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Rádio Santana FM

Itaúna, 22 de fevereiro de 2020

 

A perícia da Polícia Civil não encontrou sinais de violência no corpo do pequeno Eduardo Ferreira Oliveira, de 2 anos e 3 meses, o Dudu, localizado na manhã desta sexta-feira (14), em uma lagoa de Juatuba, na região metropolitana de Belo Horizonte.

“A criança só apresentou sinais de afogamento, não há indícios de lesões. Em razão das circunstâncias, somadas as demais investigações, tudo aponta nesse sentido. Mas nada vai ser descartado e vamos aguardar o laudo do Instituto Médico Legal (IML)”, explicou o delegado Diego Nolasco.

Segundo o policial, a lagoa fica perto da casa da vítima, no bairro Maria Regina, em uma propriedade privada. Próximo ao local em que o corpo foi encontrado, a profundidade é de 1,60 m.

“Não tinha nenhuma cerca, ela já tem um acesso direto para a lagoa. Qualquer pessoa pode passar. Parece que essa casa é usada mais aos fins de semana e não tinha ninguém lá. Essa tragédia poderia, de certa forma, ter sido evitada, mas não é o momento de penalizar ninguém”, detalhou Nolasco.

O laudo para confirmar a causa da morte de Dudu deve ficar pronto em 30 dias.

Localização do corpo

O corpo de Dudu foi encontrado pelo caseiro de uma casa da região. Ele acionou uma equipe do Corpo de Bombeiros que já estava na área.

“As guarnições permaneceram aqui durante toda a madrugada e, hoje de manhã, nessa lagoa onde seria feita uma busca mais minuciosa com equipamentos de mergulho para varredura, um funcionário da área residencial avistou alguma coisa e acionou os bombeiros”, explicou a tenente Talita Rodrigues, do 2º Batalhão.

Segundo a militar, a corporação já tinha feito buscas em parte da lagoa. “O processo de buscas tem diversas fases. São duas lagoas e informações desencontradas pela própria família. Fomos acionados cerca de duas horas depois do sumiço, pela Polícia Militar, como apoio. Fizemos uma ação de primeira resposta nas duas lagoas e na mata. O trabalho é realmente detalhado e demorado. A busca rápida, superficial, com os pistões, foi feita. A nossa experiência mostra que, em torno de três dias após o afogamento, isso faz parte do processo natural de decomposição do corpo. Formam-se gases e o corpo tende a emergir”, disse a militar.

O Tempo