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Rádio Santana FM

Itaúna, 18 de junho de 2021

 

descarte correto tv

 

 

 

 

Em breve, fabricantes, distribuidoras e empresas que comercializam televisores em Minas deverão promover o recolhimento, a reciclagem e a destruição desses produtos usados. É o que prevê o Projeto de Lei (PL) 239/2015, que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), já aprovado neste mês pela Comissão de Constituição e Justiça. Agora, a proposta deve passar pelo crivo da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável até ser votado em plenário pelos deputados estaduais.

Apesar de já existirem leis federal (12.305/2010) e estaduais que tratam do descarte correto do lixo eletrônico produzido no Brasil, a política de recolhimento ainda é bastante tímida. Um estudo produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNuma) mostra que o país produziu no ano passado 1,4 milhão de toneladas de lixo eletrônico. Baseado em dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a reciclagem desse material não chega a 1{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} do total descartado.

Relator do projeto de lei que tramita na ALMG, o deputado estadual Luiz Humberto Carneiro (PSDB) afirmou que o ciclo de substituição de produtos eletrônicos está cada vez mais acelerado, e isso aumenta a preocupação com a destinação do lixo eletrônico, “pois, muitas vezes, o consumidor não tem acesso facilitado ao descarte correto de máquinas e equipamentos eletrônicos inutilizados”, disse. O parlamentar ainda lembrou que a mudança no padrão de transmissão dos aparelhos de TV, do analógico para o digital, tende a aumentar o número de produtos descartados. “Mais um motivo para promovermos o descarte correto desses equipamentos, e é esse o objetivo do projeto”.

Com quatro televisões em casa, a biblioteconomista Lucy de Faria Lopes reclama da falta de pontos de coleta de eletrônicos na capital. “As TVs antigas doei para um núcleo assistencial, porque eles dão destinação correta. Também fiz doações a oficinas para aproveitamento de peças. Já os celulares antigos, tenho uma caixa deles aqui em casa. Faltam pontos de coleta e orientações sobre como e onde deixar os aparelhos”, disse.

Mais comuns, os postos de coleta de pilhas e baterias são facilmente encontrados em empresas e supermercados. Em cinco anos, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) já recolheu 8,3 toneladas em todo o país.