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Com o reajuste médio de 2,9% nas últimas
quatro semanas, abastecer com álcool deixou de ser vantajoso
em três estados: Espírito Santo, Minas Gerais e Santa
Catarina. Agora, somente em 12 estados compensa encher o
tanque com o combustível.
Atualmente, o litro do álcool sai em média por R$ 1,647,
contra R$ 1,60 no início de setembro. Em relação a junho,
quando o combustível chegou ao valor mais baixo no ano (R$
1,537), o preço subiu 7,1%.
Os dados constam de balanço semanal divulgado pela Agência
Nacional do Petróleo (ANP). Apesar da alta das últimas
semanas, o álcool ainda está 16,9% mais barato do que em
fevereiro, quando o preço do litro encostou em R$ 2 e
atingiu o nível mais alto em 2010: R$ 1,983.
De acordo com a ANP, a opção pelo álcool ainda é vantajosa
em 12 estados: Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso,
Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro,
Rondônia, São Paulo e Tocantins. No Distrito Federal, não há
diferença para o consumidor. Nos demais estados, o
abastecimento com gasolina traz mais benefícios.
O litro mais caro do país está no Acre (R$ 2,363) e em
Roraima (R$ 2,343). Os preços mais baixos foram registrados
em Goiás (R$ 1,502) e São Paulo (R$ 1,508). Se for comparada
a diferença entre o preço na bomba e nas distribuidoras, as
maiores margens de lucro estão no Acre (R$ 0,587) e Amapá
(R$ 0,439). As menores diferenças ocorrem no Ceará (R$
0,163) e no Amazonas (R$ 0,17).
Apesar de ser mais barato do que a gasolina, o álcool tem
consumo maior. De acordo com especialistas, encher o tanque
com álcool só é vantajoso se o combustível custar até 70% do
preço da gasolina. Entre 70% e 71%, a escolha é indiferente.
Segundo o levantamento da ANP, o maior benefício em
abastecer com álcool está em Mato Grosso, onde a relação
está em 58,4%, e em Goiás, com 61,1%. A desvantagem é maior
em Roraima (82,5%) e no Acre (80,2%). |
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