Itaúna, 25 de outubro de 2010
 

     

 
 

 

 


 
 

 

 

 
 

 

 
 

 

 

 
 
 
 
Rodada de Negócios Internacionais supera expectativas na Superminas 2010
 

Com a participação de 19 empresas provenientes de 17 países e após dois dias de intensas negociações, a Rodada de Negócios Internacionais da Superminas Food Show 2010 terminou, nessa quinta-feira (21), no Expominas, em Belo Horizonte, o Projeto Comprador Internacional. Os compradores estrangeiros vieram a Minas Gerais com patrocínio conjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Fiemg e Banco do Brasil.

A rodada possibilitou aos compradores conhecer in loco a qualidade dos produtos brasileiros. "Acredito que muitos bons negócios estão por vir. Vi produtos novos e empresas estruturadas. Os produtos de maior interesse para o meu mercado (Estados Unidos) foram os naturais e orgânicos, tanto na área de alimentação quanto de biodegradáveis", disse Cláudia Muharram, da empresa Natural Option USA Corp. Já para o comprador moçambicano Edgar Baloi, da Grupo Chicomo Lda, os produtos que mais interessaram foram os artigos de beleza e alimentos congelados. "Uma das grandes vantagens é que as embalagens vêm escritas em português, ao contrário de outras embalagens de produtos que vêm de outros países para Moçambique que estão em inglês ou outras línguas", ressaltou.

Apesar de atestar a qualidade dos produtos ofertados, Miguel Barcellos, da empresa Em Nome da Terra Lda, de Portugal, lamentou o fato de alguns empresários desconhecerem o mercado internacional. "Muitas pessoas não tinham noção do que seria inserir seus produtos no mercado externo, formação de preços, se é FOB ou se é CIF - isso quando sabiam o significado dos incoterms", disse Barcellos. Ele ainda chamou atenção para alguns prazos de validade inexequíveis para o mercado europeu. "Selecionei produtos que podem ter interesse não apenas em Portugal, mas também em mercados com maior poder aquisitivo e que veem o Brasil com um olhar mais exótico como Itália, França, Áustria e Espanha. São produtos com valor agregado como doces de frutas brasileiras", concluiu.

“A Central Exportaminas mantém uma equipe de consultores para atender aos pequenos e médios empresários que desejam iniciar seu processo de exportação”, esclarece o diretor Jorge Duarte de Oliveira. Para ele, alguns empresários só se dão conta de que deve haver uma maior preparação para concorrer no mercado internacional após o primeiro contato com um comprador estrangeiro.

Para o gerente de promoção comercial da Central Exportaminas, Ivan Barbosa Netto, participar de uma rodada internacional de negócios é importante tanto para o comprador quanto para o ofertante, uma vez que é uma oportunidade de conhecer presencialmente parceiros comerciais, novos produtos e mercados. "O contato face a face traz sempre mais confiança na relação comercial. Além disso, o mercado internacional busca sempre por inovação, novos produtos com diferentes sabores, cores e aromas", ressalta.

Ozíris Sidney, gerente da Apti Alimentos, empresa de sobremesas, disse ter feito sete contatos com previsão de bons negócios tanto na Ásia, quanto África e Europa. "Esperamos participar das próximas feiras, pois os negócios acontecem para quem participa".

Já Ivini Granado, gerente de exportação da Brasfrigo Alimentos, empresa do grupo mineiro BMG, participou pela primeira vez da rodada de negócios internacionais da Superminas. "Conhecemos vários compradores que não tínhamos contato em mercados que estamos tentando introduzir nossos produtos. Atualmente estamos em 25 países com produtos atomatados e vegetais. Acredito que as respostas serão bem rápidas, pois eles estavam procurando exatamente esse tipo de fornecedor brasileiro", afirmou.

Expectativas de negócios

Segundo o analista de Mercado e Relações Internacionais do Sebrae-MG, Plácido Otoni Prates, as 221 reuniões realizadas entre os 19 compradores e as 53 empresas participantes poderão gerar negócios de R$ 140 milhões nos próximos 12 meses, com base em informações dos próprios compradores. O valor é substancialmente superior a 2009, quando participaram dez compradores de países da América Latina.

Da redação