Patrimônio Cultural (Arquitetônico e Histórico)
O RAMAL DE ITAUNA
Através dos esforços do Dr. Augusto Gonçalves que Itaúna
passou a ser servida por uma estrada de ferro. Quando o
governador Hermes da Fonseca resolveu cumprir os projetos do
seu antecessor, ligando Belo Horizonte a Oeste de Minas, os
municípios de Pará e Itapecerica se esforçaram por atrair o
ponto de junção das linhas e, conseguindo, privaram Itaúna
desse grande melhoramento.Dr. Augusto foi incansável no
evitar esta solução, conseguindo modificar os projetos em
deliberação. Um dos traçados desse ramal, segundo estudos
dos engenheiros José Francisco Cantarino e Guilherme
Greenalgh (1904-1908) e que foi aceito, por instancias do
Dr. Augusto, por um decreto do governo federal para base dos
estudos definitivos, passaria nas seguintes localidades:
Choro (perto da antiga estação de Alberto Isaacson) Salgado,
Santanense, Itaúna, Soledade, Mateus Leme, Capela Nova e
Belo Horizonte.
Por este traçado a estrada percorreria o município de Pará
desde o Rio Paraopeba até a fazenda do Azambuja, e de Água
Limpa até o Choro, em extensão de 50 klms; enquanto
percorreria o município de Itaúna na distancia de 42 klms.
De Belo Horizonte ao Choro, passando por Itaúna a
distancia pelo traçado Cantarino – Greenalgh seria de 134
klms.
Havia outro traçado estudado (porém não adotado) de
autoria dos engenheiros Eduardo Porto, José Góes Artigas e
José Duarte Pinto, de Belo Horizonte ao Choro, mas passando
pela cidade do Pará com 156 klms. e 155 ms. (ou mais de
21.655 ms. do que o primeiro traçado. (28) – “Annuário de
Minas” – 1909 – N.Senna, pág. 544.
O serviço de construção do ramal iniciou-se em 4 de abril
de 1909, sendo seu empreiteiro o engenheiro Emílio Schnoor.
A chegada do primeiro trem em Itaúna aconteceu em 10 de
março de 1910, constituindo esse fato um grande
acontecimento para a Vila e o município, pois estávamos
ligados a Belo Horizonte e Divinópolis , duas chaves
importantíssimas do sistema ferroviário do Estado e do
Brasil.
Foi um dia de grande festa e contentamento público, em
que os nomes do Dr. Augusto Gonçalves, Cel. Antonio de
Mattos, Cel. Josias Nogueira Machado e o major Senocrit
Nogueira foram vitoriados calorosamente pelo povo
agradecido.
A locomotiva que arrastava o comboio de pranchas tinha o
nº 14 e era guiada pelo maquinista Antonio Rodrigues.
A construção do edifício da estação só se deu mais tarde.
Mesmo depois da carreira regular de trens de passageiros e
de cargas, a agencia continuou instalada em um barracão de
madeira e zinco no mesmo lugar em que se construiu o novo
prédio (1911), assim como a residência do agente e do
guarda-chaves.
Tal foi o desenvolvimento do município com o evento da
estrada de ferro que em 1916 foi a Oeste de Minas obrigada a
duplicar o edifício da estação, numa obra que representava a
construção de novo edifício.
E em 4 de março de 1917, na administração Agostinho
Porto, inaugurou-se o novo prédio com grandes festas,
notando-se a presença de toda a administração e pessoas
gradas de Belo Horizonte e municípios vizinhos.
Foi o Sr. Francisco Botelho o primeiro agente da Estação de
Itaúna.
No mesmo ano em que a Oeste de Minas ampliou a sua
estação, cuidava de criar a sede da 3ª residência da linha,
que seria em Cajuru se não fossem os esforços do Dr. Augusto
e Senocrit Nogueira, para o conseguirem da Câmara Municipal
a doação do necessário terreno, desapropriado da Sra. Maria
Dias.
E foi, assim, instalado mais esse departamento da Oeste de
Minas em Itaúna, sendo de justiça fixar o nome do primeiro
engenheiro residente, Dr. Abrahão Leite, que muito fez para
a escolha desta cidade para a sede da 3ª Residência.
