Itaúna, 28 de maio de 2006
 

     

     
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 

Irmãos com idades entre 1 e 9 anos, em Porteirinha, que não recebem auxílio por não serem registrados, assim como a mãe. Foto CHARLES SILVA DUARTE

Benefício ‘encosta’ famílias no Vale

O Bolsa Família, principal programa de assistência social do país e maior aposta de Lula para tentar a reeleição, é a única fonte de renda da maioria das famílias beneficiadas no Vale do Jequitinhonha, região mais pobre de Minas Gerais e uma das mais carentes do Brasil.

O objetivo do programa é ajudar, mas acabou gerando um efeito colateral e criou uma nova categoria social no Jequitinhonha: os “encostados” do Bolsa Família. São pessoas que, por ignorância ou comodismo, sobrevivem e sustentam suas famílias exclusivamente com a bolsa, cujo valor varia de R$ 50 a R$ 95 mensais.

O trabalho não é farto, mas, mesmo quando aparece, muitas pessoas preferem ficar à toa. Produtores rurais da região reclamam da dificuldade em conseguir mão-de-obra para as fazendas.

Na outra ponta do problema, famílias na faixa da miséria, que se enquadram nos critérios do programa, não conseguem receber o benefício. Em alguns casos porque as famílias não existem oficialmente. O tempo