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Marlene Lopes do Amaral
presidente do Lions Clube de Itaúna.
Olá prezado leitor e internauta do portal de notícias da Santana FM, em breve teremos novidades por aqui será lançada uma nova página dedicada ao entretenimento, embalos, agitos e acontecimentos sociais, fiquem antenados, aqui no melhor e maior conteúdo jornalístico de Itaúna.
Hoje o conteúdo textualizado na integra do programa História de Vida, destaca a trajetória de uma grande cidadã itaunense, ela teve muitos desafios e dificuldades nesta vida, perdeu seu esposo ainda muito jovem e teve que criar os filhos de forma bem minuciosa, sendo pai e mãe ao mesmo tempo.
Marlene Lopes do Amaral é uma figura muito importante da sociedade itaunense, tem um grande senso comunitário e se dedica sempre às entidades sociais do município, foi integrante da Casa da Amizade de Itaúna e faz parte do Clube de Mães de Itaúna e a mais de 16 anos é integrante do Lions Clubes de Itaúna, um dos importantes clubes de serviço do município.
Aos 72 anos de idade a matriarca da família Lopes do Amaral, trabalha incansavelmente para a cada dia contribuir da melhor forma para a vida da comunidade por meio do seu trabalho no Lions.
Além desse trabalho social neste clube de serviço Marlene integrou por muitos anos ativamente a Casa da Amizade.
A presidente do Lions é filha de Anibol Lopes da Silva e Rita Nair Alves, tem como irmãos Maria do Carmo, Anibol Filho, Marlene, Marisa, Maria Isabel, Ailton e Adailton.
Natural de Itabirito a cidadã radicada em Itaúna casou-se com Waldemar Amaral com quem teve quatro filhos, sendo eles Denam, Waldemar Amaral Junior, Dênia e Micheline.
Marlene tem quatro netos, Denam Junior, Pedro, Otávio e Flavio. Conheça nesta edição toda a trajetória da itaunense que veio para Itaúna aos dois anos de idade e constituiu família, se apaixonou pelo carnaval de nossa cidade e também deu a sua parcela de contribuição a nossa cidade.
Rádio Santana: Como foi a sua vida enquanto criança e juventude ao lado de seus pais e irmãos?
Marlene Amaral: Eu vim de Itabirito eu tinha dois anos de idade, morei na Praça Mário Mattos onde era a Escola Dr. José Gonçalves de Melo, que na época era um cemitério.
Eu era criança e passei boa parte de minha infância naquela praça até os seis anos de idade.
Depois mudamos para a Rua São José , eu sempre gostei de cantar, comecei a ensaiar com o Cosme Silva, eu e Eny Diniz, chamava-se Garotas tropicais e Cosme Silva.
Fazíamos teatro também no Cine Rex e assim nós também fazíamos teatro na escola, cantei até os doze anos de idade.
Meu pai chegou de Belo Horizonte e disse que lá em casa ninguém cantava mais, a partir daquela data ninguém cantava, que não tinha artista em casa. Eu chorei, o Cosme Silva foi pedir o meu pai que permitisse que eu cantasse, foi muito triste e meu pai era muito bravo e naquela época nós não podíamos ficar cantando, pois era mal visto pela sociedade.
Porém hoje eu canto mesmo, eu adoro música e tudo mais. A minha infância foi muito boa, tínhamos as tarefas lá em casa, mamãe dava as tarefas e tínhamos que cumpri-las, éramos dez irmãos por isso os mais velhos cuidavam dos mais novos, éramos de família pobre e humilde, e meu pai nos ensinou muitas coisas, nos deu muito amor e nos ensinou a respeitar o próximo e ter muita fé em Deus.
Rádio Santana: Como foi o casamento que culminou com o nascimento e criação dos filhos ao lado de seu esposo?
Marlene Amaral: Eu tenho hoje quatro filhos, antes eu tive gêmeas que vieram a nascer mortas e depois de dois anos eu tive o Denam que é o primogênito, depois a Dênia, mais tarde o Waldemar Amaral Júnior e a Michele que é a caçula.
Meu casamento foi bom, me casei em Belo Horizonte, pois eu havia me mudado durante um período para Belo Horizonte e por isso me casei na Igreja São José do Calafate, no dia 23 de Julho de 1965, eu e minha irmã nos casamos no mesmo dia e na mesma cerimônia. Foi uma festa muito boa, aqui de Itaúna foi um ônibus cheio de amigos e convidados. Eu criei os meus filhos e lá vão bem, dentro dos limites tudo correu bem graças a Deus.
