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Rádio Santana FM

Itaúna, 14 de junho de 2021

muralha da china

 

 

 

 

 

Mais de 30{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} da Grande Muralha da China desapareceu ao longo do tempo devido às condições meteorológicas adversas e atividades humanas irresponsáveis, como a retirada de tijolos para construção de casas, noticiou a imprensa local estatal.

Em alguns trechos, o monumento, considerado patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), encontra-se bastante degradado, equivalente a cerca de 9 mil quilômetros. A estimativa é que o comprimento total da muralha seja de 21 mil quilômetros.

A Grande Muralha, construção da Dinastia Ming, não é uma estrutura única, integrada, mas sim uma construção por seções que se estende por milhares de quilômetros a partir de Shanhaiguan, na Costa Leste de Jiayuguan, atravessando as areias do deserto de Gobi.

A construção teve início por volta do século 3 a.C., mas cerca de 6,3 mil quilômetros foram construídos durante a Dinastia Ming, entre 1368 e 1644, incluindo os setores mais visitados ao Norte da capital, Pequim. Desse total, 1.962 quilômetros desapareceram ao longo dos séculos, divulgou a agência AFP citando o jornal Beijing Times.

O turismo e as atividades locais também são fatores que têm contribuído para o desgaste. Os residentes da região de Lulong, no Norte da Província de Hebei, os mais atingidos por dificuldades financeiras, têm o hábito de recorrer aos tijolos da muralha para construírem as suas casas.

Somam-se ainda o hábito de retirarem as “placas que contêm inscrições chinesas para venderem por 4,30 euros por peça”, informou a agência citando testemunhos dos residentes, acrescentando que a regulamentação chinesa prevê multas de 5 mil yuan (0,73 euro) para quem praticar semelhantes atos.