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Especial; 5 anos
do fenômeno religioso das hóstias na comunidade de Garcias |
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Passaram-se
5 anos do fato extraordinário ocorrido em Garcias em 9 de
abril de 2004, era sexta feira da paixão quando servos da
Igreja de São José no bairro Garcias abriram um armário e se
deparam com hóstias em âmbulas com cor avermelhada como
sangue.
Passado todo esse tempo, exatamente meia década após
o ocorrido, vários moradores ainda fazem adoração ás hóstias
que estão expostas na igreja de São José.
De acordo com alguns dos fies da comunidade do bairro
Garcias, o fenômeno das hóstias iniciou no dia 15 de março
quando ás mesmas foram encontradas em ambulas fora do
sacrário, dentro de um armário na sacristia. Nesta data era
dia de São José, e a comunidade estava em festa, à igreja
lotada de fies, e conforme relatos de pessoas, o Padre
Sebastião de Faria Ramos que na época era pároco da matriz,
foi abordado pela Sacristã Fia que se deparou com duas
ambulas com os véus desarrumados contendo hóstias.
Não se sabia se ás hóstias estavam consagradas ou não,
estava quase na hora de iniciar a missa, Padre Sebastião
ficou muito assustado com ocorrido, diante disso o então
pároco da Matriz de São José pediu para a sacristã Fia
providenciar um vidro para que fosse depositado nele ás
partículas, antes o sacerdote fez a limpeza do recipiente
com um corporal branco de linho, e começou a guardar cada
hóstias no vidro com muito cuidado, eram cerca de 250
hóstias. A sacristã demonstrava ansiedade, pois a igreja
estava lotada de fies e ás pessoas cantavam e rezavam
aguardando o inicio da missa.
Ao
terminar todo o processo de colocação das hóstias no
recipiente, Padre Sebastião pediu a sacristã Dona Fia que
trouxesse um jarro com água limpa, onde esta água foi
colocada no vidro com ás hóstias, forrou-se com um pano o
local no armário onde seria colocado o recipiente, fechou e
trancou o móvel. O sacerdote se ajoelhou e rezou, ao
levantar-se Padre Sebastião conversou com a sacristã Fia e
uma das fies, como Dona Neguita. As duas haviam presenciado
o ocorrido, o padre pediu que ambas jurassem perante a
bíblia que não iriam comentar com nenhuma pessoa sobre o
fato presenciado. O religioso procedeu de forma correta como
é pedido pela igreja nessas situações, após 50 á 60 dias ás
hóstias na água teriam que se transformar em água com
farinha de trigo, todavia não foi o que aconteceu.
No dia 9 de abril de 2004 era sexta feira da paixão, ninguém
mais se lembrava do que havia acontecido, havia terminado ás
celebrações do dia quando o Padre Sebastião passou a chave
do armário para a Sacristã Fia e pediu que ela guardasse
alguns dos objetos utilizados na semana santa. Foi então que
a sacristã foi abrir o armário e se deparou com o fenômeno
das hóstias, o vidro estava intaquito, no entanto haviam
alterações dentro dele, grande parte das hóstias
estavam flutuando e em uma das partícula um fio avermelhado
descia na água e estourava gotas semelhantes a sangue
coagulado.
A sacristã Fia chamava insistentemente Padre
Sebastião que conversava com um dos fieis. Ao chegar ao
local, o sacerdote notou que a sacristã estava muito nervosa
e pálida foi então que ela apontou para o vidro, ao ver o
fenômeno, o padre também se surpreendeu e ficou sem ação, ao
passar alguns minutos o padre disse à sacristã que não era
para revelar a ninguém sobre o que ela havia presenciado, e
diante disso fez com que Fia jurasse novamente perante a
bíblia que não iria contar a ninguém sobre o fato. O padre
rezou durante vinte minutos e disse em voz alta. |
“Os designos de Deus
são insondáveis” |
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Em seguida o Padre cobriu o recipiente
com um corporal, depois deste momento Padre Sebastião fez um
sermão emocionante e inclusive na procissão do enterro, onde
fez com que muitos fies chegassem a chorar por emoção,
devoção e uma comoção inexplicável que contagiou todas ás
pessoas presentes.
Passado semanas o religioso pediu que a devota Dona Neguita
fosse a igreja que ele necessitava de lhe contar sobre um
assunto muito serio. Dona Neguita atendeu o pedido do padre
e foi ao seu encontro. Chegando lá o sacerdote estava muito
nervoso e incomunicável, a devota ficou muito preocupada com
a atitude do padre e perguntou a ele se estava doente, onde
ela ameaçou chamar um médico. Foi então que ele com muita
dificuldade resolveu dizer a ela que estava com exames de
laboratório. Ela sem saber do que se tratava foi autorizada
pelo Padre Sebastião a abrir os envelopes foi então que ela
apesar de leiga no assunto, constatou que se tratava de
sangue, lendo os exames viu a palavra emacias que em um
português mais claro quer dizer tecidos de sangue, diante
disso o padre revelou a Dona Neguita que se tratava do
recipiente com ás hóstias.
