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As
exportações brasileiras devem somar cerca de US$ 195 bilhões
este ano, US$ 15 bilhões a mais do que a previsão feita em
junho pelo governo, que era de US$ 180 bilhões. A informação
foi dada hoje (25) pelo secretário de Comércio Exterior do
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
(MDIC), Welber Barral. Ele disse que as exportações ao longo
do ano tiveram “recuperação importante” em relação à redução
verificada no ano passado, sob os efeitos da crise
financeira mundial.
Na semana passada, o ministro do Desenvolvimento, Miguel
Jorge, havia antecipado à Agência Brasil que o governo
anunciaria nesta segunda-feira a revisão para cima das
projeções para aa exportações brasileiras em 2010.
De acordo com o secretário de Comércio Exterior, as
exportações para América Latina e Caribe tiveram expansão de
40,5% no acumulado de janeiro a setembro. Com isso, a região
aumentou para 29,7% sua participação no total das vendas
externas brasileiras.
As exportações para países do continente tiveram uma
vantagem adicional, segundo Barral, porque 84% são de
produtos manufaturados - de maior valor agregado.
Principalmente automóveis, caldeiras, máquinas, aparelhos
elétricos, ferro fundido, aço e carnes.
O mesmo não acontece, por exemplo, em relação à Ásia, o
segundo mercado mais expressivo. O crescimento de 31,3% fez
com que a participação asiática na carteira de clientes do
Brasil ficasse em quase 30%. Só que 72% do que o Brasil
exporta para a Ásia são produtos básicos (matérias-primas e
produtos agropecuários), de baixo valor agregado.
Dos
US$ 144,929 bilhões que o Brasil vendeu de janeiro a
setembro, os países vizinhos compraram o equivalente a US$
34,164 bilhões (aumento de US$ 9,851 bilhões em relação a
igual período de 2009). Os países asiáticos compraram US$
40,768 bilhões, ou US$ 9,725 bilhões a mais.
Em termos de importância como mercados tradicionais estão
ainda a União Europeia e os Estados Unidos. Enquanto os
países da Europa compraram US$ 30,785 bilhões (aumento de
22,7% e participação de 17,2% das vendas totais do Brasil),
os Estados Unidos compraram US$ 14,155 bilhões (aumento de
24,6% e participação de 8,4%).
Embora
em menor volume, com embarques avaliados em US$ 3,56
bilhões, os países da Europa Oriental foram responsáveis
pelo maior crescimento percentual na absorção de produtos
brasileiros. As exportações para a região aumentaram 41,7%
no acumulado do ano, comparado com o mesmo período de 2009.
Também mereceu registro a evolução de 35% nas vendas para o
Oriente Médio. |
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