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Rádio Santana FM

Itaúna, 4 de agosto de 2021

identicado membro estado islâmico

 

 

Mohammed Emwazi, um desenvolvedor de software de 26 anos, foi apresentado nesta quinta por vários meios de comunicação como sendo o misterioso “Jihadista John”, o carrasco mascarado que apareceu em pelo menos sete vídeos de decapitação do grupo Estado Islâmico (EI).

“The Guardian”, “The Daily Telegraph”, “The Washington Post” e “The New York Times” estão entre os jornais que publicaram o suposto nome de um dos combatentes islâmicos mais procurados do mundo.

Um porta-voz da Scotland Yard não quis confirmar o nome do suspeito, que nasceu em uma família rica de origem kuwaitiana estabelecida no oeste da capital britânica, argumentando que a investigação confiada aos serviços antiterroristas com a ajuda do MI5 e MI6 “ainda está em curso”.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, havia confirmado que se tratava, muito provavelmente, de um britânico, mas os serviços de segurança se recusaram a divulgar a sua identidade, de modo a não interferir nas investigações.

No entanto, o Centro de Estudos sobre a Radicalização do Kings College London indicou em um comunicado que a identificação “parece correta”. Especialista britânico em movimentos jihadistas, Shiraz Maher assegurou, em um tuíte, que “finalmente, o nome apareceu”.

O apelido “Jihadista John”, em referência a John Lennon, teria sido atribuído ao jovem londrino por ex-reféns ocidentais que ele foi encarregado de supervisionar, à frente de um pequeno grupo de combatentes britânicos chamado Beatles.

O homem se tornou o símbolo, a encarnação da crueldade manifestada pelo EI, aparecendo nas imagens macabras de propaganda vestido de negro e rosto coberto ao lado de reféns americanos, britânicos e japoneses em uniforme laranja, pouco antes de sua execução, com uma faca na mão, proferindo com um sotaque britânico ameaças contra os governos em questão. Ele vestia roupas pretas e apenas seus olhos eram visíveis. Ele apareceu pela primeira vez em um vídeo divulgado após a execução do jornalista americano James Foley, em agosto de 2014.

No entanto, o Cage, uma organização de defesa dos direitos dos muçulmanos, publicou um longo retrato de Emwazi nesta quinta. Ele teria sido detido e interrogado em várias ocasiões na Tanzânia, Holanda e Reino Unido. Questionados sobre a caça ao “Jihadista John” – um dos 700 jovens britânicos a se juntar aos combatentes islâmicos na Síria e no Iraque –, especialistas militares ressaltaram anonimamente quão difícil seria intervir em terreno hostil para neutralizá-lo.