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História de Vida com Pedro Paulo Pinto

 

 

Vice-Prefeito

 

 


 

 

Olá caro leitor! Nessa edição do Programa História de vida você confere toda trajetória de vida de um verdadeiro itaunense que começou cedo a sua luta por melhores condições. Estou falando do atual vice-prefeito da cidade, o senhor Pedro Paulo Pinto que dedicou 30 anos a política.

Casou-se com Maria Aparecida de Queiroz Pinto, de 52 anos, e com ela constituiu uma família de dois filhos, Pedro Henrique de Queiroz Pinto, de 23 anos e Samuel Lucas de Queiroz Pinto, de 28 anos. O Filho do Senhor José Feliciano Pinto e da Dona Maria Lourenço de Jesus aprendeu desde cedo a correr atrás de seus ideais e também a dividir, pois eram 12 irmãos parte de pai e mãe e mais 12 apenas de pai.

 

Veja a Entrevista na Íntegra:

 

Como o senhor se lembra da sua infância? Como eram seus familiares nessa etapa da sua vida?

 

Bom, minha infância foi na cidade de Itatiaiuçu, na zona rural de Itatiaiuçu onde nasci, até quase 11 anos, depois desse período mudei para Itaúna, especificamente na Matina dos Arrudas, ficamos lá mais um ano, só depois desse período com 12 anos e meio que mudei para Itaúna, no bairro Padre Eustáquio. Agente morava na zona rural, meus pais eram ruralistas, meu pai era ruralista por excelência, e tinha uma atividade rural de subsistência, e nos tínhamos aquela dificuldade normal, natural de filho de ruralista. Estudávamos em escola longe, vida de relativa pobreza, distante de Itatiaiuçu cerca de 9 quilômetros, de Itaúna mais ou menos uns 32 quilômetros, então, essa vida foi uma vida de muita timidez social né? A convivência era tão somente com os parentes e colega de escola, a minha infância foi uma infância de sacrifício de trabalho também porque agente começou a trabalhar muito cedo, já aos 8 anos agente já ajudava nossos pais nas atividades da zona rural.

Como que era a relação com seus irmãos?

 

Bom, nos somos de uma família numerosa, meu pai casou duas vezes, teve 24 filhos, 12 filhos com a primeira esposa, e 12 filhos com a segunda esposa. Eu sou da segunda, sou o sétimo filho da segunda esposa, então tínhamos uma irmandade numerosa, muito embora a primeira família com a segunda, ela não se relacionava muito bem, e alguns deles já bem distante da nossa região, alguns morando em Itaúna, em Cláudio, em Serra Azul, e outro em Belo Horizonte. Mas o relacionamento familiar da segunda família, com 12 irmãos, era um relacionamento muito bom, muito, vamos dizer assim, ameno, com a criançada. Lá em casa éramos uma escadinha, um ano e meio, no máximo dois anos de distância de um de outro e isso não deixava de ter sempre aquelas intriguinhas de crianças, mas sempre com a maior e absoluta normalidade.

 

Qual a influência e a participação da sua família hoje (esposa, filhos) na sua história de vida?

 

Bom, eu me casei quase aos 31 anos de idade, a família naturalmente que coloca agente em um corredor de vida diferente. Casa, tem a mulher, tem responsabilidade, e aí vieram os filhos, são dois, de imediato vieram os filhos, isso acaba fazendo com que agente mude os hábitos. Foi um negócio muito importante para agente porque consolidamos ali uma vocação natural que é de ser pai e minha esposa de ser mãe, então isso eu reputo como de muita importância na minha vida porque foi um casamento que deu muito certo.

 

Quantos anos de casado?

 

Nós completamos 30 anos de casado agora no dia 8 de julho. 30 anos de casado, até fizemos uma comemoraçãozinha entre famílias né? Achamos que o motivo foi muito justo, além disso nós comemoramos o aniversário da minha esposa, ela faz aniversário dia 8 de julho, e eu dei-me de presente para ela, no dia 08 de julho, casando com ela. E nós tivemos uma motivação ultra para fazer essa comemoração, que foi a formatura do nosso filho Pedro Henrique, formou em Engenharia Elétrica naquele mesmo dia, então fizemos uma festinha entre familiares, eu acho que foi muito justo.

 

Nesse decorrer dos anos, houve algum momento de dificuldade que marcou sua trajetória?

