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Irmãos com idades entre 1 e
9 anos, em Porteirinha, que não recebem auxílio por não
serem registrados, assim como a mãe. Foto CHARLES SILVA
DUARTE |
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Benefício ‘encosta’ famílias no Vale |
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O Bolsa Família, principal programa de assistência social do
país e maior aposta de Lula para tentar a reeleição, é a
única fonte de renda da maioria das famílias beneficiadas no
Vale do Jequitinhonha, região mais pobre de Minas Gerais e
uma das mais carentes do Brasil.
O objetivo do programa é ajudar, mas acabou gerando um
efeito colateral e criou uma nova categoria social no
Jequitinhonha: os “encostados” do Bolsa Família. São pessoas
que, por ignorância ou comodismo, sobrevivem e sustentam
suas famílias exclusivamente com a bolsa, cujo valor varia
de R$ 50 a R$ 95 mensais.
O trabalho não é farto, mas, mesmo quando aparece, muitas
pessoas preferem ficar à toa. Produtores rurais da região
reclamam da dificuldade em conseguir mão-de-obra para as
fazendas.
Na outra ponta do problema, famílias na faixa da miséria,
que se enquadram nos critérios do programa, não conseguem
receber o benefício. Em alguns casos porque as famílias não
existem oficialmente. O tempo |
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