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ANÁLISE DE ENTORNO: A Praça Dr. Augusto Gonçalves se
apresenta como a mais importante referência urbana para os
itaunenses. Abriga as principais instituições municipais e
bancárias, serviços e comércios, bem como a Igreja Matriz de
Nossa Senhora de Santana. É, portanto, o pólo religioso,
político e comercial da cidade. As principais vias de Itaúna
convergem para ela que, além de espaço de passagem
obrigatório para quem se desloca na malha urbana, se mantém
como um importante local de sociabilidade, ponto de encontro
de crianças, jovens, adultos e idosos. Tudo isso é
beneficiado pela sombra de suas frondosas árvores, pelo
mobiliário urbano que ela contém, pela feira semanal de
artesanato e pelas festas promovidos pela Paróquia de
Santana. Nela aconteciam todos os eventos da cidade, até
1988, com a construção do ´Espaço Cultural` (anexo à
Câmara), para onde foram deslocados os festejos de grande
porte. Abriga um generoso estacionamento e serve de local de
trabalho para ambulantes vendedores de sorvetes, algodões
doces e balas. Foi a Praça da Matriz que recebeu o primeiro
“arranha-céu” de Itaúna, o Edifício Benfica de 14 andares,
construído no final da década de 70. As principais linhas de
ônibus atravessam o logradouro e o tráfego é intenso. A
praça está incluída na área do primeiro núcleo de formação
urbana de Itaúna, mas sua arquitetura encontra-se bastante
modificada por adaptações ao comércio e inserção de novas
construções. Destacam-se apenas a Matriz em estilo neogótico
e o moderno edifício do Fórum. O restante é composto por
imóveis sem pretensões estético-estilísticas que, por serem
adaptados ao comércio trazem placas e letreiros
publicitários em excesso. Tal fato também ocorre nas vias
que dela saem, escondendo interessantes remanescentes
ecléticos. A alta torre da Matriz, que antes reinava
absoluta nas visadas direcionadas para a praça, hoje perdeu
a escala, escondida pelos altos prédios construídos no
Centro de Itaúna.
Em dezembro de 1750, Manoel Pinto de Madureira iniciou a
construção da Capela de Santana após requerimento ao Bispo
de Mariana, Dom Frei Manoel da Cruz. Entretanto, foi exigido
que a obra se realizasse no mesmo lugar onde se encontrava o
oratório erguido por Gabriel da Silva Pereira. Somente em
1765 a capela ficou pronta, tendo como padroeira a Senhora
de Santana. Concluída a obra, Manoel, por escritura, doou a
edificação à Igreja de Cristo, fazendo com que deixasse de
ser uma propriedade privada e se tornasse patrimônio da
comunidade. A partir de então, a comunidade foi se formando
nas encostas do Morro do Rosário, ao redor da Capela de
Santana, tornando-se conhecida como Povoação Nova de Santana
do São João Acima.
Pesquisadores afirmam que a formação do povoado na planície
mais baixa da região - próximo à Capela de Santana -
devia-se ao fato de que o local, por se encontrar próximo ao
rio São João, parecia ser mais propício ao desenvolvimento
da comunidade. Dessa forma, gradativamente, construíram-se
os contornos do povoado através do exercício das atividades
agrícolas, pastoris e da então decadente mineração. Nas
primeiras décadas do século XIX, a lavoura e a pecuária já
haviam superado a produção mineradora que, desde os tempos
de ocupação da região, sempre se mostrara modesta.
A Praça Dr. Augusto Gonçalves se apresenta como a mais
importante referência urbana para os itaunenses. Abriga as
principais instituições municipais e bancárias, serviços e
comércios, bem como a Igreja Matriz Senhora Santana. É,
portanto, o pólo religioso, político e comercial da cidade.
As principais vias de Itaúna convergem para ela que, além de
espaço de passagem obrigatório para quem se desloca na malha
urbana, se mantém como um importante local de sociabilidade,
ponto de encontro de crianças, jovens, adultos e idosos.
Tudo isso é beneficiado pela sombra de suas frondosas
árvores, pelo mobiliário urbano que ela contém, pela feira
semanal de artesanato e pelas festas promovidos pela
Paróquia de Santana. Nela aconteciam todos os eventos da
cidade, até 1988, com a construção do ´Espaço Cultural`
(anexo à Câmara), para onde foram deslocados os festejos de
grande porte. Resguarda um generoso estacionamento e serve
de local de trabalho para ambulantes vendedores de sorvetes,
algodões doces e balas. Foi a Praça da Matriz que recebeu o
primeiro “arranha-céu” de Itaúna, o Edifício Benfica de 14
andares, construído no final da década de 70. As principais
linhas de ônibus atravessam o logradouro e o tráfego é
intenso. A praça está incluída na área do primeiro núcleo de
formação urbana de Itaúna, mas sua arquitetura encontra-se
bastante modificada por adaptações ao comércio e inserção de
novas construções. Destacam-se apenas a Matriz em estilo
neogótico e o moderno edifício do Fórum. O restante é
composto por imóveis sem pretensões estético-estilísticas
que, por serem adaptados ao comércio trazem placas e
letreiros publicitários em excesso. Tal fato também ocorre
nas vias que dela saem, escondendo interessantes
remanescentes ecléticos. A alta torre da Matriz, que antes
reinava absoluta nas visadas direcionadas para a praça, hoje
perdeu a escala, escondida pelos altos prédios construídos
no Centro de Itaúna.
