do São João Acima.

Pesquisadores afirmam que a formação do povoado na planície mais baixa da região - próximo à Capela de Santana - devia-se ao fato de que o local, por se encontrar próximo ao rio São João, parecia ser mais propício ao desenvolvimento da comunidade. Dessa forma, gradativamente, construíram-se os contornos do povoado através do exercício das atividades agrícolas, pastoris e da então decadente mineração. Nas primeiras décadas do século XIX, a lavoura e a pecuária já haviam superado a produção mineradora que, desde os tempos de ocupação da região, sempre se mostrara modesta.

A Praça Dr. Augusto Gonçalves se apresenta como a mais importante referência urbana para os itaunenses. Abriga as principais instituições municipais e bancárias, serviços e comércios, bem como a Igreja Matriz Senhora Santana. É, portanto, o pólo religioso, político e comercial da cidade. As principais vias de Itaúna convergem para ela que, além de espaço de passagem obrigatório para quem se desloca na malha urbana, se mantém como um importante local de sociabilidade, ponto de encontro de crianças, jovens, adultos e idosos. Tudo isso é beneficiado pela sombra de suas frondosas árvores, pelo mobiliário urbano que ela contém, pela feira semanal de artesanato e pelas festas promovidos pela Paróquia de Santana. Nela aconteciam todos os eventos da cidade, até 1988, com a construção do ´Espaço Cultural` (anexo à Câmara), para onde foram deslocados os festejos de grande porte. Resguarda um generoso estacionamento e serve de local de trabalho para ambulantes vendedores de sorvetes, algodões doces e balas. Foi a Praça da Matriz que recebeu o primeiro “arranha-céu” de Itaúna, o Edifício Benfica de 14 andares, construído no final da década de 70. As principais linhas de ônibus atravessam o logradouro e o tráfego é intenso. A praça está incluída na área do primeiro núcleo de formação urbana de Itaúna, mas sua arquitetura encontra-se bastante modificada por adaptações ao comércio e inserção de novas construções. Destacam-se apenas a Matriz em estilo neogótico e o moderno edifício do Fórum. O restante é composto por imóveis sem pretensões estético-estilísticas que, por serem adaptados ao comércio trazem placas e letreiros publicitários em excesso. Tal fato também ocorre nas vias que dela saem, escondendo interessantes remanescentes ecléticos. A alta torre da Matriz, que antes reinava absoluta nas visadas direcionadas para a praça, hoje perdeu a escala, escondida pelos altos prédios construídos no Centro de Itaúna.

A Praça Doutor Augusto Gonçalves, anteriormente chamada de Praça Benedito Valadares, recebeu este nome em homenagem ao Dr. Augusto Gonçalves de Souza Moreira, o qual iniciou sua história na vida política de Itaúna em janeiro de 1888. Era um jovem médico e com idéias que revolucionaram a cidade, que na época era chamada de Distrito de Santana do São João Acima. Tinha como objetivo a luta pela emancipação política e pela melhoria das condições de vida de seus conterrâneos, em especial, os segmentos mais carentes da sociedade. Liberal, foi abolicionista e republicado e, como constituinte de 1981 com apenas 29 idade ajudou a elaborar um documento jurídico e político que foi a primeira constituição republicana mineira, promulgada a 15 de junho de 1891. Como parlamentar contribuiu decisivamente para a história da tese da transferência da capital Mineira de Ouro Preto para Belo Horizonte e ajudou a institucionalizar o governo democrático em Minas Gerais.

No comando da política itaunense, ao longo de toda a sua vida, foi conciliador e moderado, na luta pela emancipação política-administrativa. Atuou, juntamente com outros grandes nomes da nossa história na fundação da Cia de Tecidos Santanense (em 1891), da Cia Industrial Itaunense (em 1911) e da instituição da Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira (em 1916).

Após a emancipação política-administrativa de Itaúna, ou seja, a independência da cidade de Pará de Minas, no dia 16 de setembro de 1901, data que comemoramos o aniversário da cidade, Dr. Augusto foi quem assumiu os trabalhos públicos, tornando-se o primeiro Prefeito de Itaúna.
Dr. Augusto foi eleito Prefeito por cinco vezes: - de 2/1/1902 a 1/12/1904 / - de 1/1/1905 a 31/12/1907 / - de 1/1/1908 a 31/05/1912 / - de 1/1/1916 a 31/12/1918 / - de 1/1/1919 a 19/10/1921-

Dr. Augusto faleceu em 20 de maio de 1924.

A Praça Dr. Augusto Gonçalves apresenta-se como a mais importante referência urbana para os itaunenses. Abriga as principais instituições municipais e bancárias, serviços e comércios, bem como a Igreja Matriz de Senhora Santana. É, portanto, o pólo religioso, político e comercial da cidade. Além de espaço de passagem obrigatório para quem se desloca na região urbana, a Praça Dr. Augusto Gonçalves mantém-se como um importante local de sociabilidade, ponto de encontro de crianças, jovens, adultos e idosos. Tudo isso é beneficiado pela sombra de suas frondosas árvores, pelo mobiliário urbano que ela contém, pela feira semanal de artesanato e pelas festas promovidas no local.

CURIOSIDADE: A portaria de 25 de outubro de 1930 deu ao antigo, histórico e tradicional LARGO DA MATRIZ o nome de PRAÇA JOÃO PESSOA, em homenagem ao líder político paraibano, candidato a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas. João Pessoa foi assassinado na capital de Pernambuco.

Em 1936, Artur Vilaça, então prefeito foi exonerado sendo nomeado em seu lugar Dr. Lincoln Nogueira Machado pelo governador Benedito Valadares. Um dos primeiros atos deste prefeito foi trocar o nome da praça principal. Retirou o “João Pessoa” dado pelo Artur Vilaça e colocou PRAÇA MÁRIO MATOS.

Posteriormente, houve uma lei da ditadura que determinou que todos os municípios brasileiros tivessem num dos logradouros públicos o nome do Presidente da República, passando a tradicional Rua Direita a ser denominada Avenida Getúlio Vargas e a Praça Principal mudou de nome pela 3ª vez sendo denominada PRAÇA BENEDITO VALADRES.

Com a queda de Getúlio e Benedito (NO ANO DE 1945), populares arrancaram a placa de Valadares que não era bem quisto na cidade dando ao mais importante logradouro público, no coração da cidade, o nome do fundador do município PRAÇA DR. AUGUSTO GONÇALVES (também conhecida como Praça da Matriz por causa da Igreja Matriz de Santana. Janete Rodrigues

Foto - Helenio Lara

Foto - Antônio Gomes

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Pássaros são comuns na Praça da Matriz

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