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Rádio Santana FM

Itaúna, 30 de novembro de 2020

Estrutura do coronavírus tem formato de coroa — Foto: Agênciapreview/Arquivo

 

Minas chegou a 5.049 mortes pela COVID-19. De acordo com o boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), foram confirmadas 101 mortes nas últimas 24 horas. O número de novos casos em um dia foi 3.969, totalizando 205.942 casos.

O novo coronavírus chegou a 835 cidades no Estado.Foram confirmadas mortes em 497 deles. Apesar do registro de 101 mortes nas últimas 24 horas, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, afirma que o número de mortes estabilizou no platô. Isso quer dizer que o número se mantém em um patamar alto, embora sem grandes elevações. Segundo ele, ao olhar para a data da ocorrência das mortes, essa tendência de estabilização pode ser verificada.

Com o descontrole da doença em outros Estados brasileiros, os números de Minas são menores, mas, ao se analisar, a evolução no próprio Estado, os saltos de um mês para o outro no número de casos e mortes são significativos.

A primeira morte em Minas pela COVID-19 ocorreu em 29 de março, mas foi divulgada, oficialmente, pelo governo estadual no dia 30. A vítima era moradora de Belo Horizonte e morreu aos 82 anos. Um mês depois, em 29 de abril, o número de mortes saltou para 80. Em 29 de maio, já eram 257. Em 29 de junho 940. Em 29 de julho, 2.608 mortes..

O crescimento exponencial no número de casos também demonstra que a doença evoluiu rápido pelo Estado. Em 29 de março, eram 231 casos confirmados. Em um mês, 29 de abril, o número aumentou quase 800%, passando para 1.758 diagnósticos positivos. Em maio, saltou para 9.232, aumento de 525%. Em junho, 43.864, aumento de 475%. Em julho, já eram quase três vezes mais, 119.394 casos confirmados.

A projeção do pico da doença, quando verifica-se a ascensão rápida da curva de casos e mortes ao ápice depois seguida de queda, foi alterada algumas vezes, com a última data estimada para 15 de julho.

No entanto, neste dia, não foi confirmada a projeção e a Secretaria de Estado de Saúde informou que o Estado atravessaria um platô, que ainda está. A curva em forma de platô é uma característica da evolução da doença no Brasil e difere de como foi a evolução em outros países, onde o vírus foi controlado, inclusive a China, onde foram registrados os primeiros casos da doença.

 

Mudança na metodologia

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) passou a divulgar, desde quarta-feira (26), gráfico que apresenta o percentual das mortes nas últimas 24 horas em relação ao número total de mortes confirmadas. No entanto, o gráfico divulgado, nesta quinta-feira (27), traz as informações de morte por data de ocorrência até terça-feira (25), quando corresponderam a 18,6% do total. Naquele dia, foram confirmadas 42 mortes.

Desde o início do mês, a SES modificou a metodologia de confirmação das mortes. Desde 3 de agosto, o registro é feito pelas prefeituras diretamente no Sivep Gripe, uma plataforma do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com Carlos Amaral, ao se analisar a curva da doença, tendo como referência a data das mortes, há indício de queda. A SES também leva em consideração a média móvel, que é o cálculo da média das mortes nos últimos sete dias.

Do Uai