 

Ah sim! Eu comecei trabalhar muito cedo, eu vim para Itaúna, exclusivamente para continuar meus estudos, mas não podia ficar sem trabalho, então a partir dos 12 anos eu trabalhava duro aí em diversos locais, ainda vivendo naquela oportunidade momentos de dificuldades né? Foi mais ou menos na época que meu pai faleceu. Agente ficou com marfim de família, e faleceu também na mesma época o irmão mais velho da segunda família, e aqueles tempos não eram bons, nos anos 60 juntou ali revolução, juntou desemprego, então, não eram tempos fáceis , eram tempos difíceis, mas agente procurou superar isso tudo com naturalidade. Eu ainda não estudava né? Eu tinha formado a quarta série, e só vim a estudar depois de ter trabalhado 5 anos na companhia industrial itaunense, e aos 19 anos me matriculei na quinta série para continuar meus estudos.

 

Houve algum momento de extrema alegria na sua vida?

 

Sim né? Até os nascimentos de nossos filhos, é um momento de alegria impar né? E o momento que eu fui me graduando nos estudos, conclui a oitava série, foi um momento de muita alegria, naquele momento em 1970 eram poucas, poucos itaunenses que chegavam a concluir a oitava série, até então o primeiro grau era até quarto ano. Eu colhi a oitava série, depois fui trabalhar no Colégio Santana, conclui o segundo grau foi mais um degrau importante. Um outro momento também de alegria foi passar no vestibular do curso de direito, isso foi também muito marcante para mim porque até então eu não sonhava com isso, ninguém da minha família tinha chegado nesse degrau, e eu estava conseguindo isso. Antes eu tinha conseguido uma boa classificação no curso de engenharia mecânica mais não consegui. Mas nós tivemos assim muitos momentos de alegria, acho que minha vida é cheia de dificuldades sim, mas de muitas alegrias, eu tenho muitas alegrias para contar e comemorar e agradecer a Deus.

 

Qual que foi seu primeiro emprego? O que levou o senhor a carreira política?

 

Bom, meu primeiro emprego, quando chegando aqui em Itaúna, aos 12 anos de idade, entrando no terceiro ano na escola Santana no bairro Padre Eustáquio, eu precisava estudar e trabalhar para manter a casa, manter a despesa da casa, até então só tínhamos vindo da roça para cá eu e minha irmã mais velha. O meu primeiro emprego, eu conto com muito orgulho foi trabalhar como tintureiro na lavanderia do seu Antônio Velho, Senhor Antonio Velho que esta ainda vivo aí graças a Deus, ali na rua Manuel Gonçalves. Então foi o meu primeiro trabalho e que me deu assim aquela oportunidade também de deslanchar um pouco, de diminuir um pouco a minha timidez, que agente vinha da roça. Agente entrava nas casas das pessoas para recolher ternos, roupa de um modo geral para lavar, e depois entregava essa roupa lavadinha e passadinha. Então foi o meu primeiro trabalho, foi no Antônio Velho e que sempre gosto de render a ele as homenagens que ele merece porque me deu aquela oportunidade e até hoje nós somos grandes amigos. E sua ex-esposa, falecida esposa, Dona Nadir, que foi também naquele momento uma segunda mãe para agente. Depois, eu passei por Olaria, entrei na padaria do Zé Brotinho, padaria aqui no centro, depois de passar na Olaria e padaria, aí eu fui trabalhar na companhia industrial Itaunense já com meus 14 anos e meio, e na companhia industrial itaunense eu trabalhei 10 anos completos. Só vindo a sair de lá para trabalhar no colégio Santana. Do colégio Santana eu trabalhei 11 anos como funcionário e vim a trabalhar na Universidade de Itaúna, aí já formado em direito, como assessor do conselho de curadores e como administrador do campus da universidade de Itaúna. Trabalhei lá por 11 anos, sendo que nesse período voltei ao colégio Santana para dar aula no curso de contabilidade, dando aula de direito e legislação. Então a minha vida de trabalho, é uma vida bem, muito profícua. Eu costumava dizer e até bem pouco tempo disse que o documento que eu mais me orgulhava, me orgulho até hoje são as anotações que eu tenho na minha carteira de trabalho, que foi através do trabalho que eu consegui exercer a minha cidadania plena, através do trabalho que eu consegui entrosar com a sociedade no sentido de prestar serviço e usufruir de uma sociedade como todo, que é o exercício da cidadania, então eu louvo muito quem trabalha, quem busca enobrecer-se no trabalho. Bom, a minha carreira política, ela aconteceu assim, por um acaso, por influência de amigos, no dia 28 de setembro de 1981, quando da fundação do antigo PP (Partido Popular) que tinham à sua frente Tancredo Neves e Magalhães Pinto, eu recebi uma visita de Marcos Lima e do Senhor Albanis para me convidando para filiar ao partido. E eu sem nenhuma intenção, eu acabei assinando uma ficha. E logo em seguida, em 82 me candidatei a vereador por influencia de pessoas que me levaram a isso, mas até então nunca sonhava em viver a vida política. E a partir daí agente está vivendo essa vida política aí, é procurando como ser público prestar o melhor serviço, com sinceridade, com honestidade, tentando fazer alguma coisa para o nosso município, também ajudando nosso Brasil.

