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Rádio Santana FM

Itaúna, 2 de dezembro de 2020

Foto Luciane Evans

 

O Governo de Minas vai acompanhar de forma mais efetiva as barragens no Estado a partir desta terça-feira (3) com a inauguração do Centro de Geotecnologias e Monitoramento Ambiental Territorial (CGMat).

 

O espaço, que vai funcionar na sede da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), na Cidade Administrativa, vai reunir as informações sobre cada uma das estruturas existentes e faz parte das ações do Estado para melhoria no acompanhamento de desastres envolvendo barragens e fortalecimento dos mecanismos de suporte e resposta às emergências ambientais em Minas Gerais.

 

“Trata-se de um monitoramento constante, com sistema tecnológico que nos permite acompanhar desastres ambientais envolvendo barragens e garantir respostas mais rápidas e assertivas nas ações de recuperação e atendimento às emergências”, afirma a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), Marília Melo.

 

Um dos grandes destaques do CGMat será o painel de monitoramento de barragens de rejeitos em nível de emergência e de obras de contenção. A plataforma on-line permite análises rápidas e o reconhecimento de dados essenciais para que autoridades e os cidadãos compreendam, de forma amplamente acessível, a situação geral e local envolvendo barragens.

 

Minas Gerais tem 42 barragens com níveis de alerta que variam de 1 a 3, sendo o último quando há iminência de rompimento, segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM). A partir de agora será possível uma resposta mais rápida e precisa em caso de um possível episódio de rompimento. “Há um protocolo de monitoramento de qualidade água, solo e da fauna da região da barragem em questão que é realizado nas estruturas em nível de alerta, destaca o presidente da Feam, Renato Brandão.

Integração

 

Por meio de ações integradas junto a institutos de pesquisa nacionais e internacionais, o CGMat irá atuar em articulação com o Núcleo de Gestão de Barragens (Nubar) e o Núcleo de Emergências Ambientais (NEA) da Feam, também no desenvolvimento de plataformas dinâmicas de monitoramento remoto voltadas para barragens de rejeitos e o território associado.

 

A partir de dados obtidos via satélite e radares orbitais, combinados com dados prestados pelos empreendedores responsáveis pela segurança de barragens, será possível integrar informações e obter um quadro territorial completo da situação.

 

Recuperação ambiental

Com a inauguração do CGMat, haverá o compartilhamento de informações geoespaciais referentes às ações e atividades de recuperação ambiental das bacias e territórios impactados pelos desastres decorrentes do rompimento das barragens de Fundão, em Mariana, e B1, B4 e B4A, em Brumadinho.

 

Com essa medida, de acordo com o presidente da Feam, Renato Brandão, será possível ampliar os mecanismos de transparência e aproximação com os cidadãos, entidades públicas e privadas, instituições de ensino e pesquisa e organizações da sociedade civil.

 

“O Governo de Minas poderá acompanhar também por imagens geoespaciais todo o trabalho de reparação que está sendo desenvolvido pelas empresas e atuar na cobrança de alguma situação que, por ventura, não tenha sido realizada ainda pelos empreendedores, mas que o Estado julgue importante a realização”, pondera.

As informações que são analisadas no CGMat sobre a recuperação ambiental em Mariana e Brumadinho podem ser visualizadas por meio da Infraestrutura de Dados Espaciais do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema).

Por Hoje em Dia