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Rádio Santana FM

Itaúna, 7 de julho de 2020

 

O desmatamento da Mata Atlântica aumentou entre 2018 e 2019 e Minas Gerais foi o estado que mais destruiu áreas de florestas.

A área devastada no estado foi de quase 5 mil hectares. O estado da Bahia foi o segundo com maior perda de mata atlântica, com mais de 3.500 hectares. E em terceiro da lista vem o Paraná, com 2.767 hectares de mata derrubada.

A área de floresta destruída em Minas é equivalente a 21 vezes o tamanho do Parque das Mangabeiras, uma das principais unidades de conservação da capital.

O estudo da fundação SOS Mata Atlântica apontou que aqui no estado o principal responsável pela derrubada da mata foi a atividade de produção de carvão vegetal.

“A produção usando a Mata Atlântica e substituindo as áreas de plantio de eucalipto sem autorizações é um grande problema pra Minas – tanto para a economia quanto para a natureza e para as pessoas porque vemos nessas regiões pessoas trabalhando sem registros em atividades irregulares que vem dessa atividade mal feita no estado de Minas Gerais”, afirmou Mario Montovani, diretor da SOS Mata Atlântica.

A superintendente da ONG Associação Mineira de Defesa do Ambiente, Dalce Ricas, diz que outros dois fatores têm peso importante no desmatamento, principalmente na grande BH: a mineração e a expansão imobiliária. Ela ainda reclama da ausência de políticas públicas para frear essa destruição.

“O que nos espanta é que até hoje, depois de mais de 500 anos, nem o brasil nem Minas tem um plano de proteção da Mata Atlântica. Ou seja, deveria ter uma política de governo que seria de responsabilidade de todos os órgãos administrativos e esse plano deveria ser seguido rigidamente”, declarou a superintendente.

Para os ambientalistas, a falta de mecanismos mais eficientes de proteção da Mata Atlântica pode, em algum momento, inviabilizar uma série de atividades econômicas, porque, junto com a mata, a está sendo perdido um recurso natural que não tem substituto.

“Precisamos preservar a Mata Atlântica porque ela preserva a água que é a matéria prima fundamental a nossa sobrevivência, da agricultura e diversas atividades industriais”, afirmou Dalce.

Por G1