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Rádio Santana FM

Itaúna, 1 de dezembro de 2020

lixo zero japao

 

 

 

 

Referência mundial em reciclagem, a cidade japonesa de Kamikatsu, em Tokushima, quer chegar à produção zero de resíduos até 2020. E o primeiro desafio é conscientizar os 1.700 habitantes do município. Isso significa que cada um dos moradores da cidade precisa cuidar da higienização, separação e entrega do lixo que produz nos pontos de coleta.

Os habitantes de lá não contam com caminhões que fazem a coleta seletiva dos resíduos de porta em porta. Eles mesmos fazem a separação dos materiais segundo um padrão nacional, que possui 34 níveis de seleção de resíduos. O sistema japonés é mais complexo e detalhado do que o do resto do mundo, que dividi os resíduos em papel, plástico, alumínio, vidro e orgânicos.

O comprometimento da sociedade aliado à excelência da coleta eleva consideravelmente os índices de reciclagem em Kamikatsu. A cidade recicla – ou composta – 80{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} do lixo que produz, e os 20{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} restantes são destinados a lixões. Mas o objetivo é que em apenas quatro anos essa prática deverá esteja extinta.

A cidade já diminuiu o montante incinerado e os processos de reaproveitamento e reciclagem de resíduos permitiu que se queimasse menos materiais e cortasse os custos com os processos em um terço. Também é meta municipal trabalhar o consumo consciente e incentivar o reúso. Materiais podem ser doados ou trocados por objetos feitos a partir de resíduos reaproveitados nas centrais de coleta.