A Praça Doutor Augusto Gonçalves, anteriormente chamada de
Praça Benedito Valadares, recebeu este nome em homenagem ao
Dr. Augusto Gonçalves de Souza Moreira, o qual iniciou sua
história na vida política de Itaúna em janeiro de 1888. Era
um jovem médico e com idéias que revolucionaram a cidade,
que na época era chamada de Distrito de Santana do São João
Acima. Tinha como objetivo a luta pela emancipação política
e pela melhoria das condições de vida de seus conterrâneos,
em especial, os segmentos mais carentes da sociedade.
Liberal, foi abolicionista e republicado e, como
constituinte de 1981 com apenas 29 idade ajudou a elaborar
um documento jurídico e político que foi a primeira
constituição republicana mineira, promulgada a 15 de junho
de 1891. Como parlamentar contribuiu decisivamente para a
história da tese da transferência da capital Mineira de Ouro
Preto para Belo Horizonte e ajudou a institucionalizar o
governo democrático em Minas Gerais.
No comando da política itaunense, ao longo de toda a sua
vida, foi conciliador e moderado, na luta pela emancipação
política-administrativa. Atuou, juntamente com outros
grandes nomes da nossa história na fundação da Cia de
Tecidos Santanense (em 1891), da Cia Industrial Itaunense
(em 1911) e da instituição da Casa de Caridade Manoel
Gonçalves de Souza Moreira (em 1916).
Após a emancipação política-administrativa de Itaúna, ou
seja, a independência da cidade de Pará de Minas, no dia 16
de setembro de 1901, data que comemoramos o aniversário da
cidade, Dr. Augusto foi quem assumiu os trabalhos públicos,
tornando-se o primeiro Prefeito de Itaúna.
Dr. Augusto foi eleito Prefeito por cinco vezes: - de
2/1/1902 a 1/12/1904 / - de 1/1/1905 a 31/12/1907 / - de
1/1/1908 a 31/05/1912 / - de 1/1/1916 a 31/12/1918 / - de
1/1/1919 a 19/10/1921-
Dr. Augusto faleceu em 20 de maio de 1924.
A Praça Dr. Augusto Gonçalves apresenta-se como a mais
importante referência urbana para os itaunenses. Abriga as
principais instituições municipais e bancárias, serviços e
comércios, bem como a Igreja Matriz de Senhora Santana. É,
portanto, o pólo religioso, político e comercial da cidade.
Além de espaço de passagem obrigatório para quem se desloca
na região urbana, a Praça Dr. Augusto Gonçalves mantém-se
como um importante local de sociabilidade, ponto de encontro
de crianças, jovens, adultos e idosos. Tudo isso é
beneficiado pela sombra de suas frondosas árvores, pelo
mobiliário urbano que ela contém, pela feira semanal de
artesanato e pelas festas promovidas no local.
CURIOSIDADE: A portaria de 25 de outubro de 1930 deu ao
antigo, histórico e tradicional LARGO DA MATRIZ o nome de
PRAÇA JOÃO PESSOA, em homenagem ao líder político paraibano,
candidato a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas. João
Pessoa foi assassinado na capital de Pernambuco.
Em 1936, Artur Vilaça, então prefeito foi exonerado sendo
nomeado em seu lugar Dr. Lincoln Nogueira Machado pelo
governador Benedito Valadares. Um dos primeiros atos deste
prefeito foi trocar o nome da praça principal. Retirou o
“João Pessoa” dado pelo Artur Vilaça e colocou PRAÇA MÁRIO
MATOS.
Posteriormente, houve uma lei da ditadura que determinou
que todos os municípios brasileiros tivessem num dos
logradouros públicos o nome do Presidente da República,
passando a tradicional Rua Direita a ser denominada Avenida
Getúlio Vargas e a Praça Principal mudou de nome pela 3ª vez
sendo denominada PRAÇA BENEDITO VALADRES.
Com a queda de Getúlio e Benedito (NO ANO DE 1945),
populares arrancaram a placa de Valadares que não era bem
quisto na cidade dando ao mais importante logradouro
público, no coração da cidade, o nome do fundador do
município PRAÇA DR. AUGUSTO GONÇALVES (também conhecida como
Praça da Matriz por causa da Igreja Matriz de Santana.
Janete Rodrigues |