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A expectativa no Chile é que até amanhã
(9) uma das máquinas perfuradoras - que escava o local onde
estão soterrados há dois meses 33 trabalhadores, no Norte do
país – atinja o abrigo. Faltam menos de 80 metros para
chegar ao ponto onde estão os mineiros, isolados a 700
metros de profundidade na Mina de San José, no Deserto de
Atacama.
As autoridades chilenas advertiram, no entanto, que o
resgate pode não ser imediato. A operação depende das
condições técnicas e do terreno.
A máquina perfuradora denominada Plano B escava o espaço
onde será instalado um tubo metálico para colocar as
cápsulas que serão usadas no transporte dos trabalhadores.
Cada um será retirado por meio de uma cápsula, espécie de
gaiola, com o apoio de um brigadista. Ao chegar à
superfície, o mineiro será levado para um hospital de
campanha.
O objetivo é dar os primeiros atendimentos aos trabalhadores
em um hospital montado próximo à mina. Em seguida, serão
levados de helicóptero para a cidade de Copiapó, a maior da
região. Uma das orientações é em relação à visão dos
mineiros, uma vez que eles estão há dois meses sem ver a luz
do sol e longe da claridade.
As informações são da rede estatal chilena de televisão, a
TVN. Ontem (7), foram feitos testes para o momento exato do
resgate. Vários tubos metálicos que servirão de apoio para
as cápsulas serão instalados no local.
As autoridades chilenas preparam um esquema de transmissão
ao vivo do momento de retirada dos trabalhadores. Para
apressar o resgate, três máquinas perfuradoras funcionam dia
e noite. Uma delas, considerada a mais rápida, é a que deve
chegar nas próximas horas ao local onde estão abrigados os
mineiros.
Os trabalhadores estão soterrados desde 5 de agosto, quando
houve o desabamento de terra sobre o único canal que ligava
a superfície ao subterrâneo. Os mineiros demoraram duas
semanas para dar sinais de que estavam vivos. Desde então, o
dia a dia deles tem sido acompanhado por um esquema
gigantesco de especialistas e de profissionais de imprensa.
Houve quatro vídeos gravados pelos próprios trabalhadores,
relatando as condições de vida no abrigo, mensagem às
famílias e autoridades. Também foi montado um esquema de
comunicação para que pudessem falar por telefone e assistir
televisão. |
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