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Rádio Santana FM

Itaúna, 17 de setembro de 2019

 

A situação dos estoques públicos de medicamentos em todos os Estados do Brasil é crítica. O país vive a maior crise de sua história na oferta de remédios para o sistema público de saúde, segundo o Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass). De um total de 134 itens que são distribuídos obrigatoriamente pelo Ministério da Saúde, 25 estão com estoques zerados em todos os Estados do país, e outros 18 devem se esgotar nos próximos 30 dias.

Em Minas Gerais, dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) revelam que o panorama é dramático. Entre as 93 drogas constantes na relação estadual de medicamentos de 2019 que fazem parte da lista 1A – ou seja, medicamentos de aquisição centralizada pelo Ministério da Saúde –, 16 estão desabastecidos. Mais de 16.062 mineiros dependem dessas substâncias. Mais 9.308 pessoas dependem de outras sete medicações que estão com estoque reduzido (abastecidos parcialmente).

Entre os itens esgotados, estão drogas para tratamento de doenças como câncer de mama, leucemia em crianças, artrite reumatoide, doenças renais crônicas, esquizofrenia, infecção crônica pelo vírus da Hepatite B e C, doença de Parkinson e Alzheimer e inflamações diversas. Também falta medicação para pessoas que receberam transplantes recentes de rins e de fígado.

O Estado informou que “a SES-MG está, neste momento, aguardando a entrega de alguns itens pelo Ministério da Saúde. Nos casos em que ocorre o atraso na entrega, a SES-MG oficia o referido órgão e solicita informações a respeito da regularização do abastecimento”.

O Conass enviou, em março, ofício ao governo federal pedindo providências e prioridade a esse tema. O documento diz que “situações de desabastecimento, a depender da intensidade e duração, causam problemas sérios de saúde pública, essencialmente para os pacientes portadores de doenças crônicas, como é o caso da maioria dos pacientes atendidos por meio do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf)’.