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Rádio Santana FM

Itaúna, 28 de novembro de 2020

 

Juliana desapareceu em Formiga no dia 7 de julho –  Foto: Vicente Rosa/Divulgação

 

A família de Juliana Oliveira, de 27 anos, segue à procura da jovem que está desaparecida desde o dia 7 de julho em Formiga. A Polícia Civil informou que abriu um inquérito para apurar o desaparecimento e segue realizando as diligências. Até o momento, seis pessoas foram ouvidas.

Segundo informações da família, a jovem saiu de casa no último dia 7 de julho e foi vista pela última vez em um posto de combustíveis na MG-050, sentido Piumhi. No entanto, a polícia disse que apurou e descartou essa informação.

Juliana tem distúrbios psicológicos e fazia uso de medicação controlada. Ela era assistida por uma equipe do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) em Formiga.

“Ela toma remédios controlados e não sabemos se ela estava em surto quando desapareceu. Estamos buscando qualquer notícia sobre o desaparecimento dela e fazendo campanhas nas redes sociais pra divulgar o máximo possível. Queremos encontrar Juliana em qualquer lugar e com vida”, disse o pai adotivo da jovem, Vicente Rosa.

A polícia informou que o pai biológico da jovem, o pai adotivo, o marido, uma amiga, uma assistente social do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e um caminhoneiro já prestaram depoimento. Ainda de acordo com o delegado regional Tiago Ludwig, até o momento não há indicativo de existência de crime.

“Checamos informações de uma carona que ela tentou pegar de Formiga para Santo Antônio do Monte, junto ao caminhoneiro, mas essa carona não foi efetivada porque o motorista não estava indo para Santo Antônio do Monte. Sabemos que ela esteve em Belo Horizonte no fim de semana antes do desaparecimento, mas ela acabou retornando, foi na casa de uma amiga, pediu dinheiro emprestado e desde o dia 7 segue desaparecida. Não há elemento indicativo de crime até o momento”, destacou o delegado.
Ainda segundo o delegado, a assistente social do Caps informou em depoimento, que Juliana já havia manifestado interesse em se afastar dos familiares e morar sozinha. Por isso, o delegado acredita que a jovem esteja em algum lugar e com vida.

Desaparecimento

O desaparecimento foi registrado em um Boletim de Ocorrência na Polícia Militar no dia 11 de julho, pelo pai adotivo da jovem, Vicente Rosa, que mora em outro bairro e só tomou conhecimento do sumiço da filha depois que o marido dela contou. Desde então, a PM e a Polícia Civil realizam diligências e apuram pistas sobre o paradeiro da garota.

Ainda segundo o delegado, o marido disse em depoimento que Juliana saiu de casa em uma ocasião em que ele não estava presente.

Tiago Ludwig informou que ocorreu um boato de uma possível fuga da jovem, pois ela seria mantida em cárcere privado pelo marido. No entanto, essa hipótese já foi apurada e descartada pelos investigadores. Outras hipóteses seguem sendo avaliadas pela polícia.

 

Do G1