Após
três dias Padre Sebastião relatou ao bispo Dom José Belvino
todo o fato extraordinário e enviou o material para
conhecimento do bispo, foram feitos dois exames
laboratoriais, um em Divinópolis e outro em Belo Horizonte.
O então bispo Dom José Belvino do Nascimento, solicitou ao
pároco que criasse um espaço para que a relíquia ficasse
exposta para a população, no entanto que não revelasse aos
fies do que se tratava, todavia mais pessoas ficaram sabendo
do ocorrido e a informação vazou para a imprensa e logo toda
a cidade já sabia do misterioso fenômeno.
O fato chamou muita a atenção da população de Itaúna, pois
causou grande espanto das pessoas sobre o que poderia ser o
fato extraordinário, dias depois o bairro se tornou ponto de
visitas de toda a população da cidade, caravanas, ônibus de
turistas, a imprensa estadual e nacional, pessoas dos mais
diversos seguimentos da sociedade vieram de várias regiões
do país para verem de perto o fenômeno que a cada dia
intensificou mais o bairro Garcias com dezenas de pessoas
que queriam constatar com seus próprios olhos um dos fatos
que marcou época na história de Itaúna.
A nossa equipe de reportagem percorreu o bairro Garcias e
conforme o parecer de alguns moradores no dia 6 de maio de
2004 o material foi entregue ao então bispo da Diocese de
Divinópolis Dom José Belvino do Nascimento, a diocese se
encarregou de encaminhar o material para analise e todo o
processo correu sobre segredo da Igreja Católica.
“Eu não fiquei sabendo como transcorreu o processo de
analise do material, a partir do momento em que a nossa
igreja entregou a o recipiente a diocese eu não fiquei
sabendo de mais nada, pois não tivemos mais acesso ao
transcorrer da situação” conta Dona Neguita testemunha
ocular do fato.
Passado alguns meses em 11 de julho de 2004 o então bispo da
Diocese de Divinópolis, Dom José Belvino do Nascimento
anunciou na Catedral do Divino Espírito Santo em
Divinópolis, sobre como foi o processo de conclusão de
pesquisas sobre ás hóstias avermelhadas, quando não ficou
constatado milagre e sim um fato extraordinário que foi
considerado na época como milagre eucarístico.
No dia 18 de julho de 2004 ás hóstias foram expostas de 12h
ás 15h na Catedral de Divinópolis e seguiu em carreata para
a Itaúna ás 16h daquele dia. Na igreja de São José, foi
celebrada uma missa campal com presença de milhares de
pessoas e em seguida a hóstias foram expostas em um ambiente
criado para abrigar a relíquia, e até hoje ás hóstias se
encontram no local em um recipiente.
Os bispos se reuniram na época em Diamantina em uma reunião
e decidiram levar a relíquia para Divinópolis, porém os
moradores e fies do bairro não aceitaram o posicionamento
dos religiosos, devido a grande resistência das pessoas a
relíquia foi mantida na Igreja de São José em Garcias.
Em virtude do fato se iniciou em 11 de julho de 2007, três
anos depois uma mobilização de fies chamada de devoção ao
precioso sangue de Cristo, trata-se da reza do terço
inicialmente esta devoção partiu de duas senhoras Rosa
Miriam Braz de Matos e Luciana Coutinho, atualmente
participam cerca de seiscentas pessoas.Vários devotos dão
testemunhas de curas de enfermidades e milagres e graças
alcançadas, um dos fies que alcançaram graças diante da
devoção é o empresário Igor Donas que testemunhou cura de
enfermidades.
Os encontros aconteciam inicialmente ás terças feiras ás 18
horas e hoje a devoção ao sangue de cristo vem sendo feito
todas ás segundas feiras ás 19horas, entretanto um grupo de
pessoas rezam o terço todos os dias. Os padres se posicionam
de forma neutra em relação essa mobilização que acontece
naturalmente, a devoção não é proibida pela igreja. Esse
fenômeno que trata-se de um dos fatos mais marcantes na
história de Itaúna aconteceu há exatamente cinco anos no
bairro Garcias em Itaúna e até hoje não tem uma explicação
plausível para o que aconteceu.
Reportagem Mateus Reis e Helenio
Lara.
Confira abaixo o
arquivo de fotos da época, feitas pela equipe da Rádio
Santana-FM.
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