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Rádio Santana FM

Itaúna, 28 de novembro de 2020

Foto Atila Lemos

 

Nos sete primeiros meses de 2020, a Cemig registrou mais de quase 2.000 ocorrências de colisões de veículos com postes, que prejudicaram cerca de 700 mil clientes em toda a área de concessão da companhia. Além do prejuízo no fornecimento do serviço, esses acidentes são muito perigosos para as pessoas que estão nos automóveis e também para aquelas próximas ao local. Somente na Região Oeste foram 164 acidentes, que interromperam o serviço para cerca de 60 mil unidades consumidoras da empresa.

 

O gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da Cemig, João José Magalhães Soares, ressalta que, quando ocorre esse tipo de acidente, é importante que as pessoas fiquem dentro do veículo, para que não haja risco de eletrocussão com fios da rede de distribuição caídos ao solo.

 

“Se houver fios caídos no chão, é possível que, ao sair do carro, a pessoa sofra um choque elétrico, que pode ser de até 13 mil volts, caso seja uma rede de média tensão. O único caso em que a pessoa deve deixar o veículo imediatamente é em situações de incêndio.

 

Neste ocasiões, se for necessário sair do veículo, a pessoa nunca deve tocar a estrutura do automóvel e no solo ao mesmo tempo, porque ele se tornará o caminho entre a corrente elétrica e o solo, e isto pode ser fatal ou causar queimaduras gravíssimas”, explica João José.

 

“Mas quando for necessário sair do veículo”, continua o engenheiro, “a pessoa tem que abrir a porta sem tocar no solo, colocar os braços em forma de cruz junto ao peito e saltar o mais longe possível do automóvel e sem tocar ao mesmo tempo no solo e em qualquer parte do veículo”, orienta.

 

Ainda segundo o gerente, além disso, é preciso que o acidentado dê passos bem curtos para evitar o choque elétrico. Além dos riscos para os ocupantes do veículo, há também riscos de choque elétrico ou quedas de objetos do poste danificado para terceiros que estiverem próximo ao acidente.

 

É importante ressaltar também que quando um poste é danificado, uma equipe de emergência é deslocada para avaliar a situação e definir as ações que deverão ser realizadas.

 

“Geralmente, os serviços são complexos e demandam tempo e diversas equipes, pois envolvem o isolamento da área afetada, a retirada do veículo e a substituição ou reconstrução do poste quebrado e da rede elétrica, o que traz transtornos ao trânsito e à população”, explica o gerente da Cemig.

 

João José Magalhães Soares também destaca que o trabalho de manutenção da Cemig, nesses casos, costuma depender também da ação de outros agentes públicos, como policiais militares, agentes de trânsito e bombeiros, uma vez que os acidentes podem gerar vítimas, incêndios e interdições de vias. “Vale lembrar que, quando há realização de inquérito policial, as equipes da Cemig só conseguem iniciar os trabalhos de reparo da rede elétrica após receberem autorização da Polícia”, destaca.

 

Paliativo técnico

Muitas pessoas têm dúvidas em relação a um procedimento paliativo adotado pela Cemig para o restabelecimento de energia o mais rápido possível. Em diversas ocorrências, a companhia apoia o poste derrubado pela colisão de veículos temporariamente com uma peça madeira.

 

Vale esclarecer que esse procedimento técnico é totalmente seguro e deixa a estrutura com resistência semelhante ao estado original e é feita geralmente por ser inviável a troca do poste naquele momento, devido às condições do local da colisão, maior tempo para a substituição definitiva e necessidade de liberação da via pelas autoridades de trânsito.

É importante destacar também que a companhia faz o agendamento da troca do poste o mais rápido possível, e para a substituição, é necessário avisar todos os clientes que terão o fornecimento interrompido para a realização do serviço. Além disso, é necessário fazer contato e alinhar com as empresas de processamento de dados – como telefonia, tv a cabo e internet – que devem regularizar a fiação de sua responsabilidade que por ventura tenha sido danificada pela ocorrência.

 

Custos devem ser arcados pelo dono do veículo

Outra informação que vale esclarecer é que o motorista causador do acidente tem prazo de até 60 dias para ressarcir os danos causados à rede da Cemig. Somente a estrutura do poste custa, em média, cerca de R$ 4 mil reais. Esse valor pode subir para até R$ 10 mil em caso de danos a equipamentos, como transformadores e religadores. Em Minas Gerais, a média é de 10 postes derrubados por colisões de veículos por dia. Na Região Metropolitana, três postes são danificados diariamente em acidentes de veículos.