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Só no primeiro semestre de 2010 houve, em
Minas Gerais, 1.715 registros de pessoas com sintomas de
intoxicação alimentar. O número reforça a importância dos
cuidados no preparo de alimentos, especialmente neste
período, em que as temperaturas aumentam.
Causada ao consumir alimento contaminado, a intoxicação
alimentar dura um ou dois dias, podendo ser perigosa para
crianças pequenas, idosos ou pessoas com imunidade
comprometida, como gestantes. A contaminação mais frequente
se dá por bactérias, dentre as quais a mais comum é a
Salmonela, que pode ser transmitida por qualquer alimento,
mas é encontrada principalmente em ovos, leite e carnes –
especialmente a de frango.
Os sintomas da intoxicação alimentar geralmente começam
algumas horas depois da ingestão e, dependendo do agente
envolvido, pode incluir náusea, dor abdominal, vômito,
diarreia, febre, dor de cabeça, cansaço, entre outros. Na
maioria dos casos, o organismo é capaz de se recuperar
completamente depois de um curto período de doença aguda e
desconforto.
De acordo com a referência técnica em Vigilância Alimentar
da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Maria Flávia
Bracarense Brandão, medidas de higiene podem evitar o
problema. “Trata-se de providências simples, como lavar bem
os alimentos, manter comidas perecíveis em ambientes
refrigerados e usar sempre água tratada”, ensina.
Ela destaca que é sempre aconselhável procurar um médico.
“Nos casos menos graves, um dia de repouso e a ingestão de
uma grande quantidade de água e sucos, para compensar a
perda de líquidos provocada pela diarreia ou pelos vômitos,
podem ser o bastante para a recuperação”, diz. Recomenda-se,
no período, evitar alimentos sólidos durante um ou dois
dias.
Dicas para evitar a intoxicação alimentar:
• Lavar as mãos antes de manusear alimentos e frequentemente
durante a preparação;
• Desinfetar todas as superfícies e equipamentos usados para
a preparação de alimentos;
• Separar as carnes e frutos do mar crus de outros
alimentos;
• Usar equipamentos e utensílios como facas e tábuas de
corte, separados, ao manusear alimentos crus;
• Guardar os alimentos em potes para evitar o contato entre
alimentos crus e preparados;
• Cozinhar bem os alimentos, principalmente carnes, ovos e
frutos do mar;
• Não deixar alimentos cozidos em temperatura ambiente por
mais de duas horas;
• Não guardar alimentos por muito tempo, mesmo na geladeira;
• Preferir alimentos que passam por processos que aumentam a
segurança, como leite pausterizado;
• Jamais consumir alimentos com data de validade vencida. |
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