Caixa bancou obra na mansão em que mora Pedro Guimarães

5/07/2022 | Brasil

Banco e defesa dizem que objetivo foi garantir segurança – Foto Valter Campanato/Agência Brasil

 

 

A Caixa Econômica Federal bancou as obras da mansão em que o agora ex-presidente da instituição, Pedro Guimarães, mora na capital federal. A reforma teria custado R$ 50 mil e foi realizada em julho de 2020 na residência localizada no Lago Sul, região nobre de Brasília. As revelações são do jornal “Folha de S.Paulo” e foram confirmadas pelo banco e pela defesa de Pedro Guimarães, que deixou o cargo de presidente da Caixa na última semana após surgirem denúncias de assédio sexual e moral feitas por funcionárias da instituição bancária.

 

Sobre as obras na mansão, o jornal afirma ter conversado com dois funcionários da EMBIBM Engenharia, que executou os trabalhos. O veículo também diz ter tido acesso a imagens da realização do serviço, que incluiu a coloação de postes de iluminação no jardim da residência, alugada após Guimarães deixar um apartamento de luxo bancado pelo banco.

 

O advogado de Pedro Guimarães, o criminalista José Luis Oliveira Lima, confirmou ao jornal que de fato os serviços foram realizados. Segundo ele, porém, as melhorias foram autorizadas pelo setor de segurança do banco, após ameaças sofridas pelo então dirigente da Caixa. O banco também confirmou a realização das obras e afirmou que elas estão baseadas em normas internas da instituição. Já a empresa contratada pelo banco para executar o serviço afirmou que, em razão da cláusula de confidencialidade do contrato, não poderia se manifestar.

 

No relato ao jornal, um dos funcionários afirmou que havia uma cerca no local, que foi retirada, para permitir que a casa ficasse aberta para o lago. Ele disse que fez a obra contratado pela EMIBM, que trabalha para o banco há 25 anos, por meio de licitações. Segundo esse funcionário, de nome Elizário Filho, foram colocados 11 postes de luz no local. Outro funcionário, o eletrcista Francisco Adriano confirmou tratar-se de benfeitoria da Caixa.

 

Por O Tempo 

 

 

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