Itaúna, 17 de maio de 2006
 

     

     
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 

Minas Gerais recebe US$ 100 milhões do Banco Mundial para investimentos

O governador Aécio Neves recebeu hoje, em Washington (EUA), carta de confirmação do depósito no valor US$ 100 milhões, referente à primeira parcela do financiamento total de US$ 170 milhões do Banco Mundial (Bird) ao Governo de Minas Gerais. A carta foi entregue pela vice-presidente do banco para América Latina e Caribe, Pamela Cox, e pelo diretor para o Brasil, John Briscoe. A segunda parcela será liberada em 2007.

Esse é o primeiro financiamento do Bird concedido a um Estado brasileiro sem contrapartida financeira. A exigência do organismo de fomento é o cumprimento por parte do Estado de metas de melhoria nos indicadores da saúde, educação e no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). “Geralmente, os que mais precisam são os que menos têm opções de fazer os investimentos. Esse novo modelo em que a contrapartida são indicadores em educação, em saúde, que melhoram índices de desenvolvimento humano, permite ao Estado, à medida que ele se ajusta do ponto de vista fiscal, também melhorar do ponto de vista social. É uma notável experiência e eu estou realmente feliz de poder estar aqui hoje não mais negociando, mas recebendo já essa primeira parcela de recursos”, afirmou em entrevista concedida na Embaixada do Brasil em Washington.

Aécio Neves assegurou à direção do Bird a imediata aplicação dos recursos. Para ele, o modelo de financiamento inova ao permitir que os ganhos obtidos pela administração do Estado com o rigoroso ajuste fiscal e o saneamento das contas públicas não sejam usados no pagamento de dívidas, e sim dirigidos para investimentos sociais. Segundo ele, ao fixar a contrapartida com a prestação de serviços, o Estado e o Bird garantem também que os benefícios cheguem de fato à população.

Novos projetos

John Briscoe anunciou que o Bird e o Governo de Minas abriram entendimentos para novos projetos. “Este financiamento é o início de entendimentos entre o banco e o Governo de Minas para o desenvolvimento de uma série de programas que estejam de acordo com a política de desenvolvimento do Estado”, afirmou. O programa Estrada Real, um dos 31 projetos estruturadores do Estado, foi um dos debatidos na reunião de hoje.

A vice-presidente da instituição, Pamela Cox, destacou o ajuste fiscal (Choque de Gestão) iniciado pelo governo em 2003, e o equilíbrio das contas que permitiu a retomada da credibilidade de Minas junto aos organismos de fomento internacionais, depois de mais de uma década de relações interrompidas. “O que o Estado de Minas Gerais conseguiu realizar em três anos é um impressionante exemplo para outros estados brasileiros”, disse Cox.

Os recursos do Bird serão destinados à execução dos projetos estruturadores do Programa Gerais. Parte do financiamento será para a modernização dos sistemas utilizados na prestação de serviços públicos (Choque de Gestão), sendo US$ 50 milhões na otimização dos sistemas usados pelas forças de segurança pública.
Também serão utilizados no programa de modernização da Receita Estadual (Projeto Estruturador de Sustentabilidade Fiscal), na quitação de dívidas de contratos e precatórios, no Fundo de PPP (Parcerias Público-Privadas) e na recuperação de estradas no âmbito do programa Estrada Real.