Aumento do índice da Covid-19 pode levar Divinópolis para a Onda Vermelha

29/08/2020 | Centro-Oeste

Foto Divulgação Prefeitura

 

A Prefeitura de Divinópolis divulgou, na tarde desta sexta-feira (28), que o índice de avaliação epidemiológica aumentou de forma rápida após algumas flexibilizações e a cidade corre o risco de retroceder para a Onda Vermelha do programa estadual “Minas Consciente”.

 

De acordo com o Executivo, durante reunião nesta quinta (27) com o Governo do Estado, o município marcava 11 pontos de índice, mas pulou para 15. Caso chegue aos 19, Divinópolis entra na Onda Vermelha e terá que retroceder nas flexibilizações, permitindo apenas a abertura de serviços essenciais.

 

As secretarias estaduais de Saúde (SES-MG) e Desenvolvimento Econômico (Sede) não retornararam confirmando a informação do aumento do índice divulgado pela Prefeitura.

 

A SES-MG explicou que a reunião com o Estado é semanal e que às quintas-feiras, o Governo de Minas publica no Diário Oficial as atualizações das recomendações sobre as ondas e pontuações. Nas edições desta quinta e sexta, não há dados específicos de Divinópolis, apenas que a macrorregião Centro-Oeste se mantém na Onda Amarela até, pelo menos, o dia 5 de setembro.

Aumento

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), a incidência de novos casos se agravou nas últimas três semanas. O Boletim Diário aponta que somente de segunda (24) até esta sexta, 90 novos casos foram confirmados na cidade, além de mais três vítimas da Covid-19 totalizando 36. São 81 pacientes internados nas unidades hospitalares da cidade, 49 em enfermarias e 32 em Centros de Tratamento Intensivo (CTIs). Em julho, dez mortes foram confirmadas na cidade; já em agosto, até esta sexta, são 15 óbitos.

 

A Prefeitura ressaltou que, ao aderir ao plano estadual, “adotou novas medidas de combate e enfrentamento à Covid-19, mas que a população afroxou as medidas de segurança e com isso, colocou em risco a saúde dos cidadãos e a situação do município”.

A Administração afirmou ainda que o Comitê Municipal de combate à doença discutirá medidas que possam ser tomadas para restringir o funcionamento de certos setores e, consequentemente, conseguir baixar a pontuação do índice epidemiológico para que a cidade não retroceda para a Onda Vermelha, além de assegurar a saúde da população.

 

Avaliação

Conforme o site do “Minas Consciente”, a SES-MG analisa os dados por macrorregião e microrregião de saúde para avanço ou retrocesso das ondas do programa. O Estado destaca que a regressão de qualquer região pode ocorrer a qualquer momento, desde que as análises apresentem risco à saúde da população.

Os seguintes indicadores são analisados pela pasta, agregando conforme peso e nota de cada um:

  • Taxa de Incidência Covid-19;
  • Taxa de Ocupação de leitos UTI Adulto;
  • Taxa de Ocupação por Covid-19;
  • Leitos por 100 mil habitantes;
  • Positividade atual RT-PCR;
  • % de aumento da incidência;
  • % de aumento da positividade dos exames PCR.

Entenda a classificação das ondas nas regiões

A reformulação do “Minas Consciente” ocorreu no final de julho após consulta pública. Na ocasião, as macrorregiões Triângulo do Norte e Triângulo do Sul e foram inseridas na “Onda Amarela” e a macrorregião Noroeste e Centro na “Onda Vermelha”.

 

A principal mudança foi em relação às ondas, que foram reduzidas para três. Agora, as cores funcionam como um semáforo: Onda Vermelha, quando é permitido abrir somente serviços essenciais; Amarela, quando serviços não essenciais também são autorizados; e Verde, que incluem serviços não essenciais com alto risco de contágio. Confira mais abaixo o que é permitido abrir em cada onda.

 

O Comitê define em qual onda a cidade ficará levando em consideração a incidência da Covid-19 na localidade, na capacidade de atendimento e na velocidade de avanço da doença.

 

Por G1

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