A E.F.O.M. tinha dentro do município as seguintes
estações: Silva Oliveira, Itaúna, Santa Casa, Santanense,
Angicos e Cajuru.
Dados Gerais
1.1. Nome completo da instituição: MUSEU MUNICIPAL FRANCISCO
MANOEL FRANCO
1.2. Endereço: Pça João Pessoa, s/nº - Centro - (Pça da
Estação)
1.3. Município: Itaúna
1.4. CEP.: 35680-059
1.5. Telefone: (37) 3243-7028
1.6. E-mail: culturaitauna@nwnet.com.br / janeterodrig@uol.com.br
1.7. Nome do Diretor: Janete Rodrigues Silva
1.8. Instituição mantenedora: Prefeitura Municipal de Itaúna
Serviços prestados: O Museu Municipal, além das exposições
de objetos históricos/culturais (exposições permanentes e
temporárias), realiza vários eventos. A partir do ano de
2005, as visitas passaram a ser guiadas/monitoradas tanto
para as escolas quanto para comunidade em geral, com intuito
de oferecer aos visitantes maior receptividade e
informações, numa troca de experiências muito prazerosa para
os visitantes e funcionários do Museu. Através dos trabalhos
da Política de Proteção do Patrimônio Cultural de Itaúna o
Museu passou a oferecer também pesquisas sobre dados
gerais/história da cidade de Itaúna (atendimento à pesquisa
escolar e pessoal) o que tem engrandecido as funções,
principalmente, de educação informal da instituição.
A cada ano tem-se percebido um grande aumento no número de
visitantes tanto de turmas escolares quanto de pessoas da
comunidade, e também, de busca de informações para pesquisas
gerais do município.
1. Histórico
Data de implantação: 18/09/1992
Histórico da criação e trajetória da instituição:
O Museu foi criado pela Câmara Municipal, pela Lei nº
2.570, sancionada em 4 de outubro com o objetivo de
preservar e divulgar a cultura itaunense em seus múltiplos
aspectos, através de seu acervo e atividades pertinentes à
sua área, promovendo o conhecimento da produção da vivência
da comunidade itaunense e colaborando para o desenvolvimento
cultural da cidade. O prédio do Museu, de estilo eclético
foi construído em 1911 e, aproximadamente, até o ano de 1986
abrigou o escritório da RFFSA da estação de Itaúna. A
construção da estação ferroviária de Itaúna foi um dos
principais fatores que contribui para o desenvolvimento
urbano e econômico da cidade.
Em 29 de março de 1990, foi assinado um contrato entre a
Prefeitura Municipal e a Rede Ferroviária Federal Sociedade
Anônima – RFFSA para, como Permissionária, a Prefeitura
utilizar o prédio da estação ferroviária de Itaúna. Em 1991,
o Museu recebeu como comodatária a título de empréstimo uma
locomotiva de fabricação “Baldwin Locomotive Works”, ano
1919 (vinda da cidade de Três Corações).
Atualmente, o Museu é detentor de um rico patrimônio de
peças e documentos.
Ampliando o objetivo do Museu para que melhor expresse o
anseio da alma dos itaunenses, que é o louvor à Cultura e à
memória de seus antepassados, agindo juntamente com a
Educação, servindo funcionalmente à coletividade e
principalmente aos jovens estudantes, oferecendo-lhes
oportunidade de terem uma visão de sociedade, de modo
abrangente, no tempo e no espaço.
Atualmente, a FCA-Ferrovia Centro Atlântica é que faz os
transportes pelos trilhos da região, mas somente de cargas.
Conceituação museológica e objetivos: O Museu Municipal
Francisco Manoel Franco tem sob a sua guarda registros
materiais que documentam diferentes aspectos da cultura
itaunense. O acervo é bastante heterogêneo, abrangendo
diversas categorias e suportes, a exemplo de objetos
históricos, artísticos, etnológicos e etnográficos. Seu
objetivo fundamental está fundamentado na preservação,
conservação e exposição de objetos que retratam a história
itaunense, com o intuito de perpetuação da memória e da
identidade local.