 

Qual a sua analise da sua participação na vida dos itaunenses? E Qual sua contribuição para Itaúna?

 

Bom, no que se refere à participação política, eu me sinto muito bem como pessoa pública. Eu cumpri 5 mandatos de vereador, tive uma participação efetiva na câmara municipal, vivi experiências muito boas, dentro da câmara municipal, cheguei a ser presidente da câmara municipal, fui secretário por duas vezes, fui presidente de comissões, de varias comissões, principalmente de justiça e redação. Fui relator da lei orgânica por uma deferência do nobre companheiro Walter Corradi, que me nomeou na época ele era presidente, me nomeou relator da lei orgânica. E tive assim, acho que tive uma participação muito boa na câmara municipal. Eu me dou como realizado do ponto de vista político e administração publica. Não sou de ficar divulgando meus feitos, mais eu tenho minha consciência tranquila de que a minha passagem pela política como homem público, ela é uma passagem boa, cheia de realizações que às vezes nem divulgo, então eu sou muito feliz também vivendo a vida pública.

 

O senhor se diz realizado, o senhor ainda buscar realizar algo mais ou já se dá por satisfeito?

 

Bom, hoje eu vivo a experiência de ser o Vice-prefeito da cidade com muita honra, agente busca participar de tudo que acontece na cidade, colaborando, procurando colaborar com a administração do Prefeito Eugênio Pinto, e agente sonha em ver cada vez mais a cidade melhor, agente está sempre na dinâmica de cada vez melhor, embora tem muita gente que trabalha na dinâmica de quanto pior melhor. E agente, eu, especialmente, acho que estou fazendo alguma coisa séria, embora os recursos sejam poucos, embora agente tenha que conviver com pessoas que tenha pensamento diferente, agente tem que respeitar as opiniões até de colegas que manifestam o contrário, mas eu acho que o meu mandato como vice-prefeito, ele é muito promissor, eu estou feliz em poder em servir a cidade nessa condição. Agente, eu me considero uma pessoa realizada publicamente. Seu eu tiver que deixar hoje a vida pública, eu deixo sem nenhum receio de deixar dever comprido, mas se não sobrar oportunidade para continuar prestando serviço, agente está disposição, me considero uma pessoa ainda em condições de trabalho, to com meus 60 anos de idade, e acho que ainda tenho muita força para oferecer trabalho, se não for à vida pública propriamente dita agente tem muito a oferecer em outros setores da nossa vida civil.

 

O senhor falou sobre a contribuição aos itaunenses a respeito da sua vida política, e como pessoa, como itaunense? Como o senhor vê Itaúna? Qual a sua contribuição para a cidade?

 

Itaúna é uma cidade que tem um povo trabalhador, um povo dinâmico, uma cidade bem organizada. Nós fazemos constantemente uma avaliação, mesmo pra reavaliar nosso trabalho, das nossas condições, eu acho que as nossas condições como cidade são muito positiva, nós temos tido aí ganhos enormes, que beneficia a cidade e aumenta as condições do nosso munícipe, quer dizer, o nosso munícipe está cada vez tendo oportunidade de ter uma vida mais saudável. Uma vida com emprego, com trabalho, com melhores condições de vida, isso nos realiza muito. Eu tenho na minha consciência que ainda estou contribuindo para que isso aconteça. E nós estamos a disposição para continuar contribuindo

 

Reportagem

PATRÍCIA FERNANDES

 

Revisor e postagem

PATRÍCIA FERNANDES

 

Texto

PATRÍCIA FERNANDES

 

Fotos

ARQUIVO RÁDIO SANTANA

MATEUS REIS

 

Diretor Responsável

HELÊNIO LARA

 

Realização

SANTANA FM

Jornalismo

 

 

 

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