Minas investiga segundo caso suspeito de raiva humana

7/04/2022 | Minas Gerais

Uma das vítimas teria sido mordido por um morcego – Foto: Reprodução

 

 

Mais um caso suspeito de raiva humana está sendo investigado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Além do óbito de um adolescente de 12 anos, notificado na última segunda-feira (4) e registrado em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, a pasta também avalia o episódio envolvendo uma menina, também de 12 anos, e que está internada no Hospital Infantil João Paulo II, em Belo Horizonte. O quadro de saúde dela é considerado estável.

 

Ambos os jovens são de Bertópolis, no Vale do Jequitinhonha. Ainda de acordo com a SES, as amostras biológicas dos pacientes foram coletadas e serão encaminhadas para laboratórios de referência. “Importante esclarecer que os casos se encontram em investigação, ou seja, ainda não estão confirmados por exames laboratoriais”, afirmou em nota.

 

Mesmo que sem o diagnóstico concluído, o óbito já foi notificado ao Ministério da Saúde. Em Minas, o último caso de morte por raiva humana foi registrado em 2012, em Rio Casca.

 

Alerta e ações

 

A SES ainda destaca a importância de procurar a Unidade de Saúde mais próxima para avaliação da necessidade de adoção de medidas profiláticas (administração de vacina e soro) em caso de qualquer incidente com mamíferos silvestres, sobretudo morcegos, bem como com cães e gatos.

 

Diante da suspeita, a secretaria intensificou a busca ativa de pessoas que tiveram contato com os pacientes para encaminhamento de atendimento médico profilático.

 

Veja todas as medidas:

 

  • Notificação do caso suspeito ao Ministério da Saúde;
  • Orientação quanto a coleta de amostras biológicas;
  • Solicitação de envio de relatório de investigação preliminar;
  • Investigação na localidade de ocorrência da exposição com busca ativa de pessoas que tiveram contato com o caso suspeito e encaminhamento para atendimento médico profilático;
  • Contato com o Instituto Mineiro de Agropecuária para ações cabíveis;
  • Vacinação antirrábica de cães e gatos da localidade;
  • Bloqueio focal;
  • Divulgação do caso na região com objetivo de alertar as pessoas sobre as formas de transmissão e prevenção da raiva.

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