|
|
Um total de 81 jornalistas morreu em todo o mundo em 2006, o
ano mais mortífero desde 1994 (103), anunciou neste domingo,
em um comunicado, os Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que
precisou que outros 56 profissionais dos meios de
comunicação foram seqüestrados, principalmente no Iraque e
na Faixa de Gaza.
Segundo a organização para a defesa da liberdade de
imprensa, os 81 jornalistas falecidos "no exercício de sua
profissão ou por ter expressado suas opiniões" eram
originários 21 países.
Além disso, a RSF precisa que 32 colaboradores dos meios de
comunicação (motoristas, intérpretes, técnicos) também
perderam a vida em 2006, 27 a mais que em 2005.
Por sua parte, a Federação Internacional de Jornalistas (FIP),
com sede em Bruxelas, apresentou outro balanço que
contabiliza 155 mortes, assassinatos e falecimentos
inexplicados. A esta cifra se soma 22 jornalistas que
perderam a vida no exercício de suas funções.
Segundo a RSF, o Iraque continua sendo, pelo quarto ano
consecutivo, o país mais perigoso para os profissionais do
meio (64 jornalistas e colaboradores assassinados), seguido
pelo México, com 9 mortos.
No que diz respeito aos seqüestros de profissionais da
imprensa, que envolve uns dez países, o Iraque também
continua mantendo o primeiro lugar (17), seguido pela Faixa
de Gaza, onde seis jornalistas foram feitos reféns.
A diferença entre ambos é que nos territórios palestinos as
vítimas foram libertadas, enquanto que no Iraque foram
executadas por seus captores.
Durante 2006 pelo menos 871 jornalistas foram presos (807 em
2005) e 1.472 "agredidos ou ameaçados" (1.308 em 2005), um
recorde que, segundo a organização, se explica pelas
inúmeras campanhas eleitorais realizadas no mundo.
A censura diminuiu, com 912 casos denunciados frente aos
1.006 de 2005. A Tailândia lidera no item depois de viver um
período difícil de algumas semanas depois do golpe de Estado
de setembro, que provocou o fechamento de 300 rádios
comunitárias.
No que diz respeito à internet, a RSF afirma que está
"perfeitamente controlada em vários países" do planeta e
recorda sua "lista dos treze inimigos da internet": Arábia
Saudita, Belarus, Mianmar, China, Coréia do Norte, Cuba,
Egito, Irã, Ubequistão, Síria, Tunísia, Turcomenistão e
Vietnã. UAI |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
| |
| |
| |
| |
| |
|
|
| |
|
 |