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Rádio Santana FM

Itaúna, 28 de novembro de 2020

 

Foto Arquivo

 

O governo federal decidiu zerar a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado até 31 de dezembro deste ano. A redução temporária está restrita à quota de 400 mil toneladas. A decisão foi tomada, nesta quarta-feira (9),durante reunião do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex). A proposta foi feita pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A decisão vai ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (10) e redução vai começar a valer na sexta-feira (11). Na prática, isso pode resultar na diminuição do valor do arroz nas gôndolas, mas não é garantia. O pacote do produto de 5 kg, que normalmente custa R$ 15, chegou a ser vendido por R$ 40, no Paraná.

Nesta quarta-feira, após reunião com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, no Palácio do Planalto, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Sanzovo Neto, disse que depois que a União retirarsse a tarifa de importação sobre o arroz era preciso “esperar pra ver” para saber em quanto tempo a situação iria se regularizar.

“Quando sair essa nota oficial da retirada da tarifa sobre o arroz, e quando esse produto começar a entrar, com certeza pode ser que já comece a ter redução de preços. Mas isso tem que esperar acontecer”. Ele completou que há um lado psicológico que pode ser o que afete: “O fato de consumir mais macarrão pode fazer uma regulagem. O que precisa é ter mais produto, ter mais oferta dos mercados para resolver”.

“Do nosso lado, vamos continuar fazendo a nossa parte: sempre defendendo os consumidores, já que dependemos do preço barato para continuar vendendo e atraindo clientes. Negociar forte com os fornecedores e fazer uma ação para promover o consumo de massa, de macarrão, que é o substituto para o arroz. E vamos orientar a população para que não estoque. Quanto mais estocar, mas difícil fica a situação”, afirmou Neto.

A alta, que segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, chegou a 100% em 12 meses, está associada a diversos fatores, como a valorização do dólar, a queda de safra, exportação muito alta e aumento de consumo interno. João Sanzovo Neto ainda explicou que, por muito tempo os produtores amargaram prejuízo e, agora, que eles podem exportar, o que está sendo favorável para a balança comercial brasileira, mas resultou um desiquilíbrio no prato do brasileiro.

O conselho é formado pela Presidência da República, pelos Ministérios da Economia, das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O Gecex é o núcleo executivo colegiado da Camex, responsável por definir alíquotas de importação e exportação, fixar medidas de defesa comercial, internalizar regras de origem de acordos comerciais, entre outras atribuições.

 

Por O Tempo