Rádio Santana: O seu senso comunitário é algo nato, a senhora também participou durante um período da Casa da Amizade, como foi esse trabalho?
Marlene Amaral: Eu conheci a Zilda Corradi, a minha querida amiga que veio a falecer fará um ano em outubro, ela me convidou para participar, eu freqüentei a Casa de Amizade e fui em várias reuniões, ajudei em festas juninas e enquanto eu tenho condições de ajudar eu ajudo.Mas devido ao fato de ter outros compromissos, eu não estou podendo participar, mas quando eu posso eu faço.
Rádio Santana: Como surgiu a sua paixão pelo carnaval de Itaúna, e a participação nos blocos e escolas de samba?
Marlene Amaral: Quando eu ainda tinha o meu esposo, Waldemar Amaral eu participei e desfilei nas escolas de samba, sempre gostei , quando eu era mocinha eu desfilava no Itabirense e no União, lá na minha cidade natal, tinha até banda e tudo mais.
Um ano eu participei dos Pães. Eu desfilava de baiana, eu gosto muito de carnaval, eu não posso ver um sambinha que eu começo a dançar, carnaval é comigo mesmo eu adoro.
Eu não saia lá do Bar 318, ele acabou, mas estamos dançando em outro local agora, esse ano eu adorei o carnaval de Itaúna. O bloco do pijama... eu pulei a beça gosto mesmo de carnaval.
Rádio Santana: Como atual presidente do Lions Clube de Itaúna, ressalte um pouco desse trabalho desenvolvido?
Marlene Amaral: São 17 anos de companheirismo e trabalho, desenvolvemos muitos trabalhos com as pessoas carentes, procuramos ajudar na medida do possível as pessoas que necessitam da gente, trabalhamos muito com o Crase que precisa muito de ajuda.
Levamos lanche, leite, apoio moral e carinho. Eu vou de Papai Noel, trabalhamos demais e ajudamos os velhinhos, amamos demais eles e é muito gratificante esse trabalho.
São dois anos na presidência do Lions, agora em Julho eu passo a presidência para o Geraldo Celestino de Araújo o Cajuru.
Rádio Santana: Quais foram os momentos mais marcantes em sua vida?
Marlene Amaral: O meu casamento, o nascimento dos meus filhos, uma passagem triste foi a perda do meu marido , depois vieram as recompensas a formatura da minha filha, os meus netos que eu adoro, Tem coisas que marcam profundamente, eu fiquei muito triste com a perda da minha querida amiga Zilda Corradi, mas a vida é assim mesmo e as coisas acontecem e temos que superá-las, pois tudo continua e eu procuro dentro do meu ser poder ajudar e compreender que a nossa vida é passageira.
Rádio Santana: Quais foram os desafios e dificuldades enfrentadas pela senhora nesta vida e hoje superadas?
Marlene Amaral: Quando eu fiquei viúva, a minha filha caçula estava com 15 anos, a Micheline, eu fiquei meio perdida, mas tentei e procurei superar e consegui graças a Deus. Eu fui para o Lions e comecei a trabalhar bastante e assim estou até hoje.
Rádio Santana: Qual a sua parcela de contribuição para o nosso município por meio do seu trabalho?
Marlene Amaral: A minha contribuição, é mais uma paixão que eu tenho pelas pessoas, principalmente pelos idosos e crianças. Eu vejo os idosos eu fico querendo ajudá-los dentro, das minhas capacidades eu procuro entende-los e ajudá-los, enquanto eu tiver forças quero continuar lidando com essa área de ajudar o próximo se Deus quiser.
Rádio Santana: Qual o significado de Itaúna para a senhora que aqui se radicou?
Marlene Amaral: Itaúna é um povo hospitaleiro, embora tenhamos alguns problemas que ficamos insatisfeitos, Itaúna é uma cidade alegre e boa de viver, eu adoro Itaúna, tanto que nas minhas reuniões o hino de Itaúna tem que ser cantado. O pessoal do Lions são grandes e queridos amigos, é uma família que eu tenho são pessoas que eu aprendi a amar e gosto de coração. São pessoas muito boas, Itaúna é uma cidade acolhedora, só tenho a agradecer a todos pela amizade que eu tenho, pelo carinho de todos e principalmente para o pessoal do Lions pelo companheirismo e a perseverança no nosso trabalho.
Produtor e reportagem
MATEUS REIS
Revisor e postagem
LUIGI STEFANO
Texto
MATEUS REIS
Fotos
ARQUIVO RÁDIO SANTANA
MATEUS REIS
Diretor Responsável
HELÊNIO LARA
Realização
SANTANA FM
Jornalismo