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Rádio Santana FM

Itaúna, 19 de junho de 2021

exames toxicologicos minas

 

 

 

A partir de setembro, o serviço de perícia em drogas estará descentralizado no Estado. A Polícia Civil informou que 14 postos serão espalhados por diferentes regiões de Minas. “Não estamos apagando incêndios, e sim trabalhando para uma solução definitiva”, informou o diretor do Instituto de Criminalística (IC), Marco Paiva. A média de gasto com cada posto foi de R$ 100 mil. O dinheiro faz parte do orçamento da corporação.

Para compor os novos laboratórios, 16 dos 112 futuros peritos, que passaram em um concurso realizado em 2013, são preparados na Academia de Polícia Civil de Minas Gerais (Acadepol). Segundo a assessoria da corporação, não há uma definição de quantos peritos serão encaminhados para cada cidade, mas cada regional receberá ao menos um. Nas cidades em que existem delegacias regionais, a perícia toxicológica será feita no local. Nos outros municípios, o exame será em postos de perícia integrada.

Sobre a tecnologia para a realização dos exames, a assessoria informou que as regionais terão equipamentos próprios para executá-los. Havendo dúvidas, as amostras poderão ser enviadas ao IC ou a uma das cinco regionais que já têm um cromatógrafo. São elas: Três Corações e Poços de Caldas (Sul); Governador Valadares (Rio Doce); Montes Claros (Norte) e Uberaba (Triângulo).

A expectativa de Paiva é que, após a inauguração das 14 regionais, a demanda do instituto passe de 3.600 testes mensais para 1.800 análises. Hoje, o IC tem uma demanda reprimida de 4.000 exames. A intenção é que a situação seja normalizada nos próximos meses.

 

Direção quer menos entorpecente na sede do IC

O diretor do Instituto de Criminalística, Marco Paiva, tenta, junto com a cúpula da Polícia Civil, mudar a quantidade de droga enviada para análise na sede. Segundo ele, são retiradas nas delegacias amostras proporcionais ao volume apreendido. Então, se houver grandes carregamentos, o total remetido ao IC é maior. Depois de avaliado, o que sobrou é devolvido para a tutela do delegado.

Para Paiva, o suficiente seria 2 g de entorpecente. “Usamos apenas 0,2 g para fazer o exame. Então, o tanto que pretendemos guardar dá para fazer dez exames”, disse. A lei não especifica a quantidade necessária para o exame, apenas define que o montante guardado deve ser o suficiente para prova e contraprova. “Esse novo procedimento cumpre protocolos internacionais”, acrescenta Paiva. A assessoria da corporação não informou se o pedido será acatado.

As cidades contempladas
Veja onde haverá um laboratório para exame toxicológico em droga:

– Na região metropolitana de Belo Horizonte: Betim

– No Triângulo: Frutal, Uberaba e Uberlândia

– No Sul: Pouso Alegre e Poços de Caldas

– Região Central: Sete Lagoas

– Vale do Mucuri: Teófilo Otoni

– Região do Rio Doce: Governador Valadares

– Vale do Aço: Ipatinga

– Vale do Jequitinhonha: Diamantina

– Noroeste. Paracatu

– Alto Paranaíba: Patos de Minas

– Centro-Oeste: Divinópolis