NO AR AGORA

Rádio Santana FM

Itaúna, 15 de novembro de 2019

Fonte: O Tempo

 

Empresas de Belo Horizonte estavam aplicando o “golpe do falso emprego”, o que levou o Departamento Estadual de Combate à Corrupção e à Fraudes, da Polícia Civil, a desencadear, na manhã desta terça-feira (5), a operação “Primum Officium”.

 

Ao todo, a Polícia Civil cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais em Belo Horizonte e região metropolitana.

 

Oito empresas e 17 pessoas estavam envolvidas no golpe, obtendo vantagens ilícitas sobre vítimas que buscavam pelo primeiro emprego.

 

Jovens com idades entre 16 e 20 anos eram os preferidos das empresas para aplicarem o golpe. As vítimas tinham acesso aos anúncios pelas redes sociais ou eram abordados na porta de escolas. Os estelionatos ofereciam um curso de informática online por 600 reais como uma suposta qualificação para conseguirem o emprego, no entanto, após cinco dias de curso, ninguém entrava em contato. A justificativa era que os supostos candidatos não estavam aptos ao possível emprego.

 

De acordo com a polícia, como há provas de que não havia o emprego, as pessoas investigadas poderão responder por estelionato. Nesta terça-feira ninguém foi preso, mas várias máquinas de cartão de débito, de crédito, celulares, documentos e computadores foram apreendidos. O material vai auxiliar as investigações da polícia.

 

 

Investigados

 

Ao todo são 17 pessoas investigadas, sendo nove homens com idades entre 25 e 38 anos, e oito mulheres, com idades entre 24 e 35 anos. Eles fariam parte de oito empresas fantasmas. Outras duas empresas, que ainda estão em atividade, também são investigadas sob suspeita de aplicar o mesmo golpe.