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O Comitê Rio 2016 entra nesta terça-feira
(6) com representação formal no Comitê Olímpico
Internacional (COI) contra as declarações inapropriadas e
deselegantes feitas pelo governador de Tóquio, Shintaro
Ishihara, sobre o processo eleitoral do COI que deu a
vitória à cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos
Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.
Em nota, o Comitê Rio 2016 diz que as declarações, além de
lamentáveis, estão em oposição às regras determinadas pelo
COI. O documento ressalta ainda a participação importante e
exemplar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na defesa
da candidatura brasileira, desde o início, o que também foi
reconhecida pelos membros do Comitê Olímpico Internacional. |
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É impossível prever quais serão os maiores atletas do
planeta daqui a sete anos. Possível, sim, é saber em que
palco eles vão brilhar: o Rio de Janeiro. Em uma sexta-feira
histórica para o esporte brasileiro, os cariocas
conquistaram em Copenhague o direito de sediar os Jogos
Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Até a cerimônia de
abertura no Maracanã, serão mais de 2.400 dias. Tempo de
sobra para viver intensamente cada modalidade, moldar novos
ídolos e, acima de tudo, deixar a cidade ainda mais
maravilhosa. Superadas as rivais Madri, Tóquio e Chicago,
finalmente dá para dizer com todas as letras: a bola está
com o Rio.
Quando o presidente do Comitê Olímpico Internacional,
Jacques Rogge, abriu o envelope com os cinco anéis olímpicos
e anunciou a vitória do Rio, foram duas explosões
simultâneas de alegria. Na Praia de Copacabana, a multidão
que aguardava o resultado soltou o grito e começou a
comemorar sob uma chuva de papel picado.
Dentro do Bella Center, os integrantes da delegação
brasileira repetiram a festa de forma efusiva. Sem conter as
lágrimas, Pelé comandava a celebração, abraçando o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Sérgio
Cabral, o prefeito Eduardo Paes e os esportistas. Entre
gritos e abraços, difícil era encontrar um brasileiro que
não estivesse chorando. Enquanto isso, no Air Force One,
Barack Obama já voltava para casa, com as mãos vazias e uma
decepcionante eliminação na primeira rodada. A população
japonesa, em sua maioria contra a candidatura, pôde festejar
a saída na segunda fase. Madri avançou à final, mas não
conseguiu emplacar duas Olimpíadas seguidas na Europa. E a
vitória brasileira sobre os espanhóis na última rodada veio
com sobras: 66 votos contra 32.
Na primeira fase, Chicago foi eliminada com apenas 18 votos.
Madri liderou a primeira parcial, com 28, seguida por Rio
(26) e Tóquio (22). A segunda etapa já teve o Rio bem na
frente, com 46, contra 29 dos espanhóis e 20 dos japoneses,
que saíram da briga.

O Brasil, que lutava há mais de uma década pelo direito de
sediar os Jogos, ganhou a disputa na lágrima, da mesma forma
como costuma festejar suas conquistas em cima do pódio em
competições mundo afora. Com uma apresentação marcada pelo
tom emotivo nesta sexta-feira, o Rio deu a cartada final
para convencer os integrantes do Comitê Olímpico
Internacional a plantar o movimento olímpico na América do
Sul pela primeira vez. A estratégia funcionou bem. |