NO AR AGORA

Rádio Santana FM

Itaúna, 3 de agosto de 2021

Foto Divulgação/ SEE-MG

Professores de 107 escolas estaduais situadas em 37 cidades mineiras retomam as atividades semipresenciais a partir desta segunda (14). Os estudantes da rede estadual só retornam na próxima semana, mas os docentes iniciam os trabalhos de planejamento e preparo das aulas com antecedência.

A autorização para reabertura das escolas foi dada pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) na semana passada, após decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) aguardada há meses pelo governo estadual. Somente municípios que estejam nas ondas verde ou amarela, do Programa Minas Consciente, podem reabrir as instituições de ensino. Ainda assim, a autorização de cada prefeitura é obrigatória. Atualmente apenas as macrorregiões Triângulo do Norte e Vale do Aço encontram-se nesse contexto, sendo assim a imensa maioria das escolas estaduais seguem de portas fechadas.

O governo não estabeleceu nenhum número fixo de alunos por sala. A Secretaria de Educação informou que o retorno às atividades é opcional. Os pais que preferirem podem manter seus filhos no ensino remoto. Os primeiros a voltarem serão os alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.

A SEE garante que as escolas passaram por vistorias sanitárias e tiveram adequações nas estruturas, como instalação e disponibilização de equipamentos de proteção. A pasta afirma que a comunidade escolar vai encontrar um ambiente seguro.

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) diverge da decisão e já afirmou que irá tentar contestação em juízo. A entidade teme que o retorno das atividades promova a disseminação da Covid na comunidade escolar. O sindicato também questiona as estruturas das escolas. Um estudo elaborado pela entidade mostrou que das 3.590 escolas do Estado, em 1.027 não há banheiro para os funcionários. Além disso, 900 não têm refeitórios.

Na capital, professores contestam sistema de bolhas

Em Belo Horizonte, os professores se movimentam para pressionar que a prefeitura promova alterações no calendário de retomada já divulgado. Reuniões irão ocorrer nesta segunda (13) com representantes das secretarias de saúde e educação do município com esse objetivo.

O Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep/MG) discorda do sistema de bolhas definido pelo Executivo. Conforme esse cronograma, as escolas serão reabertas em formato semipresencial a partir do dia 21, primeiramente para crianças de 6 a 8 anos separadas em pequenos grupos de 6 alunos. Cada grupo terá aula presencial duas vezes por semana, com duração de três horas. Para o Sinep, o formato é ineficaz e impossível de ser atendido pelas escolas particulares. “É uma logística sem a mínima condição de ser organizada”, reclamou Zuleica Reis, presidente da entidade.

Como funciona

 

Na primeira fase do retorno, serão contemplados com o ensino híbrido alunos do 1º ao 5º anos do ensino fundamental. O número será ainda restrito, uma vez que das 14 macrorregiões do Minas Consciente, apenas duas (Triângulo do Norte e Vale do Aço) estão na amarela: 279 escolas que acolhem 49 mil alunos. Nenhuma está na verde.

 

De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (SEE), o fato de o município ter aderido ou não ao plano não interfere na volta, exceto se houver restrição da prefeitura, determinada em diário oficial.

 

Em 31 de maio, as escolas estaduais receberam orientação para fazer contato com os responsáveis pelos alunos. Na semana que vem, colégios já poderão se organizar, a partir da indicação de crianças que pretendem estudar no modo presencial.

 

“Cada diretor terá autonomia nesse planejamento e para criar escalas, se necessário. Não estabelecemos uma quantidade de dias para as aulas nem máximo de estudantes por turma, pois tudo isso dependerá do número de alunos que as escolas receberão e do espaço que têm. Dependendo do percentual de interesse das famílias, consegue garantir atendimento todos os dias”, esclarece a secretária de Estado de Educação, Júlia Sant’Anna.

 

Mas os pré-requisitos mínimos deverão ser cumpridos à risca de acordo com o que manda o protocolo sanitário elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), aprovado em março. As salas de aula, por exemplo, deverão manter 1,5 metro de distância entre os alunos. A partir de segunda, as escolas terão acesso a registro que permitirá anotação de questões epidemiológicas.

 

Ainda de acordo com o protocolo, se houver regressão à onda vermelha as atividades presenciais serão mantidas, mas as restrições serão ampliadas. Nesse caso, a distância entre os estudantes passará de 1,5 metro para 3 metros, combinadas com todos os protocolos sanitários definidos pelo comitê de saúde.

 

De acordo com a SEE, do total de 3.590 escolas estaduais, mais de 75% estão com o checklist validado. Das escolas que oferecem os anos iniciais do ensino fundamental, cerca de 80% estão prontas.

 

Avaliações periódicas

 

A partir do dia 21, haverá avaliação epidemiológica a cada duas semanas. A ideia é que, se no intervalo de 15 dias a situação continuar bem-sucedida, novas faixas escolares serão contempladas.

 

O próximo público-alvo, que poderá ter oportunidade de voltar já no início de julho, é o 3º ano do ensino médio e o 9º ano do fundamental. “Os anos finais são muito críticos e precisam de olhar atento. Sem avaliação negativa do que já estará funcionando, abrimos para eles”, diz a secretária. Preferindo apostar em medidas quinzenais, a secretária evita dar perspectiva de um retorno integral ainda este ano, apesar de não descartar a hipótese.

 

Para quem continua em ensino remoto, o regime de estudo não presencial segue ativo, com as atividades dos planos de estudos tutorados (PETs) obrigatórios para contagem da carga horária. Continuam disponíveis ainda o programa Se liga na educação e o aplicativo Conexão escola. E quem retomar o presencial também seguirá fazendo o PET, responsável por toda a certificação dos estudantes. “O que torna o ensino híbrido é manutenção da espinha dorsal, que é o PET.”

 

Passos do ensino híbrido

 

Na primeira fase do retorno, serão contemplados com o ensino híbrido alunos do 1º ao 5º anos do ensino fundamental.

 

O próximo público-alvo é o 3º ano do ensino médio e o 9º ano do fundamental, provavelmente no início de julho.

 

A quantidade de dias para as aulas e o máximo de estudantes por turma dependerão do número de alunos que as escolas receberão e do espaço que têm.

 

Podem retomar as aulas presenciais escolas da rede pública estadual localizadas em regiões que estejam nas ondas verde ou amarela do Minas Consciente, independentemente de o município ser ou não adepto do programa, desde que não haja proibição municipal publicada em diário oficial.

 

O retorno está condicionado ao cumprimento de protocolo sanitário elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), aprovado em março. As salas de aula, por exemplo, deverão manter 1,5 metro de distância entre os alunos.

 

A partir de segunda-feira (14/6), as escolas terão acesso a registro que permitirá anotação de questões epidemiológicas.

 

Se houver regressão da cidade à onda vermelha, as atividades presenciais serão mantidas, mas as restrições serão ampliadas. Nesse caso, a distância entre os estudantes passará de 1,5 metro para 3 metros.

 

Por Uai/O Tempo