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A Polícia Federal (PF) identificou duas
novas fraudes em concursos da própria instituição para os
cargos de agente e escrivão em 2001 e delegado e agente em
2004. As irregularidades foram descobertas durante o
desdobramento das investigações da Operação Tormenta,
iniciada em junho. Durante a ação, a PF prendeu uma
quadrilha especializada em fraudar concursos que atuava há
16 anos. Os gabaritos e respostas eram vendidos por até R$
270 mil.
De acordo com a PF, sete policiais que ingressaram nos
quadros da corporação depois de terem acesso antecipado ao
gabarito das provas foram identificados por softwares
desenvolvidos por investigadores da polícia. Todos foram
indiciados por crime de estelionato, e um deles, que está
preso, também por formação de quadrilha.
Eles deverão responder a processo administrativo-disciplinar
que pode resultar em demissão.
A PF informou que o sistema criado para investigação das
fraudes foi usado para buscar irregularidades em 75
concursos. Até agora, 248 pessoas foram interrogadas. As
investigações relativas a irregularidades no exame da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB) e da Polícia Federal já foram
concluídas e enviadas ao Poder Judiciário.
Ainda estão em andamento as investigações referentes a
outros concursos, como o da Agência Nacional de Aviação
Civil (Anac), o da Agência Brasileira de Inteligência (Abin)
e o da Receita Federal. Dez pessoas continuam presas. A PF
espera encerrar os inquéritos até o fim do ano. |
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