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Rádio Santana FM

Itaúna, 22 de outubro de 2019

 

Itaúna completa nesta segunda-feira,16, 118 anos de história. Atualmente, a cidade tem cerca de 93 mil habitantes e 495,875 mm².

A bandeira da cidade, traz 3 cores com os seguintes detalhes:

Fundo branco de cor neutra, representando todas as bandeiras dos estados brasileiros, uma faixa verde homenageando a bandeira do Brasil e uma faixa vermelha homenageando Portugal e aqueles que vieram colonizar o Brasil.

A Bandeira de Itaúna foi escolhida através de concurso instituído pela lei nº 328, de 10 de agosto de 1956, de autoria do Prefeito Milton de Oliveira Penido.Foi vencedora a Bandeira idealizada por Eponina Maria do Carmo Nogueira Gomide Soares, oficializada através da Lei nº 330 de 11 de outubro de 1956.

Dona Eponina nasceu em Itaúna a 23/08/27 e faleceu a 09/05/1979. Ela foi professora e funcionária da antiga Coletoria Estadual, hoje Superintendência Fazendária. Era casada com Holmes Soares, com o qual teve seis filhos: Jerusa, Holmes, Huáscar, Naiúra, Helder e Hebert.
Seguindo o histórico de que todas as bandeiras devem ser simples, para a facilidade da confecção, Dona Eponina criou a Bandeira de Itaúna representada nas três cores.

 

Itaúna em Décadas

 

Simbologia do Brasão

O gado e planta: agricultura e pecuária
Cinco torres: representa a cidade
Roda de fiar: indústria têxtil (base sólida do progresso)
Livro:  educação
Engrenagens: indústria mecânica
Cor verde: campo
Vermelho: minério

Hino do Município de Itaúna

Por um sonho de fé e grandeza
Por aqui boa gente aportou
E na pedra bem preta a certeza
De um bom pouso, sem medo, marcou.
Foi Sant’Ana de São João Acima
Desta forma criada em Gerais.
Dentro em pouco subia na estima
Pelo esforço de seus ancestrais.

(Refrão)
Itaúna, comuna brilhante,
Tua gente te sente crescer
E deseja, em peleja constante,
Com anseio, em teu seio viver!

Sem perder de Sant’Ana bondosa
A certeira e feliz proteção,
Itaúna, surgiste grandiosa
E criaste em trabalho um padrão.
Hoje te ergues no Estado de Minas
Como um centro de grande labor.
No tear, no alto forno e oficinas
O teu povo te exalta o valor.

Do teu dorso rochoso em colinas
Vem o ferro que corre em fusão.
Para dar movimento às turbinas
Em teu solo caminha o São João.
Com amor, Progressista Itaúna,
O teu povo jamais te faltou.
Pode, pois, te orgulhar da fortuna
Que na História teus passos guiou.

Itaúna foi povoada no início do século XVIII, quando três portugueses, Tomás Teixeira Manoel Neto de Melo e Gabriel da Silva Pereira, tornaram-se donos de ´datas´ de mineração nos ribeirãoes de Lavrinhas e Jacuba. Gabriel da Silva Pereira, fundador da cidade, abriu a primeira ´picada´ em direção à paragem de São João, hoje ltaúna.

A filha ilegítima de Gabriel da Silva Pereira, Francisca da Silva Pereira, casou-se com o posseiro português, Manoel Pinto de Madureira, que recebeu o dote terras em torno do Morro do Rosário, onde Gabriel havia construído um oratório.

Em 1750, na paragem do São João, começou a construção da capela, que ficou pronta em 1765, tendo como padroeira a Senhora de Santana. A partir de então, a comunidade ficou conhecida como povoado de Santana do São João Acima. E, posteriormente, veio à denominação Itaúna.
localizado no Quadrilátero Ferrífero, no Colar Metropolitano da Região Metropolitana de Belo Horizonte, a apenas 76km da capital. Limita-se ao sul com Itatiaiuçu (Grande Belo Horizonte), ao leste com Mateus Leme (Grande Belo Horizonte), ao oeste com Carmo do Cajuru, ao norte com Pará de Minas e, ao noroeste, com Igaratinga.

“Itaúna” é um topônimo de origem tupi que significa “pedra negra”, através da junção dos termos itá (“pedra”) e un (“negro”).

Até emancipar-se politicamente, Itaúna pertenceu administrativamente aos municípios: Sabará: 1711 Pitangui: 1715 Pará de Minas: 1848 Pitangui: 1850 Pará de Minas: 1858 Pitangui: 1872 Pará de Minas: 1874 Itaúna: 1901. O Município foi instalado em 2 de janeiro de 1902 e sua criação deu-se pela Lei Estadual número 319, sancionada pelo Governador Silviano Brandão em 16 de setembro de 1901.


Os distritos que compunham o território de Itaúna quando de sua criação foram os de Santana do São João Acima (sede do município e correspondente ao que ficou reduzido o território atual), Carmo do Cajuru e o povoado dos Tinocos, desmembrados de Pará de Minas; os de Itatiaiuçu e Conquista (hoje Itaguara), desmembrados do município de Bonfim.
A maior contribuição para a historiografia da cidade é do historiador João Dornas Filho, itaunense nascido em 7 de agosto de 1902.Sua obra mais conhecida de seus conterrâneos é, evidentemente, a que tem por tema sua cidade natal: “Itaúna – Contribuição para a História do Município”, publicada em 1936.

Nas palavras de João  Dornas Itaúna “Lugar de escassa tradição na história do nosso estado na época em que as minas de Vila Rica, Ribeirão do Carmo e Sabarabuçu enchiam a imaginação e os alforjes dos intrépidos paulistas, Sant’Anna dormitava sossegadamente, lavrando  a terra e criando o gado nas margens do pobre e encachoeirado São João, que ainda hoje carreia nas suas águas o nosso minguado aluvião aurífero para as venturosas paragens do Pitangui…

 

Naquele tempo, em que a descoberta do ouro era a preocupação dominante dos paulistas, lugar que não o escondesse nas suas entranhas, não merecia a atenção dos bandeirantes. E esse era o caso de Sant’Ana que humilde e ignorada, plantava e criava o sustento dos mineradores vorazes”.

Curiosidade

Uma das maiores curiosidades de Itaúna foram por muitos anos os moinhos que existiam junto ao rio São João, na frente do atual Matadouro. Era uma série de casinhas, cerca de vinte, onde se moia o milho para o fubá de angu. O primeiro moinho construído ali foi o de Serafim Caetano Moreira em 1880, mais ou menos. Junto desse foram sendo construídos outros e outros, dando, ultimamente, a impressão de uma pitoresca aldeia lacustre.

Esses moinhos foram causa de muita briga e muito motim, pois se atribuía ao açude que os movia, umas febres malignas (tifo), que grassavam no lugar. Várias vezes o povo se reuniu, como em 1910, para arrombar o açude, obrigando os seus proprietários e as autoridades a pegar em armas para defender a sua propriedade. Nestes últimos anos, depois que a cidade foi abastecida de força elétrica, esses moinhos foram caindo em ruína e desaparecendo. E a grande enchente de abril de 1926, a maior que há na memória de Itaúna, destruiu o resto dessa pitoresca lembrança de Sant’Ana de São João Acima…