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Rádio Santana FM

Itaúna, 20 de abril de 2021

A Prefeitura de Itaúna informou neste domingo que também já tem seu Plano Municipal de Imunização – Foto Adilson Nogueira

 

Por unanimidade, os cinco diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovaram o uso emergencial da CoronaVac e da vacina de Oxford contra a covid-19. A decisão depende de publicação no Diário Oficial e de comunicação aos laboratórios para entrar em vigor.

A maioria na direção da agência foi alcançada às 14h54, quando o diretor Alex Machado Campos tornou-se o terceiro a votar favoravelmente à imunização em caráter emergencial com as duas vacinas.

Ambos imunizantes, os primeiros aprovados no país, serão direcionados aos programas públicos de vacinação, priorizando grupos de riscos. Dentre os primeiros a receberem as doses estarão indígenas, idosos e profissionais de saúde, dentre outros grupos estabelecidos pelo Ministério da Saúde nesta primeira fase.

 

Itaúna

A Prefeitura de Itaúna informou neste domingo que também já tem seu Plano Municipal de Imunização, que deverá ser divulgado nesta segunda-feira, obedecendo instruções regionais, estaduais e federais, disse o Secretário Municipal de Saúde, Fernando Meira de Faria

“As aplicações das doses já poderão ocorrer assim que esta decisão for publicada do Diário Oficial da União, o que pode ocorrer ainda neste domingo. Aqui em Itaúna também já temos confeccionado um Plano Municipal de Imunização, que será divulgado nesta segunda-feira, obedecendo todas as recomendações de nossa superintendência regional de saúde, governos estadual e federal. Acredito que todos os brasileiros recebem com grande satisfação esta notícia da aprovação das vacinas. O que não nos permite ainda deixar de lado os hábitos adotados durante toda a quarentena, como isolamento social, distanciamento entre as pessoas, uso da máscara e higienização frequente das mãos. E torcer para que muito em breve todos nós possamos nos ver protegidos desta doença e de seus inúmeros prejuízos”, enfatiza.

 

 

 

Votação na Anvisa

 

 

No início da tarde, as três áreas técnicas da Anvisa haviam recomendado a aprovação do uso emergencial. As gerências de Medicamentos, de Monitoramento de Produtos e de Inspeção e Fiscalização Sanitária deram parecer favorável. A recomendação, no entanto, precisava ser submetida à diretoria do órgão.

A primeira diretora a ler o voto foi a relatora do caso, Meiruze Freitas. Ela aprovou o uso emergencial, mas fez ressalvas. Disse esperar que o Instituto Butantan responda, até o fim de fevereiro, sobre os resultados sobre a imunogenicidade (capacidade de produção de anticorpos) da CoronaVac, produzida pelo Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

A relatora destacou não haver alternativa terapêutica às vacinas. A diretora disse ter tomado a decisão com aval da ciência e após trabalho árduo dos técnicos da Anvisa nos últimos dias. “Guiada pela ciência e pelos dados, a equipe concluiu que os benefícios conhecidos e potenciais dessas vacinas superam seus riscos. Os servidores [da Anvisa] vêm trabalhando com dedicação integral e senso de urgência”, disse Meiruze ao ler o voto.

O segundo voto foi dado pelo diretor Romilson Mota, que acompanhou a relatora. De acordo com ele, o grave cenário da pandemia de covid-19 e o “indicativo de colapso” na rede de saúde justificam a aprovação.

Terceiro a votar, Alex Machado Campos acompanhou os demais diretores. Ele foi seguido pela diretora Cristiane Jourdan Gomes e pelo diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres. A votação foi concluída por volta das 15h20.

Após a reunião, a decisão será publicada na página da Anvisa na internet, no extrato de deliberações da diretoria. Existe a possibilidade de o Diário Oficial da União publicar uma edição extra com o resultado da votação.

O uso emergencial pode ser liberado após a publicação oficial e assim que houver comunicação formal aos laboratórios. No caso da CoronaVac, a relatora do caso pediu a assinatura de um termo de compromisso, que também precisa ser publicado em Diário Oficial.

Com Agência Brasil

 

A foto que todos os brasileiros queriam ver 😍

Enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, recebeu a primeira dose – Foto NELSON ALMEIDA / AFP

 

A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19 no Brasil. Ela é a primeira pessoa a receber o imunizante no país após a aprovação de uso emergencial autorizada pela Anvisa no início da tarde deste domingo (17).
Mônica está há oito meses na linha de frente do combate ao coronavírus no Hospital Emílio Ribas. Ela é negra, moradora de Itaquera (zona leste), com perfil de alto risco para complicações da covid-19. Ela é obesa, hipertensa e diabética.

Apesar de se enquadrar nessas condições, em maio do ano passado, no auge da primeira onda da doença, ela se inscreveu para vagas de CTD (Contrato por Tempo Determinado), escolhendo trabalhar no Emílio Ribas, no epicentro do combate à pandemia.

Santana FM com O Tempo