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Rádio Santana FM

Itaúna, 23 de abril de 2021

Foto Reprodução Internet

 

Das 450 milhões cédulas de R$ 200 impressas no ano passado, 57,6 milhões, o equivalente a 12,8%, estavam em circulação até a sexta-feira, 12/02, segundo informou o Banco Central.

O montante das cédulas que não está nas mãos da população fica em poder do governo. O Banco Central informou que libera as cédulas de R$ 200 para circulação de acordo com a demanda e que o ritmo por enquanto está dentro do esperado.

“O ritmo de utilização da cédula de R$ 200 vem evoluindo em linha com o esperado, e deverá seguir em emissão ao longo dos próximos exercícios”, informou a instituição ao site G1.

A nota de R$ 200 foi lançada no ano passado, em meio à pandemia de Covid-19. É a sétima da família do Real e a primeira cédula de um novo valor em 18 anos. A mais recente até então, a de R$ 20, tinha sido lançada em 2002.

Questionado sobre a previsão para impressão de novas notas de R$ 200 em 2021, o BC informou que o contrato de fornecimento de cédulas para este ano ainda está em fase de análise, “sem qualquer definição de quantidades no momento”.

De acordo com a área econômica, a pandemia foi um dos motivos para o aumento da procura por cédulas no ano passado, o que levou a instituição a lançar uma nova nota da família do Real. A pandemia, explicou o Banco Central, levou as pessoas a “entesourarem” recursos em casa, ou seja, manter reserva em cédulas — algo que também aconteceu em outros países.

Outro motivo apontado foi a necessidade de fazer frente ao pagamento do auxílio emergencial. Boa parte dos beneficiários, sobretudo os de menor renda, preferiu sacar o benefício em espécie nos primeiros lotes. Depois, em um segundo momento, a Caixa Econômica Federal facilitou a transferência dos recursos e o pagamento de contas.

 

Valor de produção

A nova cédula, apesar da baixa utilização, é a que custa mais caro. Ao preço de R$ 325 por milheiro, o valor desembolsado no ano passado pelo Banco Central foi de cerca de R$ 146 milhões na produção das 450 milhões de unidades.

Depois da cédula de R$ 200, a de mais cara produção é a de R$ 20, com custo estimado, em 2020, de R$ 309 o milheiro. Os valores estão sujeitos à variação do dólar.

 

PIX em alta

A baixa utilização das cédulas de R$ 200 coincide com uma maior facilidade e redução de custos para os correntistas realizarem transferências eletrônicas.

Instituído em novembro do ano passado, o PIX, novo sistema de pagamentos brasileiro em tempo real, 24 horas por dia e sem custos, completou três meses de operação nesta terça-feira, 16/02.

Segundo dados do BC, mais de 286 milhões de operações foram finalizadas por meio do PIX em 2021. As TEDs somam 53,2 milhões de transferências no mesmo período, apenas 18,5% do total do PIX.

Ao mesmo tempo, o WhatsApp informou na segunda-feira, 15/02, que conversa com o Banco Central para ser aprovado como um “iniciador de pagamentos” para habilitar o seu sistema de transações financeiras no aplicativo. Esse modelo de instituição é novo.

 

Lobo-guará

O animal escolhido para a nova nota, o lobo-guará, foi o terceiro colocado em uma pesquisa feita pelo Banco Central em 2000.

A instituição perguntou à população quais espécies da fauna gostaria de ver representadas no papel-moeda.

O primeiro lugar foi a tartaruga marinha, usada na cédula de R$ 2. O segundo, o mico leão dourado, incorporado na cédula de R$ 20.

Na cédula de R$ 200, segundo o BC, optou-se pela manutenção de elementos de segurança já existentes nas cédulas da segunda família do real:

  • o número que muda de cor, que muda do azul para o verde, com uma faixa brilhante parecendo rolar para cima e para baixo, ao se movimentar a nota;
  • a marca-d’água, que apresenta o valor da nota e a imagem do animal;
  • o número escondido, que aparece quando a nota é colocada na posição horizontal, na altura dos olhos;
  • o alto-relevo, em diversas áreas na frente e no verso da nota.

 

Por G1