Itaúna, 23 de maio de 2006
 

     

     
 

 

 

 

 

 

 

 

Homens e mulheres estão vivendo mais

 

 

 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 
A expectativa de vida da população brasileira aumentou em mais de três anos entre 1991 e 2000, segundo o Sistema Nacional de Informações de Gênero (SNIG), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir de microdados dos censos 1991 e 2000.

A esperança de vida das mulheres passou de 70,9 anos para 74,1 anos no período. Já para os homens, a expectativa de vida aumentou de 63,1 para 66,7 anos. Segundo o IBGE, é evidente o crescimento da população mais velha entre os dois últimos censos, principalmente das mulheres.

Em 1991, 7,8% da população era de mulheres com 60 anos ou mais. Esse percentual subiu para 9,3% em 2000. De acordo com o censo demográfico, em 2000, 49% da população era do sexo masculino e 51%, feminino.

Considerando somente a população com 60 anos ou mais, essa distribuição era de 45% e 55%, respectivamente.

“O envelhecimento da população tem se caracterizado por um excedente feminino, ou seja, para cada cem idosas, havia 81,6 idosos em 2000”, divulgou o IBGE. Com relação à distribuição da população por cor, o IBGE destaca que há um excedente de mulheres no Brasil de cor branca.

De 1991 para 2000, o percentual de mulheres brancas no país aumentou de 52,7% para 55%, enquanto a proporção de negras ou pardas caiu de 46,3% para 43,4%.

Mortalidade

De acordo com análise do próprio instituto, a redução de quase três pontos percentuais da participação das pretas ou pardas na população feminina evidencia o que há muito o movimento das mulheres vem denunciando: a mortalidade feminina, seja essa influenciada pela mortalidade materna ou pelas condições de vida e saúde, que atinge mais essas mulheres.

Já o percentual de homens brancos aumentou de 50,4% para 52,4% entre os censos de 1991 e 2000, enquanto entre os negros ou pardos houve queda de 52,7% para 46% na participação.

Ainda segundo relatório do IBGE, comparando os resultados das duas últimas décadas, foi observada uma redução de 2,6 pontos percentuais dos homens pretos ou pardos que pode estar relacionada com a elevada taxa de mortalidades destes, principalmente dos jovens.