Itaúna, 06 de outubro de 2009

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Comitê Rio 2016 faz representação contra declarações do governador de Tóquio

O Comitê Rio 2016 entra nesta terça-feira (6) com representação formal no Comitê Olímpico Internacional (COI) contra as declarações inapropriadas e deselegantes feitas pelo governador de Tóquio, Shintaro Ishihara, sobre o processo eleitoral do COI que deu a vitória à cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.

Em nota, o Comitê Rio 2016 diz que as declarações, além de lamentáveis, estão em oposição às regras determinadas pelo COI. O documento ressalta ainda a participação importante e exemplar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na defesa da candidatura brasileira, desde o início, o que também foi reconhecida pelos membros do Comitê Olímpico Internacional.

02/10/2009

Rio transforma o sonho olímpico em realidade e conquista os Jogos de 2016 para o Brasil

É impossível prever quais serão os maiores atletas do planeta daqui a sete anos. Possível, sim, é saber em que palco eles vão brilhar: o Rio de Janeiro. Em uma sexta-feira histórica para o esporte brasileiro, os cariocas conquistaram em Copenhague o direito de sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Até a cerimônia de abertura no Maracanã, serão mais de 2.400 dias. Tempo de sobra para viver intensamente cada modalidade, moldar novos ídolos e, acima de tudo, deixar a cidade ainda mais maravilhosa. Superadas as rivais Madri, Tóquio e Chicago, finalmente dá para dizer com todas as letras: a bola está com o Rio.

Quando o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, abriu o envelope com os cinco anéis olímpicos e anunciou a vitória do Rio, foram duas explosões simultâneas de alegria. Na Praia de Copacabana, a multidão que aguardava o resultado soltou o grito e começou a comemorar sob uma chuva de papel picado.

Dentro do Bella Center, os integrantes da delegação brasileira repetiram a festa de forma efusiva. Sem conter as lágrimas, Pelé comandava a celebração, abraçando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes e os esportistas. Entre gritos e abraços, difícil era encontrar um brasileiro que não estivesse chorando.

Enquanto isso, no Air Force One, Barack Obama já voltava para casa, com as mãos vazias e uma decepcionante eliminação na primeira rodada. A população japonesa, em sua maioria contra a candidatura, pôde festejar a saída na segunda fase. Madri avançou à final, mas não conseguiu emplacar duas Olimpíadas seguidas na Europa. E a vitória brasileira sobre os espanhóis na última rodada veio com sobras: 66 votos contra 32.

Na primeira fase, Chicago foi eliminada com apenas 18 votos. Madri liderou a primeira parcial, com 28, seguida por Rio (26) e Tóquio (22). A segunda etapa já teve o Rio bem na frente, com 46, contra 29 dos espanhóis e 20 dos japoneses, que saíram da briga.

O Brasil, que lutava há mais de uma década pelo direito de sediar os Jogos, ganhou a disputa na lágrima, da mesma forma como costuma festejar suas conquistas em cima do pódio em competições mundo afora. Com uma apresentação marcada pelo tom emotivo nesta sexta-feira, o Rio deu a cartada final para convencer os integrantes do Comitê Olímpico Internacional a plantar o movimento olímpico na América do Sul pela primeira vez. A estratégia funcionou bem.

Imagem do dia na Dinamarca

Presidente Lula chora após o anúncio em Copenhague. Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos de 2016
                                                                                              Edição Edson Ferraz
                                                                                         

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