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Rádio Santana FM

Itaúna, 14 de agosto de 2019

Fonte: G1 Centro-Oeste

 

O corpo de Amanda Filgueiras Calais, de 6 anos, que foi morta pela vizinha, foi sepultado na manhã deste sábado (10) em Divinópolis. O cortejo chegou por volta das 8h40 ao cemitério Parque da Colina, no Bairro Jusa Fonseca.

 

Orações e choro tomaram conta de familiares e amigos que estiveram no local para prestar as últimas homenagens a Amanda. O corpo da menina foi encontrado nesta sexta-feira (9) próximo ao local onde ela morava no Bairro Lagoa dos Mandarins.

 

A vizinha de Amanda, Sarah Maria de Araújo, de 38 anos, confessou o crime nesta sexta e disse que a morte da menina foi motivada por vingança. Segundo Sarah, a intenção era matar a mãe de Amanda.

 

A mulher está no presido Floramar e vai responder por homicídio qualificado.

 

Entenda o caso

 

A PM disse que a família comunicou o desaparecimento da menina por volta das 17h desta quinta-feira (8). Em conjunto com moradores e o Corpo de Bombeiros, foi iniciada uma varredura pelo bairro na tentativa de localizá-la.

 

Por volta de meia-noite de sexta-feira, moradores da rua onde a criança vivia com a família ouviram um forte barulho no quintal e foram verificar. Quando chegaram ao local encontraram o corpo da criança caído.

 

Na residência vizinha de onde o corpo foi localizado, foram encontradas roupas da vítima e marcas de sangue. De acordo com a Polícia Civil, a autora é vizinha da vítima e após matar a criança jogou o corpo pela janela do segundo andar do sobrado onde mora.

 

A mulher foi ouvida na manhã desta sexta-feira na sede da delegacia. Após ter confessado o crime para a Polícia Militar (PM), ela disse para a Polícia Civil que a morte de Amanda foi um acidente.

 

“A investigada contou que a menina atravessou a rua para brincar com a filha dela, e juntas subiram para a casa da autora. Ainda segundo a mulher, num determinado momento as crianças brincavam e ela havia ido para o banheiro. Ainda segundo a autora contou, as meninas teriam chegado até a porta do banheiro e demonstrando que queriam urinar, como a mulher estava usando o banheiro ela orientou que as meninas utilizassem um balde que estava na área de serviço. A partir disso, Amanda teria sofrido uma queda e caído, segundo a investigada afirma”, disse o delegado Regional da Polícia Civil, Leonardo Pio.

Entretanto, o delegado afirma que os trabalhos de investigação realizados pelas equipes da polícia comprovam que a situação não foi um acidente. O laudo da perícia técnica comprova que Amanda não morreu pela queda do segundo andar, a causa da morte foi por asfixia.

 

Motivação

 

 

Após confessar o crime, Sarah deu detalhes à Polícia Civil de como matou a criança durante uma coletiva de imprensa. Segundo ela, o ato foi motivado por uma vingança.

 

A mulher disse também que queria ter matado a mãe de Amanda e não a criança. A mulher será indiciada pelo crime de homicídio qualificado, por se tratar de vingança, por ter ocorrido asfixia e fraude processual, tendo ela alterado a cena do crime.

 

A vítima apresentava marcas de esganadura, mas conforme o delegado Wesley, essa não foi a causa da morte de Amanda. Os detalhes foram descobertos no procedimento de interrogatório da investigada.

 

“Ela veio a confessar que quando a criança chegou até a casa dela, ela pediu que a filha se retirasse e nesse momento pegou uma corda, passou no pescoço da vítima e em seguida Amanda desmaiou. A mulher então verificou a pulsação da menina e viu que ainda estava com vida e pegou a cabeça da criança e a afogou num balde com água até a morte”, detalhou o delegado.

Após afogar a criança, Sarah manteve o corpo dentro do imóvel, em um quarto, por cerca de cinco horas. Neste período, as autoridades policiais já buscavam pela menina nas imediações. Sabendo que seria presa, a mulher atirou o corpo da vítima do segundo andar da casa.

 

Retaliação

 

Por espontânea vontade, Sarah quis se pronunciar à imprensa durante a coletiva. Ela relatou que o crime ocorreu em retaliação à mãe da vítima que, segundo a mulher, fez denúncias contra ela ao Conselho Tutelar e, assim, corria risco de perder a filha de 5 anos.

 

Sarah contou que queria ter matado a mãe de Amanda e disse estar arrependida. “Tive medo da reação da mãe, se fosse com minha filha teria a mesma reação. Me arrependi muito porque era uma criança inocente. Eu queria era a mãe mesmo. Amanda era um anjo, tenho que pedir desculpa até pra mãe dela”, disse.