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Após quase quatro horas de reunião o conselho de
administração do grupo siderúrgico europeu Arcelor decidiu
adiar o exame da oferta melhorada da Mittal Steel (de 25,8
bilhões de euros).
Joseph Kinsch, presidente da Arcelor, afirmou que o aumento
da oferta de 18,6 bilhões de euros confirmou sua impressão
inicial de que a oferta não cobria o valor da empresa.
“Mesmo com o aumento de 34%, a oferta é insuficiente em
termos de valor e inadequada em matéria de governança
corporativa”, disse Kinsch após o término da reunião, na
sede da empresa em Luxemburgo.
O conselho também deu poderes à direção geral da Arcelor
para que tão logo receba os prospectos da oferta revisada e
do plano de negócios da Mittal, estude as condições e dê uma
posição.
“O conselho manifestou vontade de analisar o plano de
negócios que o sr. Mittal, da Mittal Steel, propôs enviar a
Joseph Kinsch, para que este avaliasse o interesse
industrial do negócio”, leu Kinsch em um comunicado em
frente à sede da empresa.
O presidente da Arcelor disse que nunca ocorreu um encontro
oficial entre os presidentes das duas empresas justamente
por nunca haver recebido informações essenciais, como um
plano de negócios.
Kinsch afirmou, porém, que a nova proposta feita pela Mittal
ainda precisa ser melhor avaliada pelos acionistas da
empresa e por autoridades financeiras.
O presidente da Mittal Steel, o indiano Lakshmi Mittal,
admitiu que as duas gigantes industriais não se aproximaram
nem um passo em direção a um acordo. (A Companhia
Belgo-Mineira, instalada em Minas Gerais, é uma das
siderúrgicas controladas pela grupo Arcelor no Brasil).
Agência Estado |
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