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Rádio Santana FM

Itaúna, 15 de julho de 2019

Foto: Divulgação CDE/Itaúna está sem risco de ser atingida em caso de rompimento de barragens de Itatiaiuçu

Jornalismo Santana FM

Após a tragédia ocorrida na cidade de Brumadinho na última sexta-feira (25), quando do rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, de propriedade da Vale S/A, as mineradoras Usiminas, ArcelorMittal eMinerita, através da AMISA – Associação das    mineradoras de Serra Azul, convidaram as entidades integrantes do CDE Itaúna, a população e
mídia local até a sede da Usiminas em Itatiaiuçu na manhã desta quinta-feira (31), para esclarecimentos quanto a situação de suas barragens.

Na abertura da reunião, o presidente da AMISA, Edgar de Souza Júnior, deu boas vindas, presentou o cronograma da reunião e solicitou 1 minuto de silêncio pelas vítimas da tragédia de Brumadinho.

A reunião teve como objetivo tranquilizar a população sobre os riscos das barragens de rejeitos de minério que existem na região de Serra Azul, trazendo um panorama de como se encontram hoje, bem como os projetos desenvolvidos para que sejam evitados episódios como de Brumadinho.

De acordo com os engenheiros, Henrique Trindade (ArcelorMittal), Gustavo de Azevedo Pereira (Minerita) e André Chaves (Usiminas), todas as barragens estão em processo de desativação, com trabalho intenso de controle e vigilância. Hoje há um estudo das áreas de risco. Neste estudo, há desenhado o que chamam de “mancha”, sendo o possível caminho que os rejeitos possam percorrer, em caso de um rompimento. É a partir deste estudo que as empresas se baseiam para estabelecer um plano de segurança para toda a comunidade.

Um dos pontos de destaque na fala dos representantes das empresas foi de que Itaúna não está em nenhuma área de risco e, portanto, não seria afetada diretamente em caso de rompimento de uma das barragens situadas em Serra Azul – Itatiaiuçu, porque todas vertem para a bacia do Rio Paraopeba.

O presidente do CDE Itaúna e da CDL Itaúna, Maurício Gonçalves Nazaré, esteve presente na reunião, junto com Afonso Henrique, presidente da ACE. Maurício destacou o papel das entidades em defender os interesses da população e empresas.

“Somos sabedores da importância das mineradoras para o desenvolvimento econômico e social de nossa região, pois são nossas associadas e defendemos os seus interesses também, mas, contudo, precisamos conhecer melhor os riscos que as barragens de rejeito oferecem a classe produtiva de Itaúna e Itatiaiuçu, bem como para toda a população destas cidades que são por nós consideradas irmãs devido a história e por termos em Itatiaiuçu diversos associados. Nós estamos aqui com a visão sistêmica de pensar proativamente no desenvolvimento econômico e socioambiental de Itaúna e Itatiaiuçu, portanto, precisamos inteirarmos sobre os efeitos e impactos das barragens de rejeitos das mineradoras de Itatiaiuçu e os riscos que elas oferecem no caso de rompimento. Tivemos com esta reunião informações importantes, cujo objetivo é exatamente esclarecer a situação atual, para que o empreendedor possa trabalhar e garantir sua sustentabilidade e que a população de Itaúna, Itatiaiuçu e imediações, fiquem tranquilas sobre esta situação, diminuindo o estresse, a sensação de insegurança e consequente ansiedade. A missão das entidades que integram o CDE é de garantir a sustentabilidade dos negócios de nossos associados para gerarmos emprego e renda pautados pelos princípios da responsabilidade ocioambiental.  Consideramos que tudo que atingir Itatiaiuçu e região, também atinge Itaúna indiretamente, o que pode causar instabilidade econômica e socioambiental nestes municípios.” Afirmou o presidente.

A AMISA garantiu que desde 2017 são realizados diversos estudos e planejamentos acerca da segurança das barragens de rejeito. Até o momento, 4 ações estão sendo colocadas em prática. Em fevereiro de 2018, uma consultoria foi prestada a partir de um simulado externo. Em agosto do mesmo ano, aconteceu uma reunião com os órgãos públicos. Já em 2019, um gerenciamento de emergências foi criado e apresentado para a população, que terá, em abril, uma simulação de emergência para a evacuação das comunidades que estão na mancha de risco de algum possível acidente, visando testar o planejamento de segurança desenvolvido. Está previsto para o início de fevereiro ainda a instalação de sirenes de alerta em caso de rompimento de alguma barragem.

O presidente Maurício sugeriu que a comunidade de inovação criada em Itaúna, Libertas Valley, em parceria com as entidades que compõe o CDE e AMISA, ajudasse a desenvolver alternativas para impedir esse tipo de tragédia.

“Estamos aqui atentos e vamos colaborar de maneira irrestrita, para que tudo que seja necessário fazer, seja feito. Demos também a sugestão de envolver a comunidade Libertas Valley em parceria com as entidades que compõe o CDE, para que possamos, quem sabe, desenvolver processos disruptivos para prevenção desses acidentes e também outras formas de lidar com esses rejeitos”, garantiu Maurício.

As três mineradoras garantiram que os monitoramentos são realizados diariamente e que constam em seus planejamentos a desativação por completo das barragens, pela metodologia de alteamento a montante. As empresas contam ainda com moderno monitoramento online, inspeção e realizam visitas constantes às comunidades próximas. A Usiminas, Minerita e Arcelor Mittal realizam ações conjuntas e trocam informações entre si a fim de reduzir qualquer possibilidade de acidentes.