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História de Vida

Elisa Tarabal Coutinho de Freitas.
Olá prezado internauta mais uma edição do História de Vida, que traz esta semana uma trajetória desafiadora, porém repleta de vitórias e conquistas. Uma vida digna de aplausos de uma pessoa que sempre acreditou no melhor e nunca desistiu de viver a vida com ânimo e bem estar.
A coluna História de Vida destaca esta semana a vida da advogada e representante de várias entidades e segmentos da sociedade, Dra. Elisa Tarabal Coutinho de Freitas. Uma vida exemplo de fé, coragem e busca incessante por um mundo melhor. Elisa é integrante de vários projetos sociais de nossa cidade e conselheira de importantes segmentos da sociedade, ela é fundadora da Creche Pequeno Polegar, faz parte do Conselho Comunitário da Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira há mais de 25 anos e desenvolve trabalhos em vários outros setores da sociedade como a Comunidade Terapêutica Magnificat, é conselheira da Fundação Universidade de Itaúna, e atua com fidelidade na sua menina dos olhos, a Creche Pequeno Polegar.
A advogada é itaunense, filha de Moacir Guerra Coutinho e Arina Tarabal Coutinho. Ela é casada com José Maria Azevedo Freitas ,matriarca de uma família de três filhos e três netos, dos três filhos que teve, a primogênita Marina pertence ao seu primeiro casamento com Ladario Rodrigues Silva e na segunda união matrimonial com José Maria teve dois filhos Samuel e Ismael. Aos 73 anos de idade Elisa pensa em parar de advogar aos poucos.
A matriarca tem uma paixão imensa por seus netos sendo eles Fernanda, Andresa e Artur. Elisa considera ter nascido em uma casa de sete mulheres, suas seis irmãs são: Elizabete, Elizete, Eliane, Elaine, Eleusa e Elenice.
Dra. Elisa revela nessa entrevista especial ao História de Vida que o seu primeiro desafio foi lutar em seu proprio parto para viver, sua mãe deu a luz com dificuldades, mas conseguiu sobreviver e ser muito feliz. E o importante esse domingo 29 de Maio é aniversário de Elisa, portanto o História de Vida é mais que especial.
Rádio Santana: Conte um pouco sobre a sua vida enquanto criança e jovem ao lado dos seus pais e irmãos?
Elisa Tarabal: Eu nasci na Rua Silva Jardim no extinto Restaurante Petisqueira, o restaurante ficava na fachada do prédio e nossa residência ficava nos fundos, quando eu nasci era uma manhã muito fria de maio, foi um parto muito doloroso para a minha mãe, chamaram uma parteira na época que achou que o caso era muito serio e por isso achou melhor que chamasse um médico.
Quando chegou o médico ele disse que o caso era grave e que teria que salvar a mãe ou a criança, com muitos esforços eu nasci e a parteira foi me arrumar e disse para o médico que um cordão umbilical estava pulsando levemente, mas a criança estava viva, buscaram água quente e fria deram uns tapinhas e eu chorei.
Nesse intervalo quando estavam cuidando de mim o meu pai havia fechado o bar, mas naquele tempo existia uma grande amizade entre o meu pai e os clientes da Petisqueira, por isso muitos estavam aguardando noticias na porta do bar, para saber o resultado do que iria acontecer, eles já sabiam que as noticias não seriam boas.
De repente o meu pai chegou todo alegre, ele estava chorando e disse aos amigos gritando, todos estão convidados à cerveja é por conta da casa, pois a menina que estávamos pensando que havia morrido esta viva, dizem que o meu pai ficou numa felicidade muito grande. Diversos amigos que estavam lá na época me contaram da alegria do meu pai. Minha mãe ficou aos cuidados do medico se recuperando e eu também.
A minha vida com minhas irmãs, foi muito boa, pois o meu pai era muito divertido e alegre, passeava muito e nos levava com ele.
Gostava de festa, íamos a todos os bailes, no União e no Automóvel Clube, um dia o meu pai não pode me levar e eu chorei.Era uma casa alegre, não éramos ricos, todos trabalhavam, eu comecei a trabalhar na fabrica de Santanense aos 12 anos de idade, fui fichada depois dos 14 anos, antes era aprendiz, lá eu fiquei até casar.Eu fui a primeira a sair de casa para o casamento.
O meu primeiro casamento foi com muita festa, Deus me concedeu o casamento com o Ladário, mas em três anos eu fiquei viúva, minha primeira filha estava com um ano, com a morte do meu marido assumi a Farmácia São Jorge na Praça da Lagoinha.
Eu tinha o desejo de ser advogada e assim resolvi fazer Direito, me formei em 1971, tem 41 anos que estou trabalhando, logo depois da formatura já comecei a trabalhar e estou até hoje na ativa.
Rádio Santana: Foram dois casamentos, como foi sua segunda união com o seu atual esposo e o nascimento e criação dos filhos ao lado dele?
Elisa Tarabal: Tive e tenho dois casamentos pra mim que foram maravilhosos, no primeiro casamento foi muito pouco tempo, em plena lua de mel o meu esposo Ladario Rodrigues morreu tragicamente em um acidente, deixando muita saudade e uma filha maravilhosa.
Depois de 7 anos me casei novamente, com José Maria de Azevedo Freitas, meu companheiro e meu amigo temos 42 anos de casados, temos amor e amizade.
Rádio Santana: Como integrante da comunidade Sagrada Família, do bairro Cerqueira Lima e adjacências como vem sendo os trabalhos visando à concretização da igreja que atenderá a zona nobre da cidade?