Minas confirma 4ª morte por raiva humana

17/06/2022 | Minas Gerais

O estado investiga ainda um casos suspeito da doença – Foto Divulgação/Governo de Santa Catarina

 

 

Minas Gerais registrou a quarta morte por raiva humana no Estado e o sexto caso pela doença em investigação. As informações foram confirmadas pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) nesta sexta-feira (17).

 

A quarta morte é de uma menina indígena de 4 anos, moradora de Bertópolis, no Vale do Jequitinhonha, que foi transferida para o Hospital de Pronto Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, mas não resistiu à doença e morreu no dia 28 de maio. No último dia 10 de junho foi confirmado que ela estava com raiva humana.

 

A menina era da tribo Maxakali e apresentava quadro de encefalite viral, uma infecção do sistema nervoso que afeta o cérebro. Segundo a SES, a paciente não tinha sinais de mordedura ou arranhadura por morcego.

 

Além das quatro mortes, há um caso suspeito que foi descartado e um caso suspeito em investigação. Todos os casos confirmados são de pessoas da zona rural de Bertópolis.

 

Sexto caso suspeito

 

O sexto caso em investigação pela doença é de um adolescente de 17 anos morador de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. O caso foi notificado no último dia 13 de junho.

 

“O paciente encontra-se em observação hospitalar. Não foi relatada exposição a animal suspeito. Amostras foram coletadas e enviadas para exame laboratorial”, informou a secretaria.

 

Outros casos investigados

 

O primeiro caso suspeito de raiva confirmado em Minas foi de um paciente de 12 anos que morreu no dia 4 de abril. O segundo caso foi de uma paciente da mesma idade que morreu no dia 29 de abril.

 

Já o terceiro caso foi de um menino de 5 anos que morreu no dia 17 de abril. O quarto caso confirmado foi a morte da menina de 4 anos. Já um quinto caso suspeito, de um menino de 11 anos, também de Bertópolis foi descartado.

 

Ações de combate

 

A secretaria desenvolve ações como envio de vacinas antirrábica humana para completar o esquema vacinal da comunidade rural de Bertópolis e a vacinação de cães e gatos da região.

 

Além disso, uma equipe do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos serviços do SUS do Ministério da Saúde se deslocou para a região, a fim de apoiar a equipe local na investigação epidemiológica.

 

“Na ocasião, foi realizada uma reunião na qual foram discutidas em conjunto as propostas de realização de estudos epidemiológicos. Esses estudos têm como objetivo descrever detalhadamente os casos”, concluiu a SES.

 

Por O Tempo

 

 

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