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Vamos contar essa semana a trajetória
de vida de Vera Alice dos Santos Rodrigues, uma pessoa
simpática que promoveu e ainda promove ações fantásticas em
contribuição à sociedade itaunense. Vera é filha de Jesus
Taveira dos Santos e Maria Rodrigues dos Santos, tem 58 anos
e é solteira. Portadora de necessidades especiais traz uma
lição de vida com seu otimismo e bom humor.
Santana-FM – Como foi sua
infância?
Vera – Como toda criança -
sapeca. Apesar do acidente, não deixei de ser uma criança
divertida. Devo tudo isso à minha família.
Santana-FM – Conte pra nós sobre
esse acidente quando criança.
Vera – Foi em 31 de março de
1963. Tinha 12 anos e fui levar almoço para meu pai na CIA
Itaunense. O trânsito da rua atrás da igreja da matriz era o
contrario do que é hoje, ou seja, antigamente os carros
subiam aquela rua. Eu estava sentada na beira do muro
esperando meu pai abrir o portão para pegar o almoço, quando
o caminhão carregado de minério perdeu o controle e veio
para cima de mim.
Santana-FM – Agora mudando de
assunto, como foi essa iniciativa de abraçar projetos
sociais e entidades como a associação dos deficientes de
Itaúna?
Vera – Aconteceu em 1984, onde
na época das missões em Itaúna fui participar de uma missa,
e o frei me perguntou se tinha uma associação de deficientes
em Itaúna, eu disse que não, ai fui verificar a quantidade
de deficientes em nossa cidade, nascendo assim a idéia de se
fazer a Associação dos deficientes de Itaúna.
Santana-FM – Quais são suas
principais dificuldades enfrentadas pela vida?
Vera – As dificuldades foram
sempre relacionadas a esses projetos. Em minha vida graças a
Deus eu nunca tive problema.
Santana-FM – Fale agora sobre
seu trabalho com os recuperandos da APAC.
Vera – Trabalho com os três
regimes, fechado, semi-aberto e aberto. Comecei quando um
amigo meu foi pra lá. Brincávamos muito, e conversa vai e
vem até que fui me envolvendo cada vez mais e passou-se o
tempo eles foram embora e eu continuei realizando trabalhos.
Não consegui mais me desligar. É um trabalho gratificante,
só conhecendo o trabalho da APAC para ver que é muito
prazeroso.
Santana-FM
– Você além de trabalhos sociais escreve poesias?
Vera – Na verdade sou apenas uma
pessoa que gosta de escrever. Vejo vida na poesia e tenho um
sonho de trabalhar meus textos em apresentação de slides
para divulgá-los. Para viabilizar esse projeto tenho que
acreditar que é possível, e depois procurar apoio.
Santana-FM – Sua contribuição
para Itaúna?
Vera – Difícil de responder, mas
acho que o simples fato de ser itaunense, faz com que eu
esteja contribuindo com nossa cidade. Sempre estou envolvida
nos problemas da cidade em busca de melhorias.
Santana-FM – O que é Itaúna pra
você?
Vera – Itaúna é minha cidade
natal, simplesmente é tudo. Não troco essa cidade por
nenhuma outra do mundo. Amo Itaúna.
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