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Policiais
federais da Delegacia de Divinópolis realizaram o
cumprimento de dois mandados de busca e apreensão expedidos
pela Justiça Estadual de Divinópolis e Nova Serrana.
Os mandados foram expedidos em virtude da
participação desta delegacia na Operação Panacéia, ação de
âmbito mundial, coordenada pela Interpol, que visa combater
a venda de medicamentos pela internet.
Em Nova Serrana foi cumprido um mandado
de busca e apreensão na residência de V.O.C., que é
investigado pela criação e manutenção de site que
comercializava medicamentos de uso proibido e controlado.
Além deste inquérito policial, V.O.C. já foi indiciado por
distribuir cd’s piratas. No local foi apreendido um hd do
computador pessoal do suspeito que será periciado para
averiguar como se davam as transações referentes à venda de
medicamentos.
Em Divinópolis foi cumprido um mandado de
busca e apreensão na residência de D.A., que é investigado
por comercializar medicamento de uso controlado pela
internet. No caso, D.A. também é investigado em outro
inquérito policial em andamento nesta delegacia por
falsidade ideológica eleitoral, uma vez que se inscreveu
como eleitor usando documentos falsos, com o nome de “Daniel
Magalhães Júnior”. O Inquérito Policial Eleitoral foi
instaurado por requisição do Juiz Eleitoral após servidores
daquele cartório terem percebido que o investigado
compareceu ao cartório em duas ocasiões distintas
solicitando sua inscrição como eleitor. Após a constatação
da irregularidade, o próprio juiz eleitoral determinou o
cancelamento da inscrição fraudulenta antes mesmo do 1º
turno desta eleição.
Na residência do suspeito, foi apreendido
farto material para pratica da comercialização ilegal de
medicamentos, como carimbos de médicos, carimbos de
cartório, documentos de identidades falsificadas, vários
talões de cheques emitidos em nomes falsos, receituários e
notificações de receitas falsificados, além de diversos
medicamentos de uso controlado adquiridos sem autorização
dos órgãos competentes. Foram apreendidos ainda frascos
contendo substâncias químicas não identificadas que
possivelmente eram revendidos ou utilizados na fabricação
irregular de medicamentos.
Todo o material será encaminhado para a
perícia do setor técnico científico da Polícia Federal para
análise.
Em continuidade às investigações serão
realizadas diligências para apurar como o investigado
conseguiu adquirir tais produtos em farmácias desta cidade,
assim como obteve dados e carimbos de diversos médicos.
As penas podem chegar a 15 anos de
reclusão.
Após a lavratura do auto de prisão em
flagrante, o investigado será encaminhado ao Presídio
Floramar. |