2. Acervo
Características tipológicas: Seu acervo é de característica
antropológica/ etnológica/
etnográfica.
Principais categorias de acervo:
- Arte sacra
- Utensílios domésticos
- Comunicação
- Objetos cerimoniais/ religiosos
- Objetos pessoais
- Arte e Ofício
- Mobiliário
- Esculturas
- Objetos/ pertences Festas Tradicionais
- Objetos da RFFSA
- Acervo Fotográfico
- Documentos em papel
- Objetos musicais
- Instrumentos médicos/ farmacêuticos/ odontológicos
- Transportes
- Objetos cinematográficos/ fotográficos
- Maquinários/ Industriais
Histórico de formação: A implantação do Museu Municipal
Francisco Manoel Franco foi consolidada com o intuito de
resgatar a memória, bem como, preservar a cultura itaunense
como forma de conciliar o passado com o desenvolvimento da
cidade. Através de ofícios encaminhados a RFFSA - Rede
Ferroviária Federal Sociedade Anônima, no inicio da década
de 90 a intenção da administração pública foi transformar a
Praça da Estação, um espaço físico até então abandonado, em
um local de visitação da população. O prédio da antiga
estação ferroviária consiste num exemplar original da
arquitetura eclética de Itaúna. A idéia de revitalização do
espaço ganhou força quando foi efetivado, pela administração
pública, a compra de um riquíssimo acervo fotográfico do
fotógrafo Benevides Garcia. Após alguns contatos com a RFFSA
a prefeitura conseguiu assinar em 29/03/90 um contrato de
comodato se responsabilizando pela preservação do prédio,
sendo o Museu Municipal criado pela Lei 2.570.
As obras de restauração do prédio foram executadas
através de assessoria de restauração e museologia da
Preserfe, órgão responsável pelo patrimônio da RFFSA,
mantendo-se a originalidade da arquitetura. Na parte interna
da edificação foi preciso realizar algumas modificações e
adaptações para abrigar o Museu Municipal.
Além do acervo fotográfico foram doados, também, para o
futuro Museu um gabinete odontológico do início do século
XX, uma coleção de livros do historiador itaunense João
Dornas Filho.
Em 29 de junho de 1991 a Prefeitura recebeu como
comodatária uma locomotiva de fabricação “Baldwin Locomotive
Works”, do ano de 1919, bitola 1000 mm, nº 227.
Com o tempo o Museu passou a receber inúmeras doações,
compras e empréstimos tornando-se detentor de um rico acervo
de peças e documentos. (sendo as doações em maior
proporção).
Atualmente, está sendo elaborado o catálogo do Museu onde
constará fotografias e pequeno histórico de todo o acervo. A
maioria das peças já estão inventariadas pelo município.
A edificação do Museu Municipal pela sua importância
arquitetônica e histórica foi tombada (lei de preservação)
pelo Decreto Nº 4920, de 20/10/07.
Número de peças: aproximadamente 400 peças
Principais critérios de organização: Os objetos são expostos
de forma a criar ambientes com intuito de oferecer
informação, pesquisa, educação e lazer. A disposição é por
critério temático.
Principais critérios de recolhimento: Não existem critérios
formais para o recolhimento, sendo estes doados ou cedidos
por termos de empréstimo desde que tenham representatividade
histórica/cultural.
3. Documentação Museológica
Caracterização (lista, registro, catalogação, inventário ou
outros):
A documentação é listada e registrada, sendo a maioria
inventariada.
Está sendo elaborado o catálogo do acervo.
Acervo inventariado: 90 %
Acervo identificado: 90%
Peças com registro fotográfico: 90%
Peças em exposição: 85 %
Contatos: / Fonte de Pesquisa
Museu Municipal Francisco Manoel Franco
Janete Rodrigues da Silva – Diretora
Praça João Pessoa (Praça da Estação), s/nº Centro
Itaúna/Mg
Cep. 35680-059
Telefones para contato e agendamento: 37-3243 70 28 /
91180222 |