Itaúna, 18 de dezembro de 2008
 

     

 

 
   
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Vera Alice dos Santos

Vamos contar essa semana a trajetória de vida de Vera Alice dos Santos Rodrigues, uma pessoa simpática que promoveu e ainda promove ações fantásticas em contribuição à sociedade itaunense. Vera é filha de Jesus Taveira dos Santos e Maria Rodrigues dos Santos, tem 58 anos e é solteira. Portadora de necessidades especiais traz uma lição de vida com seu otimismo e bom humor.

Santana-FM – Como foi sua infância?

Vera – Como toda criança - sapeca. Apesar do acidente, não deixei de ser uma criança divertida. Devo tudo isso à minha família. 

Santana-FM – Conte pra nós sobre esse acidente quando criança. 

Vera – Foi em 31 de março de 1963. Tinha 12 anos e fui levar almoço para meu pai na CIA Itaunense. O trânsito da rua atrás da igreja da matriz era o contrario do que é hoje, ou seja, antigamente os carros subiam aquela rua. Eu estava sentada na beira do muro esperando meu pai abrir o portão para pegar o almoço, quando o caminhão carregado de minério perdeu o controle e veio para cima de mim. 

Santana-FM – Agora mudando de assunto, como foi essa iniciativa de abraçar projetos sociais e entidades como a associação dos deficientes de Itaúna? 

Vera – Aconteceu em 1984, onde na época das missões em Itaúna fui participar de uma missa, e o frei me perguntou se tinha uma associação de deficientes em Itaúna, eu disse que não, ai fui verificar a quantidade de deficientes em nossa cidade, nascendo assim a idéia de se fazer a Associação dos deficientes de Itaúna. 

Santana-FM – Quais são suas principais dificuldades enfrentadas pela vida?

Vera – As dificuldades foram sempre relacionadas a esses projetos. Em minha vida graças a Deus eu nunca tive problema.

Santana-FM – Fale agora sobre seu trabalho com os recuperandos da APAC.

Vera – Trabalho com os três regimes, fechado, semi-aberto e aberto. Comecei quando um amigo meu foi pra lá. Brincávamos muito, e conversa vai e vem até que fui me envolvendo cada vez mais e passou-se o tempo eles foram embora e eu continuei realizando trabalhos. Não consegui mais me desligar. É um trabalho gratificante, só conhecendo o trabalho da APAC para ver que é muito prazeroso. 

Santana-FM – Você além de trabalhos sociais escreve poesias? 

Vera – Na verdade sou apenas uma pessoa que gosta de escrever. Vejo vida na poesia e tenho um sonho de trabalhar meus textos em apresentação de slides para divulgá-los. Para viabilizar esse projeto tenho que acreditar que é possível, e depois procurar apoio. 

Santana-FM – Sua contribuição para Itaúna? 

Vera – Difícil de responder, mas acho que o simples fato de ser itaunense, faz com que eu esteja contribuindo com nossa cidade. Sempre estou envolvida nos problemas da cidade em busca de melhorias. 

Santana-FM – O que é Itaúna pra você? 

Vera – Itaúna é minha cidade natal, simplesmente é tudo. Não troco essa cidade por nenhuma outra do mundo. Amo Itaúna. 

 
 

 
 
Entrevista: Mateus Reis

Texto: Wesley Junior