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Rádio Santana FM

Itaúna, 9 de maio de 2021

 

Vacina da Pfizer – Foto THOMAS KIENZLE / AFP

 

 

 

O Brasil vai receber, nesta quinta-feira (29), 1 milhão de doses da Pfizer, a primeira remessa do imunizante após contrato com o Governo Federal. As doses chegarão no aeroporto internacional Viracopos, em São Paulo. A informação foi repassada pelo secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (28). O contrato estabelece entrega de 100 milhões de doses.

 

Além disso, Cruz informou que houve antecipação da chegada de 2 milhões de doses do consórcio Covax Facility, iniciativa vinculada à OMS (Organização Mundial de Saúde), de junho para maio. Anteriormente, outros 2 milhões de doses já haviam sido antecipadas, chegando-se, assim, a 4 milhões de dose via consórcio no mês de maio. “Um trabalho em conjunto com a Opas (permitiu isso)”, disse.

 

A vacina da Pfizer é aplicada em duas doses com intervalo de 21 dias e foi aprovada pela Anvisa no fim de fevereiro. Ela tem apresentando 95% de eficácia contra a Covid-19. Em entrevista receita à AFP, o presidente da Pfizer disse que o imunizante tem se mostrado eficiente para diversas variantes. “Já temos dados sobre a variante britânica, que é majoritária em Israel, e a eficácia da vacina é de 97%. Na África do Sul, em comparação com a variante daquele país, a eficácia é de 100%. E os dados do Brasil mostram que permite controlar muito bem (a variante brasileira)”, explicou Albert Bourla, presidente da empresa farmacêutica.

 

Pfizer

 

Na semana passada, o Ministério da Saúde havia informado que apenas 26 cidades e o Distrito Federal receberão o imunizante da Pfizer, devido à necessidade de armazenamento a baixas temperaturas, o que dificulta a saída das doses das capitais estaduais. Nas centrais estaduais, os antígenos podem ser armazenados a -20°C por até 14 dias. Já nas centrais municipais, nas salas de vacina, as doses podem ficar por apenas 5 dias em uma temperatura entre 2°C e 8°C.

 

Com Daniele Franco e AFP