Itaúna, 22 de maio de 2006
 

     

     
 

 

 

 

 

 

 

 

Arcelor acha pouco os 25,8 bi de euros oferecidos pela Mittal

 

 

 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 
Após quase quatro horas de reunião o conselho de administração do grupo siderúrgico europeu Arcelor decidiu adiar o exame da oferta melhorada da Mittal Steel (de 25,8 bilhões de euros).

Joseph Kinsch, presidente da Arcelor, afirmou que o aumento da oferta de 18,6 bilhões de euros confirmou sua impressão inicial de que a oferta não cobria o valor da empresa.

“Mesmo com o aumento de 34%, a oferta é insuficiente em termos de valor e inadequada em matéria de governança corporativa”, disse Kinsch após o término da reunião, na sede da empresa em Luxemburgo.

O conselho também deu poderes à direção geral da Arcelor para que tão logo receba os prospectos da oferta revisada e do plano de negócios da Mittal, estude as condições e dê uma posição.

“O conselho manifestou vontade de analisar o plano de negócios que o sr. Mittal, da Mittal Steel, propôs enviar a Joseph Kinsch, para que este avaliasse o interesse industrial do negócio”, leu Kinsch em um comunicado em frente à sede da empresa.

O presidente da Arcelor disse que nunca ocorreu um encontro oficial entre os presidentes das duas empresas justamente por nunca haver recebido informações essenciais, como um plano de negócios.

Kinsch afirmou, porém, que a nova proposta feita pela Mittal ainda precisa ser melhor avaliada pelos acionistas da empresa e por autoridades financeiras.

O presidente da Mittal Steel, o indiano Lakshmi Mittal, admitiu que as duas gigantes industriais não se aproximaram nem um passo em direção a um acordo. (A Companhia Belgo-Mineira, instalada em Minas Gerais, é uma das siderúrgicas controladas pela grupo Arcelor no Brasil). Agência Estado