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Rádio Santana FM

Itaúna, 16 de agosto de 2019

Fonte: Hoje em Dia

 

O ex-governador de Minas Fernando Pimentel (PT) é alvo de dois mandados de busca e apreensão em operação da Polícia Federal de combate aos ilícitos de falsidade eleitoral e lavagem de dinheiro, na manhã desta segunda-feira (12), nos apartamentos onde onde mora e trabalha, na rua do Ouro, no bairro Serra, na região Centro-Sul da capital.

 

De acordo com a PF, a Operação “Monograma” é um desdobramento da Operação “Acrônimo”, que foi deflagrada em 2015 e em cujas segunda e nona fases terminaram com indícios de possíveis delitos eleitorais. Esses atos irregulares se configurariam da seguinte forma: empresas de consultoria, mediante a simulação de prestação de serviços, teriam sido usadas para o recebimento de vantagens ilícitas em valor superior a R$ 3 milhões.

 

Ainda segundo a corporação, os indícios foram reforçados por colaboração premiada, que teria gerado provas que indicaram que os valores recebidos vieram de atuação de Pimentel em benefício de negócios de empresa brasileira com atuação no Uruguai.

 

As investigações, que eram conduzidas até junho deste ano pelo Superior Tribunal de Justiça, passaram a tramitar na 32ª Zona Eleitoral em Belo Horizonte, na primeira instância. O motivo é o fim do foro privilegiado de Pimentel.

 

Em nota, Eugênio Pacelli, advogado de Pimentel, afirmou que a ação desta segunda-feira (12) é um excesso. Leia:

 

“Estranhamos a medida, que se refere a fatos de 2014. E a Operação “Acrônimo” já adotou todas as medidas possíveis. Estamos contribuindo, colocando tudo à disposição, apesar do excesso que caracteriza essa busca e apreensão.”

 

Histórico

 

No último dia 30 de julho, em desdobramento da Operação “Acrônimo”, Pimentel foi interrogado na Justiça Eleitoral de Minas Gerais e negou ter praticado tráfico de influência no período em que foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior da gestão da ex-presidente Dilma Rousseff.

 

No fim de junho, o ex-chefe do Executivo de Minas prestou depoimento, também no âmbito da Operação “Acrônimo”, porém, sobre outro caso, relacionado ao suposto esquema de caixa 2 na campanha para o Senado em 2010, da qual teria sido omitido R$ 1,4 milhão.