|
Com a participação de 19 empresas
provenientes de 17 países e após dois dias de intensas
negociações, a Rodada de Negócios Internacionais da
Superminas Food Show 2010 terminou, nessa quinta-feira (21),
no Expominas, em Belo Horizonte, o Projeto Comprador
Internacional. Os compradores estrangeiros vieram a Minas
Gerais com patrocínio conjunto da Secretaria de Estado de
Desenvolvimento Econômico (Sede), Fiemg e Banco do Brasil.
A rodada possibilitou aos compradores conhecer in loco a
qualidade dos produtos brasileiros. "Acredito que muitos
bons negócios estão por vir. Vi produtos novos e empresas
estruturadas. Os produtos de maior interesse para o meu
mercado (Estados Unidos) foram os naturais e orgânicos,
tanto na área de alimentação quanto de biodegradáveis",
disse Cláudia Muharram, da empresa Natural Option USA Corp.
Já para o comprador moçambicano Edgar Baloi, da Grupo
Chicomo Lda, os produtos que mais interessaram foram os
artigos de beleza e alimentos congelados. "Uma das grandes
vantagens é que as embalagens vêm escritas em português, ao
contrário de outras embalagens de produtos que vêm de outros
países para Moçambique que estão em inglês ou outras
línguas", ressaltou.
Apesar de atestar a qualidade dos produtos ofertados, Miguel
Barcellos, da empresa Em Nome da Terra Lda, de Portugal,
lamentou o fato de alguns empresários desconhecerem o
mercado internacional. "Muitas pessoas não tinham noção do
que seria inserir seus produtos no mercado externo, formação
de preços, se é FOB ou se é CIF - isso quando sabiam o
significado dos incoterms", disse Barcellos. Ele ainda
chamou atenção para alguns prazos de validade inexequíveis
para o mercado europeu. "Selecionei produtos que podem ter
interesse não apenas em Portugal, mas também em mercados com
maior poder aquisitivo e que veem o Brasil com um olhar mais
exótico como Itália, França, Áustria e Espanha. São produtos
com valor agregado como doces de frutas brasileiras",
concluiu.
“A Central Exportaminas mantém uma equipe de consultores
para atender aos pequenos e médios empresários que desejam
iniciar seu processo de exportação”, esclarece o diretor
Jorge Duarte de Oliveira. Para ele, alguns empresários só se
dão conta de que deve haver uma maior preparação para
concorrer no mercado internacional após o primeiro contato
com um comprador estrangeiro.
Para o gerente de promoção comercial da Central Exportaminas,
Ivan Barbosa Netto, participar de uma rodada internacional
de negócios é importante tanto para o comprador quanto para
o ofertante, uma vez que é uma oportunidade de conhecer
presencialmente parceiros comerciais, novos produtos e
mercados. "O contato face a face traz sempre mais confiança
na relação comercial. Além disso, o mercado internacional
busca sempre por inovação, novos produtos com diferentes
sabores, cores e aromas", ressalta.
Ozíris Sidney, gerente da Apti Alimentos, empresa de
sobremesas, disse ter feito sete contatos com previsão de
bons negócios tanto na Ásia, quanto África e Europa.
"Esperamos participar das próximas feiras, pois os negócios
acontecem para quem participa".
Já Ivini Granado, gerente de exportação da Brasfrigo
Alimentos, empresa do grupo mineiro BMG, participou pela
primeira vez da rodada de negócios internacionais da
Superminas. "Conhecemos vários compradores que não tínhamos
contato em mercados que estamos tentando introduzir nossos
produtos. Atualmente estamos em 25 países com produtos
atomatados e vegetais. Acredito que as respostas serão bem
rápidas, pois eles estavam procurando exatamente esse tipo
de fornecedor brasileiro", afirmou.
Expectativas de negócios
Segundo o analista de Mercado e Relações Internacionais do
Sebrae-MG, Plácido Otoni Prates, as 221 reuniões realizadas
entre os 19 compradores e as 53 empresas participantes
poderão gerar negócios de R$ 140 milhões nos próximos 12
meses, com base em informações dos próprios compradores. O
valor é substancialmente superior a 2009, quando
participaram dez compradores de países da América Latina. |
|