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Rádio Santana FM

Itaúna, 23 de abril de 2021

 

Ignorar a ordem prioritária da vacinação contra a Covid-19 é conduta antiética cada vez mais comum em Minas – e Brasil afora. Em apenas uma semana da campanha de imunização o Estado já recebeu 20 denúncias de “fura-filas”, que tomam o lugar de profissionais na linha de frente de combate ao coronavírus e do público mais vulnerável, como índios e idosos.

 

As irregularidades já teriam ocorrido em pelo menos 12 estados. Prefeitos, secretários, servidores afastados e até familiares de políticos estão na mira de órgãos públicos. Quem pratica o ato de desrespeito pode ser responsabilizado.

 

Pelo menos é o que diz a lei, que prevê penas administrativas, multa ou até mesmo cadeia quando o infrator usa o cargo público que ocupa para um favorecimento pessoal. Somadas, as penas podem render 12 anos de prisão. Até o momento, não há punições no território mineiro. O cidadão pode denunciar as fraudes.

 

 

Prefeitos, secretários, servidores afastados e até familiares de políticos estão na mira de órgãos públicos; além de Minas, denúncias de desrespeito à ordem prioritária da vacinação já ocorreram também em outros 11 estados

 

As 20 queixas de pessoas que tomaram a primeira dose indevidamente em Minas foram recebidas pela Ouvidoria-Geral do Estado (OGE), que também anotou, nos mesmos sete dias de campanha, outras 27 reclamações. As demais são variadas, mas com destaque para a distribuição das vacinas aos municípios.

 

 

Conforme a OGE, todas as denúncias passam por uma avaliação e, somente depois, são encaminhadas aos órgãos competentes. Até o momento investigações preliminares foram instauradas. Os casos podem ser levados para comissões de ética e ao Ministério Público, responsável em analisar se houve improbidade administrativa ou crimes como infração de medida sanitária, peculato e apropriação.

 

A Controladoria-Geral do Estado (CGE) informou que atua visando a garantir a ordem de prioridade da fila de vacinação. Segundo o controlador-geral, Rodrigo Fontenelle, “a CGE vai reprimir duramente aqueles que tentarem se utilizar de privilégios para burlar as prioridades”.

 

Como denunciar

 

A responsabilidade pela aplicação das doses da vacina contra a Covid-19 é das prefeituras, mas o cidadão também pode ajudar com denúncias. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) tem reforçado alertas nesse sentido. Já Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) fará auditorias nos hospitais da cidade.

 

As denúncias de imunização de pessoas não pertencentes aos grupos prioritários devem ser feitas na Ouvidoria-Geral do Estado, Disque-Saúde (136), Ministério Público de Minas e Ouvidoria do Ministério da Saúde.

O público-alvo, nessa primeira etapa de imunização, é formado principalmente por profissionais da saúde, que estão na linha de frente de combate à pandemia. Para saber quando toda a população deverá ser protegida contra o novo coronavírus, clique aqui.

Nesta quinta

Profissionais da Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e integrantes das Forças de Segurança do Estado detalharam, nesta terça-feira (26/1), a logística de distribuição das remessas de vacinas recebidas em 24 e 25/1. As 190.500 doses da AstraZeneca e as 87.600 doses da CoronaVac, entregues pelo Ministério da Saúde, começam a ser direcionadas para as Unidades Regionais de Saúde (URS) nesta quinta-feira (28/1), como parte da maior operação de vacinação da história de Minas Gerais.

Até o momento, as doses estão armazenadas na Central Estadual de Rede de Frio do Estado, na capital mineira, nas condições ideais de temperatura, e de lá serão encaminhadas, por via terrestre ou aérea, para as 28 URS, sempre acompanhadas de escolta das Forças de Segurança estaduais e/ou municipais.

Após este recebimento, os gerentes de cada URS serão responsáveis pelo agendamento de data e hora para que os municípios retirem os imunizantes. O dia 1 corresponderá, normalmente, ao dia posterior à chegada da vacina na Unidade Regional de Saúde. Também, a partir desta semana, os municípios serão previamente informados sobre a data e horário de retirada das vacinas contra a covid-19.

 

Por Hoje em Dia