Pacheco: “Lula e Bolsonaro têm responsabilidade de pregar paz”

11/07/2022 | Brasil

Os candidatos têm que repudiar qualquer ato de violência”, disse Pacheco – Foto reprodução

 

 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou, nesta segunda-feira (11), que tanto o ex-presidente Lula (PT) como o presidente Jair Bolsonaro (PL) têm uma responsabilidade “grande” de se manifestarem contra a violência política no país.

 

“Eu considero que a responsabilidade dos líderes políticos, em especial dos que juntos têm quase 80% da preferência de votos hoje nas pesquisas, é muito grande. De ter responsabilidade na fala, na forma de conduzir, não adianta colocar a culpa um para o outro, não é o caso. Eles têm que repudiar qualquer ato de violência”, disse.

 

Ao ser questionado sobre o assassinato de um militante petista por um policial bolsonarista, em Foz do Iguaçu (PR), Pacheco disse ter certeza de que tanto Lula como Bolsonaro repudiam o acontecimento. E que ambos devem promover a paz no país.

 

“[É] Da responsabilidade dos líderes políticos, especialmente aqueles que disputam a eleição e que têm debaixo de si uma grande militância política, uma aceitação e adeptos no Brasil todo. E me refiro ao presidente Bolsonaro e ao presidente Lula. A responsabilidade desses líderes é de provocar um pouco de paz no país”,destacou.

 

Segundo Pacheco, manifestações de repúdio por parte dos pré-candidatos “é um bom serviço que cada um deles fará para a democracia” e que “se quiserem”, conseguirão um ambiente de pacificação nas eleições.

 

O presidente do Senado ainda classificou as cenas do ocorrido no Paraná como “repugnantes e chocantes”. “É a expressão pura infelizmente do momento político de muito ódio, muita intolerância. As pessoas estão se matando, matando umas às outras por motivo ideológico e político”.

 

Nas palavras de Pacheco, “estamos vivendo um momento medieval em tempos modernos de rede social”.

 

Na mesma coletiva concedida nesta segunda, Pacheco disse que irá se encontrar com Lula na quarta-feira (13), atendendo a um pedido da bancada do PT no Senado.

 

Por O Tempo 

 

 

 

 

Veja também