Hackers furtam mais R$ 49,9 mil da Câmara Municipal

4/02/2022 | Itaúna

Poder Legislativo de Itaúna foi alvo de cinco ataques –  Foto Bruno Freitas/ViuItauna

 

 

Apesar dos registros na polícia, os ataques hackers à Câmara Municipal de Itaúna não cessaram e na manhã desta quinta-feira (3), mais uma transferência foi realizada no valor de R$ 49,9 mil. Para evitar novos furtos, a Mesa Diretora do Legislativo decidiu encerrar a conta na Caixa Econômica Federal, transferindo-a para o Banco do Brasil. O presidente Alexandre Campos (DEM) e o vice Silvano Gomes Pinheiro (PDT) registraram o caso na Polícia Federal de Divinópolis.

 

A última transferência foi realizada em nome de Kaio Dinis, às 6h50 desta quinta. Até o momento, os criminosos tentaram transferir cerca de R$ 250 mil, em cinco operações. Três delas foram executadas e a Câmara busca agora o ressarcimento da Caixa.

 

O último furto foi comunicado aos vereadores no momento em que foram à agência da Caixa, o que, segundo relatado à Polícia Federal, “causou grande surpresa, pois a CEF já sabia das transferências indevidas e poderia ter tomado providências para que se evitasse esta última”. O procurador da Câmara, o advogado Fábio Daniel Pereira, compareceu novamente à Polícia Civil de Itaúna para informar da nova transferência, completando assim o registro policial.

 

ENTENDA O CASO Na quarta-feira (2) já haviam sido registradas transferências de R$ 50 mil em nome de Jaqueline Paiva, no Banco Ebanx IP; R$ 49,9 mil para Eder Silva, no Banco Santander – estas duas concluídas, conforme o registro na polícia; R$ 49,9 mil em nome de Karem Souza, também no Santander, porém o banco conseguiu bloquear a operação; e R$ 49,9 mil para Marcos Filho, porém ocorreu bloqueio da operação pela Caixa Econômica Federal.

 

Ainda de acordo com o registro policial, apesar de as contas apresentarem nome de pessoas físicas, eram de pessoas jurídicas. À primeira vista essas contas são usadas para a aplicação de golpes, dado aos fatos de serem nomes comuns, e registros de pessoas jurídicas, o que aponta para a utilização de “laranjas”.

 

A suspeita é de ação de uma quadrilha especializada na aplicação desse tipo de golpe.

 

Por Viu Itaúna 

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